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Redes Sociais | Trocando Ideia | 03 |

02
fev
2012

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REDES SOCIAIS & o SuperBowl

(o evento hit do momento!)

Coca-Cola

Poucos eventos provocam tanto burburinho no mercado publicitário quanto o jogo final do campeonato de futebol americano. Uma das razões talvez seja o fato de que o intervalo comercial no Superbowl é um dos espaços mais disputados (e consequentemente mais caros) da televisão americana. Isso faz com que as agências e anunciantes invistam em super produções para os comerciais que vão ocupar esses espaços. As peças veiculadas aí estão no spotlight da indústria e durante a semana do evento não se fala em outra coisa. Isso acaba gerando uma exposição de marca muito superior ao tempo de veiculação da peça.

Com a explosão das redes sociais, esse acabou se tornando um fórum em que as peças veiculadas nos intervalos da final sejam comentadas à exaustão, aumentando ainda mais a exposição das marcas e criando um efeito viral desses comerciais.

Esse ano algumas marcas resolveram dar um passo além: buscando potencializar o investimento (que chega a 3.5M de dólares por um espaço de 30 seg.) a Coca-Cola está criando uma campanha interativa nas redes sociais que estará no ar ao vivo no Facebook durante toda a duração da partida. Através da Fan Page da Coca-Cola, os usuários poderão interagir com os famosos ursos polares, símbolos da marca, e assistir sua reação em tempo real aos lances da partida, outros comerciais, etc. Essa é uma das iniciativas pioneiras na utilização de campanhas real-time híbridas (TV + Redes Sociais) que deve se tornar tendência num futuro bem próximo.

Se quiser participar da festa, confirme sua presença.

Acesse: http://www.cokepolarbowl.com

Honda

O público alvo do novo Honda CRV 2012 certamente estava no auge da juventude e foi a loucura com as aventuras de Matthew Broderick no filme "Curtindo a Vida Adoidado" (Ferris Bueller's Day Off). Ferris Bueller seria hoje um respeitável senhor de 50 anos e se encaixaria perfeitamente dentro do público alvo do remodelado SUV da marca. Pensando nisso, a Honda resgatou o personagem e se inspirou no roteiro do filme para criar o novo comercial do CRV que vai ao ar no intervalo do Superbowl 2012. A versão extendida do Ad que será veiculada só na web já se tornou um viral nas redes sociais com mais de 5M de views no Youtube.

Assista ao filme!

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=VhkDdayA4iA

Hulu

Várias empresas pontocom recorrem ao disputado intervalo do superbowl como uma forma de tornar suas marcas conhecidas no mainstream. Com o HULU não foi diferente.
Depois do sucesso do comercial veiculado durante a edição de 2009 do Superbowl com o ator Alec Baldwin, o serviço de vídeo on-demand retoma a campanha na final desse ano com o mesmo argumento: o Hulu seria comandado por aliens cuja meta principal seria usar a TV para derreter o cérebro dos seres humanos. Essa "dominação" extra-terrestre seria extendendo a exibição da programação da TV para computadores e dispositivos móveis: exatamente o negócio da HULU.

Veja o comercial original do Superbowl 2009!

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=1m71m-LBqFQ

Veja o teaser da campanha que será veiculada esse ano!

Acesse:http://www.youtube.com/watch?v=znaa8ssdI_w

REDES SOCIAIS & Marcas

Lego lançou uma plataforma social para seus fãs

A marca de brinquedos LEGO acabou de lançar uma nova plataforma social para seus fãs. Chamada de "ReBrick" o site funciona como um grande repositório de bookmarks e links para outros sites de conteúdo relacionado com a marca. Além disso a plataforma permite que os fãs compartilhem imagens, vídeos, notícias de projetos utilizando LEGO, além de incentivar que os usuários comentem, classifiquem e compartilhem o seu amor pela marca em outras redes sociais, como o Twitter e o Facebook. O mais legal sobre o ReBrick, é que ele se conecta vários outros sites de fãs dedicados às criações Lego em todo o mundo, trabalhando em parceria com eles.

Além de ser extremamente útil para os fãs, a nova plataforma poderá se transofrmar num grande trunfo para a marca no sentido de facilitar a forma com que a empresa monitora o que é dito sobre ela nas redes sociais.

Acesse: ReBrick

REDES SOCIAIS & Inovação

Empresas + Rede de Estudantes + Inovação = Mundo melhor

Você tem idéias de como tornar o mundo um lugar melhor? E se você tivesse as ferramentas para mudar o mundo? Essa foi a pergunta feita pela DELL a milhares de estudantes do mundo todo. Lançado em 2007 e expandido no início de janeiro deste ano, o Desafio de Inovação Social (DSIC) da DELL é uma competição global para jovens universitários dedicados a resolver grandes problemas mundiais por meio de ideias inovadoras. Desde o lançamento do programa da DELL, em 2007, mais de 15 mil estudantes de 90 países propuseram mais de 3 mil ideias. Buscando tornar-se a maior competição e de maior prestígio mundial para jovens empreendedores sociais, o DSIC em 2012 deve distribuir mais de 140.000 dólares em prêmios e mais de 500 mil dólares em espécie.

Mas a maior novidade do DSIC esse ano não são os prêmios, mas o site no qual os universitários podem criar seus perfis e projetos, mobilizar grupos e e usar a força da rede para interagir e melhorar os seus projetos. Juntando o princípio colaborativo das redes sociais à inovação nos negócios, os estudantes que competem no DSIC têm acesso a uma comunidade global de conselheiros e inovadores sociais e qualquer pessoa pode votar! No Brasil, em dos projetos mais votados chama-se Alemão For All (Projeto Alemão Para Todos) que busca trazer o turismo de preservação ambiental, geração de renda local e eventos culturais ao Morro do Alemão, no Rio de Janeiro.

Gostou da ideia? Então vote! Se você é estudante universitário, crie e divulgue seu projeto.

Acesse: http://www.dellchallenge.org

REDES SOCIAIS & Varejo

Marcas testam programa de fidelidade virtual

Os créditos virtuais são hoje um mercado de 2.1B de dólares e que está em franca expansão. Redes de alimentação como Taco Bell, 7-Eleven, Dunkin ‘Donuts e Quiznos são algumas das marcas que estão testando um novo programa de fidelidade que premia as compras dos consumidores nas suas lojas com créditos do Facebook. Esses créditos podem ser gastos para comprar conteúdo adicional nos social games da plataforma como o FarmVille e o The Sims.

Acesse: Facebook Credits

REDES SOCIAIS & Plataformas

Foursquare
O Foursquare é uma rede social baseada em geo-referenciamento que surgiu em 2009 e que. O conceito por trás da ferramenta é permitir que os usuários façam "check-in" virtual em restaurantes, hotéis e outros tipos de estabelecimentos do mundo real e permitir que eles troquem informações e dicas sobre eles com os seus amigos.

Desde o seu lançamento a rede já acumula mais de 10 Milhões de usuários e está despertando a atenção de empresas de diversos portes e de vários segmentos o seu potencial de ações no mundo real. São os chamados Foursquare "Specials" através dos quais os estabelecimentos oferecem descontos, brindes e até mesmo facilidades extras para usuários que fizerem check-in. Alguns restaurantes oferecem por exemplo um drink complementar ou uma sobremesa grátis para cada usuário que fizer o check-in. A medida que o usuário vai acumulando check-ins ele passa a ganhar "badges" especiais. O usuário com o maior número de check-ins em um determinado estabelecimento se torna o seu "prefeito" e em alguns casos passa a ter benefícios especiais como por exemplo uma vaga exclusiva no estacionamento de um Shopping Center.

Veja o vídeo divertido que os criadores da rede fizeram para falar sobre as principais features da rede.

Acesse: Hi! I want to learn more about foursquare!

DESTAQUE DA SEMANA!


Todos conhecem a startup 6Wunderkinder pelo seu famoso aplicativo Wunderlist, que é um gerenciador de lista de tarefas (to-do list), que permite a sincronização entre vários disposiivos. Atualmente o app possui mais de um milhão de usuários! Agora a startup têm um novo projeto chamado Wunderkit.

A intenção do novo aplicativo (que tem versões para dispositivos mobile e computadores pessoais) é tornar o processo de gerenciamento de tarefas/projetos acessível a todos. Para isso, utiliza uma interface fácil e intuitiva e que permite. Para essa nova versão o desenvolvedor investiu muito em funcinalidades relacionadas à colaboarção. A idéia é ir muito além do gerenciamento de tarefas. O Wunderkit pretende ajudar você a criar, organizar e realizar suas tarefas utilizando workspaces. Cada workspace é um projeto ao qual você pode adicionar pessoas que vão colaborar com você na execução das tarefas, adicionar anotações, criar lista de tarefas e muito mais. O Wunderkit também possui um painel de controle que oferece uma visão panorâmica sobre todas as atividades recentes que acontecem nos workspaces.

Até semana que vem!

@guideus

@reneealmeida

@almeicc

@maritavernari

@helkiss

Redes Sociais | Trocando Ideia | 02 |

24
jan
2012

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Redes Sociais & Mobilizações

Sopa/Pipa: entenda o que aconteceu

SOPA/PIPA. Essa sopa de letrinhas (sem trocadilho) são acrônimos para "Stop Online Piracy Act" e "Protect IP Act" nomes de dois projetos de lei que estavam tramitando no congresso americano e são fortemente apoiados pelas grandes empresas do ramo do entretenimento, como estúdios de cinema e gravadoras. Os dois projetos têm natureza bem semelhante e seu principal alvo é o combate à pirataria. Até aí, a causa é louvável. O grande problema é a forma com que os parlamentares americanos sugerem que esse combate seja feito: segundo eles, o governo americano teria o poder irrestrito de bloquear o acesso a quaisquer sites e redes sociais que fossem acusadas de publicar material pirata ou mesmo que tenham links para sites de conteúdo pirata. Além disso, eles garantem às grandes empresas de mídia e entretenimento o direito de processar qualquer site ou rede social por conteúdo inadequado publicado pelos usuários em suas páginas.

A restrição de acesso a esses sites seria feita através do bloqueio de acesso ao DNS (endereço digital) do servidor onde eles estão hospedados.

Grandes empresas da internet como Google, Yahoo, Facebook e Twitter, entre outras, criticam duramente esses projetos de lei argumentando que eles ferem os princípios básicos da liberdade de expressão e sua sanção poderá ocasionar uma censura sem precedentes na história da internet. Para tentar conter a aprovação dessas medidas, essas empresas organizaram protestos em suas páginas, esclarecendo os usuários sobre os riscos dos projetos de lei e convocando a todos a votarem uma petição online que pressionasse seus representantes no congresso a não aprová-los.

Entenda aqui: Protect IP Act Breaks the Internet [legendado]

Um dos protestos mais criativos foi o do site da revista de tecnologia Wired, que cobriu seu conteúdo com tarjas pretas ocultando os textos até que o usuário passasse o mouse para descobrir o que estava encoberto.

Wired

Os protestos surtiram efeito: no final da semana passada os líderes do congresso americano anunciaram o adiamento da votação de ambos os projetos alegando que eles precisam ser discutidos melhor com a população.

Redes Sociais & Fama

Luiza: a instant celebrity do mês

Você é dono de uma agência de pequeno porte e cria para um cliente relativamente modesto um comercial de televisão que fala sobre o mais novo empreendimento imobiliário da sua cidade. O vídeo deste comercial é postado no youtube e menos de uma semana depois chega a 5M de views. Mais do que isso: uma das frases do seu roteiro vira um meme* da internet e Luiza, uma das participantes citadas no roteiro que nem aparece no comercial vira celebridade instantânea e é obrigada a voltar às pressas da sua viagem de estudos. A adolescente é recebida de volta ao Brasil como estrela, com entrevistas marcadas nos grandes telejornais e vários convites para participar de novas campanhas publicitárias.

O que se vê acima poderia ser o roteiro surreal de um filme de ficção científica, mas não é. O relato mostra uma situação real que aconteceu na última semana e demonstra o enorme poder de alcance das redes sociais nos dias de hoje. Se você tem conta em alguma rede social, você ficou sabendo dessa história. Se não tem, também ficou. Estamos vivenciando um fenômeno que pode ser considerado recente: as pautas que são geradas de forma espontânea nas redes sociais alcançam o mainstream ao invés de o contrário. Até então, o que se viam eram campanhas publicitárias ou temas jornalísticos polêmicos que faziam grande sucesso na mídia "tradicional" (TV, rádio e impressa) e acabavam repercutindo na web por meio das redes sociais.

Se você, por acaso, esteve isolado numa ilha virgem sem acesso à internet nos últimos 15 dias e não faz a menor ideia do que estamos falando, assista aos vídeos abaixo:

Acesse: Luiza Está No Canadá!

Acesse: "Luiza está no Canadá" - Jornal Hoje 19/01/2012

Redes Sociais & Conceitos

Quem nasceu primeiro, o meme ou o viral?

Você nunca ouviu falar em "meme"? Tem que ver isso aí!

Os memes podem ser imagens, vídeos ou mesmo gírias ou bordões que se espalham numa velocidade muito rápida pelas redes sociais.

Memes são muitas vezes confundidos com "virais", mas se diferenciam destes por um aspecto sutil: além de se espalharem muito rapidamente pela internet e pelas redes sociais, podem ser considerados mutantes. A cada nova citação ou utilização, essas imagens, vídeos ou bordões vão sendo adaptados, editados e empregados em diferentes situações e contextos, e isso favorece ainda mais a sua distribuição espontânea e exponencial.

Voltamos ao caso da Luiza para explicar: a peça publicitária deu origem a um meme, a expressão "menos a Luiza, que está no Canadá". Essa expressão, que, a princípio, não fazia muito sentido no contexto do comercial, se espalhou pela internet se adaptando a diferentes situações e contextos. Quando um usuário novo ouvia a expressão e resolvia buscar o motivo pelo qual os outros usuários estavam utilizando a frase no meio das situações mais inusitadas, eles inevitavelmente chegavam ao vídeo original da campanha e o compartilhavam. Isso aumentou incrivelmente a divulgação da peça, transformando-a em um grande viral.

"Viral" é nome pelo qual são conhecidas informalmente as campanhas publicitárias sem grandes pretensões, que viram um sucesso de audiência da noite para o dia. Apesar dessa repercussão ser o sonho de qualquer criativo, esses "hits" não são fáceis de emplacar. Ao contrário do que pensam os clientes, 1 em cada 10 campanhas virais foram criadas com essa intenção. Os "virais" normalmente surgem de onde menos se espera e justamente aí está a mágica.

No entanto, é preciso tomar cuidado: os "virais" não são sempre unanimidade e garantia de sucesso. Exatamente por conta da superexposição alcançada nas redes sociais que faz com que a peça se espalhe com grande velocidade e sem fronteiras, os virais acabam se saturando e podem gerar críticas. Veja,por exemplo, como um grande jornalista comentou sobre o caso da Luiza: http://www.youtube.com/watch?v=Z7W19NBnE30

É muito comum ver as agências criativas se aproveitarem dos fenômenos dos memes e incorporá-los em suas campanhas tentando buscar o mesmo fenômeno viral para as novas peças. É a versão 2.0 do "anúncio de oportunidade".

Vejam o mais recente exemplo criado para o Banco Itaú utilizando um meme clássico que é o vídeo de um bebê se divertindo com o pai rasgando uma folha de papel:

Acesse: Meme Original

Acesse: Campanha Itaú

Até semana que vem!

@guideus

@reneealmeida

Redes Sociais | Trocando Ideia | 01 |

17
jan
2012

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Chegou nosso post semanal sobre os destaques das redes sociais. Sim, a partir de agora, toda terça, vamos compartilhar com vocês os conteúdos que mais nos chamaram a atenção na semana. Comentem. O aprendizado sempre é mais interessante quando vocês participam! :)

Redes Sociais #Inovação

Crowdsourcing

Como juntar pessoas que querem ajudar a sua organização, seja dando ideias ou investindo nelas? Acionando o "crowd" como fonte de inovações (crowdsourcing) ou de dinheiro (crowdfunding). Ainda não se vêem muitas iniciativas baseadas nesse tipo de aglomeração de pessoas, mas as que estão em vigor tem como plataforma base para engajamento as redes sociais. O site http://www.crowdsourcing.org é uma fonte sempre atualizada e confiável de informação sobre esses temas, sendo uma associação neutra de profissionais interessados em discutir, criar e compartlhar conteúdo relevante. Um destaque são os vários infográficos que o site compartilha, em que organiza e mostra como empresas criaram seus modelos de negócios baseados no "crowd" e como transformam esse engajamento em dinheiro. Vale conferir!

Acesse: Crowdsourcing.org

Redes Sociais #Audiovisual

Vídeo é a Linguagem de 2012

Mapear os assuntos mais interessantes da semana quando falamos de vídeo e redes sociais é um dos desafios mais difíceis. Tem muita coisa interessante rolando na web e 2012 sem dúvida é o ano do audiovisual. Fotos e vídeos baseados em interação social sem dúvida vão crescer, principalmente, com a consolidação das soluções 2.0 e o crescente investimento nessas mídias, como alternativas na comunicação de marcas. Há mais possibilidades no Instagram, Viddy e Tout do que imaginamos, sob o ponto de vista da social media não tem nada mais interativo e engajador do que ver o mundo através dos olhos de outra pessoa. Vale linkar alguns exemplos:

- Aqui você pode conferir um infográfico que resume o ano de 2011. A diferença está no charme da execução em vídeo: Visualizing 2011;

- Celebridades começam a usar soluções diversas em vídeo de forma inteligente. O Ryan Seacrest, aquele do American Idol, já está antenado e usando o Tout. Conheça como funciona: Ryan Seacrest Tout;

- Em uma colaboração entre a Unruly e o Mashable, você consegue acompanhar quais são os brand videos mais "virais"ou "sociais". A ferramenta classifica os de todo o mundo com base na quantidade de vezes que o conteúdo foi compartilhada no Facebook, Twitter e na blogosfera: Viral Video Chart;

Redes Sociais #Plataformas

YouTube de Roupa Nova

Para aqueles que ainda não viram mais detalhes das mudanças feitas no YouTube, vale ficar de olho. Cada vez mais o YouTube busca ter foco nas experiências sociais e claro, incentivar as pessoas a ficarem mais tempo navegando na página. A partir de agora os vídeos em destaque são aqueles compartilhados ou favoritados no Google+ e no Facebook. Para aqueles que entram com login, ao invés de mostrar os vídeos mais populares, a posição de destaque fica por conta dos "Subscription Feed" atualizado com conteúdos e updates dos usuários que você segue na ferramenta.

Lembrando que se uma imagem vale por mil palavras, no ambiente das redes sociais o YouTube tem enorme potencial para explorar seu caráter social, viral e mais além, para marcas e empresas criarem histórias concretas recheadas de storytelling. Estamos ansiosos ainda por ver os resultados dessas mudanças e as novidades que estão por vir.

Acesse: 3 New YouTube changes and what they mean for business

Redes Sociais #Leitura Recomendada

Sucesso nas Redes Sociais Não é Sorte

Será que tudo que se torna viral é necessariamente de boa qualidade? Será que o significado de "bom" é comum a toda uma sociedade? É por esses motivos que recomendamos esta semana a leitura do mais recente livro, Hierarchy of Contagiousness, de Dan Zarrella. O autor propõe um modelo para entendermos o princípio de como as ideias se espalham (e isso não dependem de serem boas ou não). A partir de uma metodologia que descreve os "passos de contágio", a consciência, interesse, decisão e ação, o autor nos convida a desmistificar ideias prontas sobre as redes sociais e entender como está em nossas mãos a possibilidade de viralizar bons conteúdos.

Acesse: Hierarchy of Contagiousness

Até semana que vem!

@reneealmeida

@almeicc

@phmaster

Feliz 2022! (parte 2: a agenda futura do seu negócio, passo a passo)

12
jan
2012

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Agora que você já começou a pensar em suas “resoluções de ano novo” para 2022 (veja o post anterior: Feliz 2022!), como vai organizar as atividades para antecipar tendências e definir sua estratégia de posiocionamento futuro? Qual será o “pão quente” do seu negócio na próxima década?

Organizações que assumem o desafio de construir sua liderança pensando em um horizonte de 5 a 20 anos podem se valer de metodologias de prospecção, e com isso antecipar tendências, gerar inovações diferenciadoras e influenciar – ou mesmo definir – o futuro em que pretendem competir.

Qualquer que seja o foco principal de sua organização para a prospecção – identificar futuras necessidades, comportamentos, tecnologias, competências – algumas etapas são fundamentais para que a iniciativa realmente ajude na tomada de decisões para o sucesso do negócio em um futuro que ainda não conhecemos.

#1 Definir o horizonte estratégico – o exercício de prospecção é norteado por balizadores estratégicos, que definem o foco e os limites do processo. Deve-se delimitar o foco temático da prospecção: “tecnologias aplicáveis para captação e distribuição de energia eólica”, por exemplo. É importante também estabelecer um horizonte de tempo apropriado ao setor de atuação e às aspirações da empresa. Pode-se focar, por exemplo, em “tecnologias aplicáveis num horizonte de 10 anos”. Da mesma forma, deve-se delimitar um alcance geográfico e setorial para as fontes e discussões a serem promovidas: “consulta limitada a especialistas e empresas atuantes no setor de geração de energia” ou “consulta a especialistas de vários setores e representantes da sociedade civil”, entre muitas outras possibilidades.

#2 Mapear os atores e selecionar os métodos de prospecção – Existem diversos métodos para levantamento e agregação de informações e opiniões dispersas. O primeiro passo é selecionar as fontes certas para as consultas e discussões desse tipo. Onde está o melhor conhecimento sobre o foco temático definido? Parceiros? Universidades? Concorrentes? Institutos de pesquisa? Contar apenas com fontes internas da empresa é a receita para o continuísmo. Dependendo do foco, pode ser muito efetivo o mapeamento e seleção dos especialistas no tema em questão, seguido de um painel de discussões sobre as tendências tecnológicas (para ficar no mesmo exemplo apresentado); ou ainda aplicar técnicas como crowdsourcing (captação das contribuições de atores externos de forma aberta, com ferramentas típicas da web 2.0) ou Método Delphi (rodadas de discussão anônimas com especialistas buscando respostas a questões específicas).

#3 Promover discussões prospectivas – A criação de uma dinâmica de interação deve permitir a combinação de informações e conhecimentos capazes de gerar conhecimento novo a respeito de possibilidades, cenários e tendências no horizonte de tempo definido. Neste ponto é fundamental a participação de profissionais experimentados na condução deste tipo de discussão (que não é nada trivial). O envolvimento das pessoas certas da organização, além dos especialistas mapeados, também faz toda a diferença não só para construir um entendimento consistente dos cenários identificados, mas também para conectar as discussões ao negócio e aspirações da empresa ou instituição.

#4 Elaborar os mapas e definir rotas estratégicas – Gerar novos conhecimentos sobre os futuros possíveis é importante, mas não suficiente. Uma vez que se tenha massa crítica para embasar discussões estratégicas internas, é importante traduzir o conhecimento produzido em representações visuais que facilitem sua interpretação, ajudem a evidenciar correlações e possibilitem novas camadas de discussão. Nesta etapa também já foi possível identificar oportunidades e ameaças, reduzir incertezas e descortinar possíveis caminhos de atuação. Hora de promover discussões e tomar as decisões estratégicas que definam o caminho a ser trilhado – e representá-lo no mapa. Dependendo do foco definido na 1ª etapa, isso pode envolver iniciativas como: a definição de um portfólio de projetos de P&D, a elaboração de um balanced scorecard (BSC) com horizonte de longo prazo, o desenho de um modelo de competências futuras, entre muitas outras possibilidades. Evidentemente, a conexão com o processo de planejamento estratégico da organização é essencial.

#5 Transformar a prospecção em monitoramento – Os ventos mudam, os fatores influenciadores do mercado são múltiplos e dinâmicos, e o horizonte identificado hoje pode não ser o mesmo amanhã. Revisões periódicas e novas discussões para atualizar o roadmap construído podem contribuir muito ao incorporar novas informações, corrigir rumos ou mesmo confirmar cenários, ajudando a reduzir ainda mais as incertezas e lidar melhor com a complexidade.

Além da riqueza de informações para a tomada de decisões de alta relevância para o futuro do negócio, o exercício de prospecção – seja ela tecnológica, mercadológica, de competências etc. – traz uma série de subprodutos e benefícios para as organizações que se empenham nesse tipo de processo. Identificação de novas e relevantes fontes de informação para o negócio, ampliação e fortalecimento das redes de relacionamento com especialistas, definição de linhas específicas de capacitação interna, criação de oportunidades de contribuição e visibilidade para os melhores talentos internos, melhoria da atratividade da empresa e do “employer branding” para talentos externos, desenvolvimento de novas capacidades organizacionais relacionadas à inteligência competitiva são apenas alguns dos exemplos.

A partir de agora, ao revisar suas resoluções ou metas para 2012, certifique-se de que as prioridades para 2012 fazem parte da lista!

 

Twitter: @BetoDoValleTF

 

Feliz 2022! (Ou como usar a prospecção estratégica para desenhar hoje o seu sucesso no futuro)

04
jan
2012

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Este título não é um erro de digitação. Enquanto todo mundo está fazendo previsões e “resoluções de ano novo” para 2012, algumas organizações olham para o longo prazo e tomam decisões que vão surtir efeito nos próximos 5, 10 ou 20 anos. Apoiadas por metodologias como prospecção tecnológica e foresighting, desenham o caminho para futuros almejados. O que elas ganham com isso? A oportunidade de antecipar tendências, gerar inovações diferenciadoras e influenciar – ou mesmo definir – o futuro em que pretendem competir. Já estão fazendo seus planos para 2022.

O conceito é simples: o que estou fazendo hoje é resultado de decisões do passado. O “business as usual”, o “arroz-com-feijão” de qualquer negócio hoje provavelmente já foi uma decisão ousada ou mesmo uma inovação no passado. O mercado automotivo com seu alcance e variedade? Já foi uma possibilidade remota, com uma só opção de cor de automóveis. O negócio de microcomputadores? Já foi visto como algo sem futuro. Serviços de seguros pessoais, smart phones, vendas on-line, móveis modulares, conteúdos abertos e serviços gratuitos na internet, mercados inteiros e modelos de negócio hoje amplamente difundidos já foram, em algum momento, apenas uma possibilidade futura seguida de uma decisão.

Ou seja: o que estaremos fazendo dentro de dez a quinze anos é resultado direto das decisões que tomarmos hoje – ou que deixarmos de tomar – com foco nesse horizonte estratégico ampliado.

Organizações que querem ser competitivas não apenas em 2012, mas também no longo prazo, buscam responder a perguntas como:

·         Para que futuro estamos nos preparando?

·         Quais serão as prováveis exigências do consumidor, do mercado, da legislação no horizonte de tempo “X”? Que atributos e diferenciais serão valorizados?

·         Que soluções ou tecnologias têm potencial para atender a essas demandas futuras?

·         Que posicionamento buscamos nesse futuro, e que competências, tecnologias ou soluções precisamos desenvolver para isso?

·         Em que projetos, iniciativas e relacionamentos devemos investir para construir esse posicionamento futuro?

Para pensar e construir esse futuro, a análise de cenários não é suficiente. É necessário um processo estruturado de prospecção ativa de demandas e tendências, tecnologias e soluções, com o envolvimento de atores externos à organização. Estamos falando de mobilizar conhecimento e promover reflexões para reduzir incertezas e descortinar oportunidades em um horizonte de tempo mais longo, e assim tomar decisões bem fundamentadas para orientar esforços de aprendizagem e inovação com alcance de longo prazo.

Há diversas formas conduzir esse processo:

·         A Prospecção Tecnológica (ou technology roadmap) é uma das principais metodologias utilizadas pelas organizações para esse fim. Empresas com que trabalhamos têm se valido de roadmaps tecnológicos para, por exemplo, mapear necessidades futuras do mercado e identificar tecnologias promissoras para atendimento a essas demandas, e assim embasar decisões sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e na expansão de seus negócios.

·         O Método Delphi é uma técnica interessante para promover discussões estruturadas entre especialistas, na busca de refinamento de cenários estratégicos já identificados. Qual destas tecnologias deve se tornar padrão de mercado? Quando estas aplicações estarão maduras para lançamento comercial? Qual a probabilidade desta competência específica se se tornar um critério decisivo de contratação de especialistas nos próximos 5 anos? Perguntas como estas são submetidas a sucessivas rodadas de discussão por especialistas previamente selecionados de forma anônima, minimizando influências e distorções indesejáveis.

·         Outras formas de discussão semiestruturada, como o painél de especialistas, ou ainda o crowdsourcing, por exemplo, podem ser aplicados conforme o caso, ajudando nos mais diversos desafios, desde no levantamento de mudanças culturais ou tendências de regulamentação, até na identificação de tecnologias relativamente maduras de outros setores com potencial para novas aplicações no curto prazo.

Esses métodos permitem gerar insumos riquíssimos para a organização, que a partir daí inicia um processo interno de interpretação dos desafios e oportunidades. A elaboração de mapas e rotas estratégicas permite a decidir sobre o posicionamento futuro do negócio, estabelecer os conhecimentos e tecnologias a serem desenvolvidos, e as soluções a serem geradas, para se atingir esse posicionamento.

As possibilidades e combinações são muitas. Mas o mais importante é construir a suas respostas: Quais suas resoluções para 2022?

 

Twitter: @BetodoValleTF

 

Conhecimento para Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC)

26
dez
2011

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Presente no dia-a-dia, alvo de leis de regulamentação do setor e mal visto pelos consumidores, o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) e todas denominações possíveis, hoje é parte fundamental da estrutura de funcionamento de uma grande empresa, porém sua ineficiência, por muitas vezes, coloca em questão a importância do consumidor para a mesma.

 

Históricamente o SAC surgiu no momento em que a tecnologia se tornou eficaz na quebra de barreiras quanto a presença física, inicialmente através de um simples telefone, um número e uma secretária, evoluiu para milhares de operadores, sobre a supervisão e monitorias de qualidade, scripts, sistemas, entre outros adventos tecnológicos e processuais, significativos para as empresas e ainda inexpressivos para o consumidor, quando a grande maioria ainda sim tem uma má experiência no uso.

 

Muitas empresas não possuem seu conhecimento mapeado, organizado e explícito, suportado sobre um sistema que agregue valor as suas atividades. Nestes casos não é também arriscado basear-se apenas na desenvoltura de um atendente na linha de frente? O quanto os sistemas, indicadores e recursos estão realmente contribuindo para a performance do atendente? Quanto do conhecimento organizacional está efetivamente à disposição do atendente?

 

Repensar o modelo de atendimento não sugere repensar cada parte de uma estrutura já montada, um bom projeto deve identificar as dificuldades primárias das equipes, porém, essa identificação só será possível se uma parte significativa do conhecimento que visa orientar como tal demanda deverá ser atendida, estiver mapeado, registrado e compreendido, e assim, transparecer as reais falhas e necessidades de melhoria. Como proposição de solução, vejamos como exemplo um sistema de base de conhecimento.

 

Uma base de conhecimento traz inúmeros benefícios para as empresas, uma vez que oferece produtividade, alinhamento quanto a decisão (evitando interpretações humanas), facilidade de treinamento e possibilidade de evolução coletiva entre atendentes e supervisores, se estruturado sobre uma plataforma colaborativa que permita contribuições, comentários e avaliação dos envolvidos, distribuindo a responsabilidade sobre a qualidade do conteúdo.

 

Um projeto de construção da base deve ser estruturado conforme necessidades dos atendentes, visando identificar as informações necessárias para o mesmo, a organização do conhecimento e a governança necessária para que a informação esteja sempre correta e atualizada.

 

Independente do contexto e setor de negócio, podemos afirmar que o universo de informação é limitado, sendo o conteúdo passível de classificação e relacionamento, através de uma arquitetura de informação e taxonomia que possibilite a informação ser encontrada facilmente e sua estrutura seja compreendida pelo atendente, além de recursos inteligentes que diminuam o tempo de procura e antecipe as soluções.

 

Sabemos que são inúmeras as dificuldades das empresas quanto ao atendimento, porém começar pela organização, registro e explicitação de seu conhecimento, contando com a colaboração de todos os envolvidos é o passo inicial e o mais importante para qualquer empresa que visa a qualidade e excelência no relacionamento com seus clientes.

 

É verdade que os serviços de atendimento evoluíram considerando, principalmente, sua estrutura técnica e o volume de atendentes. Observamos frequentemente, no entanto, falta de foco estratégico no conhecimento, sendo assim, os atendentes são treinados, muitas vezes, como autômatos, pouco importando sua capacidade de raciocínio. São vistos, com frequência, como meros replicadores de scripts e de operadores de sistemas. Pouco foco é dado ao desenvolvimento de habilidades básicas de atendimento, ao conhecimento da empresa, seus produtos e seus valores. Neste contexto, tornam-se meros sistemas humanos desprovidos de alma, empatia e totalmente desconectados dos valores organizacionais.

 

Conhecimento mais gente mais valores nos SACs: tá aí uma

combinação que pode dar certo!

 

Thiago Macedo
@tmacedo05

 

Claudio Terra

@claudioterra

Os médicos nunca erram

26
dez
2011

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Quem já não ouviu complicações e mesmo morte de pacientes em função de erros médicos? Eu já ouvi muitas vezes. Com que frequência erros são cometidos nas salas de cirurgia no Brasil? Qual o percentual de pacientes que morrem em função disso?
 
Na semana passada li um ótimo livro chamado "Check-list" escrito por Atual Gawande, um médico de Boston, que por muitos anos vem estudando como pequenas ações baseadas em "check-list" podem reduzir fortemente os erros médicos.
 
O autor do livro remonta boa parte da sua tese à indústria aeronáutica que desde meados da dédaca de 30 adotou a prática de check-lists para lidar com a complexidade crescente de se pilotar um avião - tanto em condições normais quanto de emergência.
 
Como sabemos, no entanto, aqui no Brasil, não há erro médico. Ironias a parte, creio que é hora de aplicar práticas muito bem estabelecidas de codificação, transferência e compartilhamento de conhecimento no meio médico brasileiro.
 
O aprendizado baseado no erro - lições aprendidas - não é uma novidade e deveria ser incorporado à prática médica - post mortem. Questões básicas de aprendizado e solução de problemas em grupo e em equipes de trabalho também deveriam ser fortemente discutidas no âmbito da medicina.
 
Estará a classe médica preparada para tudo isso?
 
Que outras práticas de gestão salvariam vidas?
 
Sds
 
@claudioterra
 
 
 
 

BRICs: identificação de oportunidades para inovar

19
dez
2011

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Quais as oportunidades de inovação e de negócio propiciadas e surgidas junto a países emergentes como Índia, Brasil, China, Rússia, África do Sul, etc. Em boa parte do mundo, inclusive nos países desenvolvidos, há um consenso acerca da rápida mudança em curso em termos do peso dos países emergentes na economia mundial.

 

As soluções inovadoras impelidas por esta grande transformação que agrega centena de milhões de pessoas ao mercado consumido não pode ser vista apenas uma solução piorada do que é feito nos países desenvolvidos. Trata-se, sobretudo, do desenvolvimento de soluções inovadoras que levam em consideração a fabulosa escala, valores, necessidades e hábitos de pessoas na faixa de renda que acabaram de se tornar consumidores.

 

Multinacionais e grandes empresas nacionais já têm investido consideráveis esforços para que seus executivos expatriados e mesmo locais entendam de forma profunda as necessidades deste público. O Brasil é um dos polos desta nova onda mundial.

 

Contudo, em um contexto global somos relativamente pequenos ainda e com pouca contribuição para modelos de inovação revolucionários direcionados para os públicos emergentes. Isto requer mudanças rápidas para aproveitamos esta nova oportunidade histórica. Algumas mudanças óbvias incluem:

  • Realizar mais visitas exploratórias e benchmarks em outros países emergentes para conhecer inovações e modelos de inovação;
  • Capacitar nossos executivos para realmente olhar a base da pirâmide. A atração de nossos jovens executivos em continuar a mirar os EUA e Europa é por demais evidente;
  • Mais pesquisa original e testes rápidos para validar ideias, conceitos e projetos;
  • Foco na escala: estamos falando de necessidades não atendidas de bilhões de pessoas.

Eu acredito que a oportunidade histórica para o Brasil está aí. Se ficarmos numa posição esquizofrênica nos achando próximos dos países desenvolvidos apesar da grande maioria da nossa população ainda viver em condições muito precárias perderemos novamente outro momento histórico para nos tornarmos um Centro Mundial de Inovação.

 

Claudio Terra

@claudioterra

Gestão do Conhecimento: perguntas simples, respostas fundamentais

27
nov
2011

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Depois de muitos (e muitos anos) trabalhando com Gestão do Conhecimento ainda fico perplexo com o desafio brutal que é colocar esta prática plenamente inserida no dia a dia das empresas. Qualquer um que falar algo diferente nunca tentou, só ficou filosofando ou teorizando.

 

Acadêmicos puros: não me levem a mal, a teoria é fundamental. Todos têm de certa maneira uma teoria sobre como as coisas funcionam. Os modelos têm vários papéis: de um lado ajudam a representar parcialmente a complexidade; de outro são uma base para qual o raciocínio e capacidade de interpretação pode agregar, evoluir ou mesmo questionar. Neste sentido são marcos. Além disso, no contexto organizar os modelos têm o crítico papel de alinhar centenas ou milhares de indivíduos segundo uma linha de pensamento, ajudando a direcionar e priorizar esforços.

 

Feitos o ponto e o contraponto, aqui vou eu propor mais um modelo simples para tratar a Gestão do Conhecimento nas organizações. Ele se baseia em sete perguntas-chave:

Por que?

As organizações não podem embarcar em esforços de gestão de conhecimento simplesmente porque está na moda ou por conta de chavões do tipo, estamos na Era do Conhecimento ou qualquer baboseira neste sentido. Porque Gestão do Conhecimento deve ser bastante prático e tangível, com respostas do tipo: estamos expandindo regionalmente e temos gaps de performance; estamos contratando muitas pessoas e não conseguimos treiná-los rapidamente, precisamos dominar tal tecnologia essencial para nossa competitividade, etc.

 

Quem?

É óbvio não? Mas como tratar do assunto gestão do conhecimento sem pensar em quem são os atores envolvidos – de dentro e de fora da empresa. Quem são as pessoas que já detém parcialmente ou fortemente os conhecimentos críticos para a empresa? Quem são aqueles que deveriam dominar este conhecimento? Quais as características destes grupos de indivíduos?

 

Quais?

Conhecimentos não são herméticos. As fronteiras, relacionamentos e sobreposições não são tão óbvios, nem estáticos. Apesar disso, a gestão estratégica do conhecimento resulta de um bom entendimento das disciplinas, escolas, taxonomias, ontologias e semânticas associadas a tipos de conhecimentos. Defina um conhecimento de maneira muito estreita e os resultados serão muito limitados; defina de maneira muito aberta e a ausência de foco pode gerar em enorme perda de recursos.

 

Como?

Uma das coisas que muitos sabem é que o conhecimento pode estar em várias formas: tácito, implícito ou explícito. Ele pode ainda evoluir de maneira muito rápida ou ter uma dinâmica muito previsível. Quanto mais sistêmico o conhecimento, mais difícil é compreender como o mesmo evolui. À medida que a complexidade aumenta; aumenta também os mecanismos e práticas de gestão do conhecimento, assim como a incerteza quanto aos resultados que serão efetivamente obtidos.

 

Quando?

Em todos os assuntos de gestão a dimensão tempo é fundamental. Em gestão do conhecimento não poderia ser diferente. Mais ainda, investir em conhecimento é sempre uma aposta no futuro, tanto do ponto de vista individual, como organizacional. Na prática significa trocar um pouco o presente e as demandas urgentes para investir na construção de um capital intelectual próprio ou da organização. Não que não estejamos aprendendo o tempo todo, pois estamos, contudo à medida que ampliamos o leque e número de pessoas envolvidas no aprendizado e transferência de conhecimento precisamos dedicar tempo específico para isso. Além disso, precisamos saber quando desejamos obter algum tipo de resultado: uma coisa é aprender algo ou transferir algum conhecimento em semanas, outra em meses e outra ainda em anos.

 

Onde?

Um dos dilemas crescentes quando falamos de aprendizado e conhecimento é o quanto deveremos nos valer do presencial ou do virtual. Embora haja avanços significativos nas formas como utilizamos os ambientes virtuais como forma de acesso à informação de alto valor, assim como forma de comunicação entre indivíduos, o contato presencial ainda tem uma “largura de banda” infinitamente maior. Presencialmente aprendemos com todos os nossos sentidos e podemos influenciar no contexto entendendo de maneira mais interativa e muitas vezes subconsciente nosso aprendizado. Dentro ou fora da empresa, no nosso entorno ou alhures ou ainda com nossos pares ou pessoas de outras áreas e culturas completamente diferentes? São perguntas que também precisam de bastante reflexão em alguns casos.

 

Quanto?

Finalmente o que poucos gostam de ouvir: quanto custa? Valendo-nos da conhecida expressão “there´s no free lunch” é responsável destacar logo de cara que conhecimento pode, em alguns contextos, custar muito para ser adquirido, transferido ou mantido. Não é óbvio isto quando pagamos para um curso? Por que seria diferente em outros contextos? Quanto mais raro, sofisticado ou complexo o conhecimento, maiores serão os investimentos. Isto não quer dizer que as metodologias, práticas e tecnologias relacionadas à gestão do conhecimento sejam sempre caras e difíceis de implementar. Pelo contrário, no dia a dia as organizações já suportam uma cultura organizacional e adotam uma série de práticas que permitem o conhecimento e o aprendizado fluírem como parte do próprio processo de trabalho.

 Vejam: é apenas mais um modelo. A realidade – quando o assunto é conhecimento – continua maravilhosamente desafiadora. Espero, no entanto, que seja mais um referencial útil. Perguntas?

 

Claudio Terra

@claudioterra

O Varejo não precisa estar presente nas redes sociais, o Varejo precisa ser social

20
nov
2011

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Apesar de tanto se falar em mídias sociais, em comércio social, algo parecia faltar em termos de concretizar tendências, de concretizar conceitos. Os números da web são sedutores, a moda das redes sociais é deliciosa de se acompanhar, mas vemos clientes e amigos em uma confusão e ansiedade constante frente ao que deveria ser feito nesse novo cenário. E foi assim que surgiu a ideia de escrever o livro Varejo 2.0. Saibam mais sobre o livro aqui

 

Estamos convictos que realidade 2.0 não é diferente do que os empresários conhecem sobre relacionamento, planejamento e consumidor. É apenas um meio diferente e mais dinâmico. O que notamos de forma geral é que a fonte da ansiedade desses profissionais não provinha do medo do desconhecido, mas de não ter tempo para aprender e, mais ainda, para vivenciar. Enquanto todos os varejistas estão habituados a visitar lojas, a checar serviços in loco, nem todos possuem um Facebook, um Twitter ou acompanham o que seus consumidores fazem na web ou como sua loja está se posicionando nesse meio. E a notícia não é boa: a velocidade é outra mesmo. É preciso correr para alcançar o consumidor. Não a tendência. Se você não está preparado para atendê-la agora, quando você conseguir poderá haver uma nova.

 

Mas a solução é mais simples do que se imagina. Não menospreze que o mundo digital é o futuro e que as redes sociais têm um potencial enorme de contribuir para o negócio. Por outro lado, não fique hipnotizado pelos números e entusiastas, as pessoas continuarão comprando em lojas físicas. O que queremos mostrar neste livro é que sua empresa precisa continuar com foco em seu consumidor e conhecê-lo cada vez mais a fundo. E principalmente, educar equipes a entender os hábitos e atitudes do consumidor também na web e aí, sim, definir como sua empresa quer se relacionar com eles nesse meio. E incorporar esse novo meio de se relacionar aos processos cotidianos de condução do negócio.

 

Um dia essa tecnologia se tornou acessível aos cidadãos e alguns poucos começaram a produzir uma enorme quantidade de conteúdo. Grosso modo, essa é a web 1.0, onde poucos produzem muito. Nessa época, a web mesmo sem querer já começa a ter um lado comercial, afinal um clique passa a ter valor monetário mesmo que você não esteja comprando algo.

 

Com o amadurecimento da web, maior acesso e usuários engajados na produção de conteúdo surge o efeito “network”. Não só há um crescimento exponencial na produção de informação, como naturalmente as pessoas começam a interagir com o conteúdo do outro. Do “comentário” para a “edição do conteúdo de outro usuário” foi um passo natural. A ética de indicar fontes e referir sites amigos ou similares passa a ser difundida e o Google, com sua inteligência de busca baseada em relevância (onde aparecem primeiro os sites mais indicados e conectados), contribui para o surgimento dessa nova fase da web que fica conhecida como 2.0: o período da colaboração.

 

A web 2.0 é uma nova etapa caracterizada pela agilidade e redução das fronteiras. E claramente, nesse contexto, o cidadão mudou. Estamos falando de quem eventualmente consome os produtos da sua empresa e pode estar agora falando sobre isso na web. O que sua empresa pode fazer nas redes sociais não é tão diferente do que sua empresa já faz em outros canais: se relacionar com o consumidor.  O que o comprador espera de você também não é diferente do que ele hoje já espera de uma empresa: transparência.

 

No livro Varejo 2.0 procuramos estimular algumas discussões chaves para o modelo de negócios do Varejo, incluindo:

  • Que o Varejo precisa reconhecer o shopper como protagonista da relação.
  • Quais foram os fatos que levaram a essa mudança, mas, principalmente, como varejistas na prática reagiram a esse novo momento.
  • Como usaram as redes sociais a favor do seu negócio, alguns de forma ativa e corajosa, outros de forma mais contida, mas abrindo espaço para o diálogo, e alguns apenas auxiliando o consumidor a fazer o que mais gosta, tornando-se um parceiro ao criar e compartilhar experiências.

 

Esperamos que curtam :) o livro e nos enviem seus comentários estamos loucos para ouvir opiniões.

 

Renée Almeida

Carol Almeida

Claudio Terra

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