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Saber contar histórias nunca foi tão importante para sua presença digital

23
mai
2012

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Sim, é isso mesmo. Um dos hábitos mais antigos de toda e qualquer civilização sempre foi contar histórias, oralmente
(quando não existia escrita, desenho, fotografia, cinema, vídeo, mídia impressa, etc e etc), ou por meio de ferramentas, plataformas ou tecnologias (e aqui entenda tecnologia no sentido mais amplo, de um lápis a um tablet de última geração). Seja uma historinha para a criançada dormir mais cedo, ou uma emocionante história de como você escapou ileso daquela roubada, cada uma delas possui uma característica específica, um jeito de contar, um estilo próprio de narrativa, uma cara. E muitas vezes usamos estes estilos e jeitos sem nos dar totalmente conta de que estamos fazendo isso. Ou não, as vezes deliberadamente empregamos termos, expressões, pausas e afins para enfatizar nosso ponto.
 
Em outras palavras, adaptamos a narrativa ao contexto. E, neste caso, devemos entender contexto de várias formas: pode ser o público com que estamos interagindo, o meio que estamos utilizando, o objetivo da narrativa e tantos outros.
Mas o que isso tem a ver com meu negócio? Muito mais do que você imagina. Principalmente se estamos falando de como sua empresa deve se relacionar com seus públicos em ambientes digitais (desde o seu site institucional até as redes sociais, evidentemente).
 
A grande maioria das experiências de sucesso de uma marca nas redes sociais têm um importante ponto em comum: o cuidado e a atençao que é dada ao conteúdo. E aqui não estou falando apenas de escrever em bom português, de forma clara e direta, sem erros e parnasianismos desnecessários. Isso é básico e fundamental. Estou falando de se produzir um conteúdo contextualizado, que dialogue com os seus públicos, que estimule conversas e trocas. Não do conteúdo chapa branca que tenta o tempo todo vender algum produto ou ideia para seus seguidores (seja no Twitter, Facebook, Youtube, etc).
 
Não podemos esquecer que o principal diferencial destas mídias é justamente a possibilidade da conversa, do diálogo. De estar pronto para falar e ouvir. Não tem mais espaço para discurso do "compre meu tênis lindo por R$ 9,90" ou "Veja como meu carro é mais legal que os outros". Agora é preciso trabalhar este conteúdo, é preciso contar uma história, engajar seu público, escolher plataformas novas, ideias novas, ousar.
 
Enfim, este texto é apenas uma breve provocação para jornalistas, publicitários, redatores, roteiristas, designers e toda a gama de perfis profissionais que encaram este desafio de chamar a atenção de ouvintes/leitores sedentos por uma voz, um momento para serem ouvidos. E com cada vez menos tempo e atenção para dar à sua marca. Vamos voltar a contar boas histórias?
 
 

Intranet 2.0 - mais jardinagem, por favor

27
mar
2012

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Tenho encontrado pelas redes sociais afora uma série de posts, apresentações, artigos e palpites em torno do tema que (parece) finalmente começa a na pauta de discussão de gestores de intranets e portais: a intranet social. Parece que todos concordam que a principal diferença aqui está na mudança radical do papel do funcionário/colaborador, que deixa de ser um mero consumidor (ou comentador) de notícias internas e passa a ser um ator do processo, uma fonte de informações e também crítico de outras opiniões e ideias. Estamos falando realmente de um ecossistema que tende a ficar cada vez mais complexo e complexo e complexo...
 
E é justamente nesta hora que os responsáveis pela gestão destas intranets começam a arrancar os cabelos: como controlar? como administrar essa complexidade cada dia maior? A resposta não é simples e óbvia. Ou mesmo definitiva. Na verdade, nem sei ao certo se existe uma única resposta ou solução "pronta-pra-usar" para isso. Mas com certeza podemos (e devemos) pensar e discutir uma abordagem para esta questão. Ou pelo menos uma analogia que venha facilitar a visualização dessa situação.
 
A imagem que me vem à cabeça para ilustrar este grande desafio de gestão de uma intranet corporativa no contexto de um mundo cada vez mais interconectado, fragmentado e colaborativo é justamente a de um jardineiro (ou paisagista, se preferirem). Não que eu tenha muita experiência em cuidar de jardins e plantas, mas cresci observando de perto minha mãe, essa sim uma exímia jardineira, dona e soberana de mais de uma centena de vasos espalhados pela casa de minha infância e mais cinco jardins (frente, fundos e mais três jardins de inverno da casa). Por mais que minha mãe dissesse o que ia plantar e o que esperava de cada um destes jardins (o da frente pra deixar a casa mais bonita, e o dos fundos pra deixar a casa mais fresca), eu ficava impressionado com o fato de as plantas não seguirem as ordens da minha mãe. Era um tal de planta que não "pegava", outra que não se dava bem com sombra, calor ou muita água e outras que simplesmente eram rebeldes em qualquer lugar. E o mais interessante era justamente ver o quão tranquilo e natural era tudo isso para minha mãe. Nada de arrancar cabelos, de jogar tudo fora e etc. Ela simplesmente ia acompanhando, ajustando, podando, replantando, adaptando e corrigindo a rota dos jardins e vasos da casa.
 
Agora, vários anos depois, penso justamente nesta atitude de jardineiro quando escuto das pessoas responsáveis pela gestão de intranets as preocupações acerca de como garantir que cada funcionalidade e pedaço da intranet seja utilizado adequadamente por todos os funcionários. Talvez eu comece a utilizar mais frequentemente esta metáfora de jardinagem para mostrar que o mais importante é ter uma visão de futuro para cada uma das áreas e funcionalidades (seja para deixar o jardim da frente mais vistoso, ou para refrescar melhor a parte de trás da casa, onde ficavam os quartos de dormir) da intranet ou portal. Que a governança destes ambientes passa cada dia mais por monitorar, avaliar, adaptar rotas e revisar continuamente conceitos e funcionalidades. Que uma abordagem engessada e totalmente inflexível pode acabar trazendo mais prejuízos do que vantagens (afinal, pode ser mais fácil pular para o gramado do vizinho) para as organizações. O que vocês acham? Um pouco mais de jardinagem virtual nos faria bem?
 
twitter: @cesfranco
 
 

Saúde e aplicativos móveis

17
out
2011

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Facebook, Twitter, MySpace; redes sociais tornaram-se tão importantes quanto os sites web para quem busca informações sobre saúde, principalmente quando se trata de comparar exames, diagnósticos ou compartilhar sintomas e dúvidas. Cada vez mais, as redes são usadas como mais um meio de informação sobre saúde e bem estar. E é claro que as plataformas mobile também não iriam ficar de fora desta tendência.

 

Quem nunca sentiu alguma dor estranha e foi diretamente buscar na internet respostas e informações sobre o sintoma antes mesmo de procurar um médico? Isso é muito comum e abre importante debate sobre o papel das mídias sociais na orientação dos pacientes. Empresas viram nesse comportamento cada vez mais usual uma forma de prestar serviços e se relacionar com seus consumidores, seja animando comunidades e fóruns de discussões, seja fornecendo serviços de aconselhamento médico via redes sociais.

 

Conhecida como "m-health" (algo como m-saúde, numa tradução livre), esta tendência está cada vez mais se afirmando e tornando-se uma ferramenta importante não só para informar e controlar doenças, mas também para a prevenir e controlar potenciais epidemias.Um bom exemplo é o Freedom HIV/AIDS, lançado em 2005 na Índia, que faz uma parceria com operadoras de celular para o envio de mensagens e jogos para a prevenção.

 

Outro exemplo de prevenção via SMS é o programa que a rede de farmácias americana Walgreens desenvolveu,  mensagens de texto são enviadas para clientes administrarem sua saúde: “The Refil Ready”. O serviço é gratuito para qualquer tipo de celular e os clientes podem se cadastrar para receber alertas de SMS em qualquer farmácia ou no site da empresa. O aplicativo envia mensagens  lembrando ao paciente que o remédio do usuário está acabando. É um jeito conveniente de manter os clientes em dia com a medicação.

 

Um aplicativo que é baseado em muitos serviços já oferecidos na web é o HealthTap  que ajuda usuários a conseguirem respostas de médicos licenciados. O paciente tem acesso a uma rede de cinco mil médicos, sempre disponíveis para responder as perguntas e os usuários recebem rapidamente uma resposta personalizada. As respostas ainda podem receber um “concorda” de outros médicos, mostrando assim sua confiança. Além disso, os pacientes enviam seus agradecimentos e através deles os médicos constroem suas reputações, que são visíveis a todos os usuários.

 

Até mesmo organismos não governamentais como as Nações Unidas estão investindo em saúde informativa via mobile. Em setembro foi lançado o seu primeiro aplicativo oficial, desenhado para fornecer informações vitais sobre saúde e iniciativas globais humanitárias, o UN Foundation.

 

Estamos vendo um novo conceito de difusão das informações de saúde, onde não só apenas nos consultórios médicos ou sites de fóruns, um conjunto de informações, muitas vezes vitais, estão sendo utilizadas. E você, também usa ou usaria aplicativos de saúde em seu celular?

 

Jorgea Figueiró

@joqf

 

Carlos Franco

@cesfranco

 

 

Escrevendo para mobile: o desafio do menos ser mais

09
out
2011

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Ok, todo mundo já sabe que o tempo em que a leitura de uma notícia, uma informação, se dava apenas e tão somente em jornais ou revistas já passou. Não há novidade alguma nisso.A passagem do texto para a tela do computador (e sua consequente difusão em massa via internet) já vem acontecendo desde o início dos anos 90, com sérias discussões sobre o formato deste novo texto, o papel do jornalista, os riscos e benefícios de todo este novo cenário.
 
Pois bem, essa discussão agora se amplia cada vez mais por conta de um novo conjunto de novas tecnologias: redes wi-fi em locais públicos, redes 3G para celulares, smartphones cada vez mais acessíveis, etc. Ou seja: uma oferta gigantesca de possibilidades de acesso a conteúdos via aparelhos móveis (tablets e smartphones, principalmente). Mas, se a oferta de conteúdo mobile é intensa, a qualidade do mesmo não. A maioria das empresas apenas e tão somente migra seu conteúdo disponível em outros meios (internet, televisão), para o novo dispositivo mobile, sem se preocupar em como essas informações serão recebidas ou lidas.
 
A questão de uma potencial natureza mobile dos conteúdos ainda não está na pauta de discussões com a mesma força e intensidade que acompanhamos discussões sobre interfaces para aplicativos móveis, sobre iOS x Android x HTML 5, por exemplo. Porém, o consumo de informações em uma situação de mobilidade é cada vez maior e não estão ligados a um uso definido, mas ao uso contínuo e rápido, evidenciando a necessidade de um conteúdo rico em informações, porém simples e atualizado, mudando a maneira do consumo de informações por parte dos usuários e a maneira de produção por parte dos jornalistas (cada vez mais chamados de "conteúdistas" neste contexto digital).
 
Se, no meio dos anos 90, as redações se perguntavam sobre como escrever para a web, hoje, a questão começa a se voltar para o mobile. Quais formatos utilizar? É preciso pessoas formadas para esse novo formato? O que faz os usuários lerem uma informação no mobile e não esperar para ler no computador? Algumas respostas a estas perguntas já começam a se consolidar, mas ainda estamos vivendo um período onde a discussão de cunho tecnológico domina este território. Se já sabemos que os leitores de conteúdos mobile querem extratos de informações, de consumo quase instantâneo.
 
Quando se escreve algo para mobile, deve-se ter em mente que esse conteúdo será lido na fila do supermercado, ou dentro do metrô, ou enquanto espera o elevador chegar. São espaços de tempo bem curtos onde as informações devem ser simples e diretas, porém agregando valor e provocando a curiosidade. A estratégia é produzir conteúdo adaptado ao mobile e, que ao mesmo tempo, leve o leitor a querer saber mais, e isso ele fará em frente ao seu computador ou mesmo no tablet (uma plataforma com certeza mais confortável para textos mais longos, com imagens e vídeos).
 
Além da questão mais técnica de estilo de escrita para dispositivos móveis, temos também a questão do papel de jornalista/conteúdista em um mundo onde a produção de contéudos não está mais apenas na mão de profissionais treinados e especializados. Estamos falando do mundo das redes sociais, onde qualquer um pode ser tornar uma fonte produtora de informações de conteúdos. Mas este assunto fica para um próximo post.
 
Jorgea Figueiró
@joqf
 
Carlos Franco
@cesfranco
 

Redes sociais e empresas: modo de usar

05
out
2011

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Por mais intangível, solta e baseada em noções nem sempre "firmes" do que é certo ou errado, a utilização de redes sociais segue regras mais ou menos consensadas do que é aceitável e o que não é. E também tem a questão do bom senso. Isso pode até funcionar e ser suficiente para o uso pessoal das redes, na pessoa física. Agora, quando estamos falando do uso de perfis profissionais ou quando estes limites ficam tênues, o risco aumenta não apenas para o usuário (funcionário de uma empresa) quanto para a empresa. E aí não dá para apostar apenas no bom senso.
 
A consolidação do uso das redes sociais nas empresas é inevitável e é claro que as organizações que querem entrar nessa área precisam passar imperativamente pela elaboração de estratégias de presença, comunicação e ação nas redes, e uma das estratégias deve englobar também uma política de comunicação dos colaboradores nas redes sociais.
 
A elaboração de um manual com políticas de redes sociais é uma ótima ocasião para se abrir uma discussão entre dirigentes e colaboradores sobre o papel das redes na estratégia da empresa. Um bom guia ou política de uso pode ser uma forma de aproximar os colaboradores e as empresas, além de se beneficiar e ao mesmo tempo se proteger dos efeitos internos e externos da comunicação nestas redes.
 
Uma boa política de uso de ferramentas Web 2.0 deve deixar claro para os empregados os reais objetivos sobre a maneira que a empresa se vê e qual a imagem que ela quer passar nas redes. Outro benefício: a existência dessas políticas é um sinal da consciência empresarial dos desafios 2.0. Mostra um bom nível de a maturidade da empresa e sua vontade de ser ativa nesses espaços de discussões. Este guia deve conter conselhos de utilização que podem ser utilizados inclusive em âmbito pessoal.

O importante é ser pró-ativo, utilizando políticas e guias como uma ferramenta de acompanhamento e prevenção de possíveis conflitos, servindo também para reforçar, não só as estratégias, mas os valores e a cultura da empresa.
 

Jorgea Figueró

@Joqf

 

Carlos Franco

@cesfranco

 

Como os americanos estão usando as redes sociais

13
set
2011

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O Nielsen Group, referência quase que absoluta em pesquisas de tendências, marcas e usos de ambientes digitais, acaba de lançar o seu estudo quadrimestral de uso de mídias sociais. Apesar de restringir a abrangência deste relatório aos consumidores norte-americanos, os resultados com certeza apontam tendências e comportamentos que irão se refletir no resto do mundo (pelo menos no mundo ocidental) em breve.
 
Além de constatar que o uso de mídias sociais continua crescendo (algo quase óbvio), o estudo mostra algumas direções e usos que ajudam as empresas (principalmente nas suas ações e planejamentos de marketing) a entender melhor para onde estão indo seus virtuais (e reais) consumidores.
 
Abaixo, uma breve relação de alguns pontos que, na minha opinião, merecem destaque:
 
Mobilidade: hoje, nos EUA, quase 40% dos usuários de redes sociais acessam as mesmas via celular. O acesso a redes sociais é, inclusive, a segunda funcionalidade mais utilizada pelos americanos (47% fazem isso, contra 49% que usam para download de músicas - e acredito que ambos estão atrás de SMS e falar ao celular, mas a pesquisa não deixa isso totalmente claro). Outro dado interessante: o iPad já é a terceira plataforma com maior percentual de acesso a redes sociais (com 3%), empatado com consoles de games (3% também) e perdendo para celulares (37%) e desktops/notebooks (97%).
 
Tempo online: a liderança no tempo gasto pelos americanos no mundo online está consolidada em redes sociais e blogs, com 22,5% do tempo. Mais que o dobro do tempo gasto em games online (segundo colocado com 9,8%) e bem à frente do uso de e-mails (7,6%) e portais (4,5%).
 
Aplicativos móveis: os aplicativos móveis para smartphones mais baixados são games (67%), seguidos de perto por aplicativos relacionados a previsão do tempo (65%) e de redes sociais (60%).
 
Brasil: a referência ao nosso país na pesquisa dá conta da liderança do Orkut como principal rede social, visitado (segundo o Nielsen Group) por cerca de 30 milhões de brasileiros em maio de 2011, o que representa 11% mais visitantes que o Facebook no mesmo período. Provavelmente não representa mais a realidade, visto os últimos números divulgados por aqui e que dão conta de uma inversão neste quadro.
 
A pesquisa apresenta ainda alguns resultados interessantes quanto ao sexo dos americanos que usam as redes sociais e as diferenças nos interesses de cada gênero (mulheres assistem mais vídeos, enquanto os homens assistem por mais tempo) e outros temas, como faixa etária, etnia e novas plataformas de redes sociais que estão se destacando.
 
Para conhecer mais a fundo a pesquisa, clique aqui.
 
Twitter: @cesfranco
 

Os tablets estão chegando!

05
set
2011

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Sim. E isso não é novidade alguma. É cada dia mais comum ver pessoas lendo as últimas notícias ou checando os emails em algum tablet (seja o quase onipresente iPad, da Apple, ou algum outro do sistema concorrente do Google - o desafiante
Android).Enfim, a cada vez mais rotineira a interação com sites de notícias ou de mídias sociais por meio deste
dispositivo, menor que um notebook padrão e maior que um smartphone e unindo (e transformando) características de um e outro.
Então o que me levou a escrever tal título para este post? O motivo é simples: logo após chegar "às ruas", tais tecnologias e ferramentas inevitavelmente entram no dia a dia das empresas e organizações.A diferença é que a velocidade com que estas tecnologias estão sendo adotas está cada dia maior. E não adianta se esconder.
A questão é: como tirar proveito para facilitar não só a minha vida pessoal, mas também o meu trabalho? É aí que devemos nos concentrar e procurar oportunidades nas tecnologias e aplicativos que surgem quase que diariamente, de preferência antes que estas nos atropelem. Quem já possui um tablet, muito provavelmente já navegou por alguma loja de aplicativos (ou AppStore ou Market, dependendo da plataforma) e baixou alguns programas para sua produtividade pessoal, para se divertir, se informar ou se comunicar. Mas provavelmente não percebeu alguns (ainda poucos) aplicativos que poderiam ser utilizados no contexto do seu trabalho, para melhorar a produtividade da sua equipe, para melhorar a comunicação ou mesmo para
facilitar o acesso a informações do seu trabalho.
O interessante é perceber o contraste entre esta tendência cada vez mais forte de migrar ferramentas de trabalho para
aplicativos móveis e a discussão que ainda existe em várias empresas se é bom ou não liberar o uso de redes socias e
afins.Tudo bem que nem toda empresa precisa ser totalmente voltada a plataformas de colaboração e inovações radicais o tempo todo. Mas fechar os olhos e "torcer" para esta discussão não chegar à sua empresa é não enxergar oportunidade de se diferenciar dos concorrentes. Então, que tal buscar entender a fundo estas novas tecnologias e plataformas e utiliza-las como apoio para resolver problemas de negócio de uma forma barata e criativa?
 
twitter: @cesfranco
 

Enterprise 2.0: Direto de Boston Parte 2

23
jun
2011

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O segundo dia do evento sobre redes sociais corporativas continuou a gerar boas discussões sobre os bons e velhos temas de sempre.Destaco abaixo alguns highlights:
 
O que pode dar errado na adoção de uma estratégia de colaboração corporativa? Esta foi a pergunta que abriu a palestra de Andrew McAfee. Entre vários pontos ele destacou a liderança de "chefes fora de moda", em grandes linhas aqueles que ainda só conhecem baias, desktops e organogramas hierárquicos. O risco maior é o fato de tais chefes gostarem de tecnologia e liderarem projetos que construam ambientes digitais (intranets, portais, etc) que emulem esta estrutura de baias, organogramas e desktops. Excelente ponto!
 
E finalmente o tema gestão do conhecimento entrou em pauta. A boa sacada foi observar que social media está mais próxima de knowledge sharing (compartilhar conhecimento) do que knowledge management (gerenciar conhecimento). A diferença é sutil, mas é um ótimo início de conversa para arejar teorias e conceitos de GC.
 
Mais um ponto interessante, sobre implementação de uma cultura de colaboração e iniciativas de social media dentro de organizações: é fácil fazer a informação descer (dos executivos para o restante da empresa), difícil é fazer o conhecimento subir (e chegar aos líderes).
 

Algumas perguntas muito interessantes foram levantadas sobre métricas e social media dentro das organizações para ajudar a entender o que precisa ser feito:
1 - Porque medir?
2 - Quem irá analisar as métricas?
3 - Que tipos de métricas?
4 - Como coletar as métricas?
5 - Quando você vai precisar?

Twitter: @cesfranco

 

Enterprise 2.0: Direto de Boston Parte 1

21
jun
2011

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Boston em festa desde sábado passado. Não, não é por minha presença aqui. E nem pela Enterprise 2.0, conferência sobre social media no mundo corporativo que me trouxe até aqui. Por mais interessante (e importante) que seja discutir as oportunidades de uso de ferramentas e iniciativas de colaboração e mídias sociais dentro das empresas, os moradores de Boston estão comemorando mesmo o título de campeão de hóquei da NHL do Boston Bruins. Pelo o que entendi, é meio zebra, como se o Juventus de SP tivesse ganho o brasileirão. Ou algo do gênero.
 
Comemorações à parte, neste primeiro dia de palestras do evento uma nuvem de tags dos termos mais importantes teria mais ou menos estas palavras: comunicação unificada, métricas, governança, colaboração, mobilidade, compliance, efetividade. Ou seja, tudo aquilo que sempre queremos saber quando preparamos projetos de redes sociais corporativas. E nem sempre temos respostas.
Destaco algumas frases e ideias mais ou menos aleatórias pescadas aqui e ali no decorrer do dia:
 
  • Muito do que estão chamando de Enterprise 2.0 são, no fundo, ações de gestão do conhecimento com foco na estratégia de negócios e não em conceitos acadêmicos ou ferramentas.
  • O primeiro vetor que acaba levando uma empresa a tentar algum projeto de colaboração ou social media é apagar algum incêndio em algum processo ou departamento. Isso é uma ótima oportunidade, mas pode ser um grande tiro no pé.
  • É preciso parar de tentar fazer com o que o SharePoint se pareça com um site na intranet. O Facebook por acaso se parece com um website? E ele não funciona?
  • "Don't just retweet the revolution!". Em outras palavras: pare de ficar fazendo o papel de propagandista de aplicações e benchmarks "cool" sobre o tema e comece a fazer projetos simples e efetivos.
Amanhã mais um pouco de ideias e insights diretamente de Boston. E vocês podem seguir mais pílulas via @cesfranco ou seguindo a hashtag oficial do evento #e2conf

Qual é a régua?

30
mai
2011

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Na semana passada li uma notícia no site do IDGNow! que me chamou a atenção justamente pelo título ir na contramão do que se diz e se propaga por aí em relação ao uso das redes sociais: "Redes sociais geram prejuízos de milhões de dólares às empresas".Tendo em mente a famosa frase de Nelson Rodrigues de que "toda unanimidade é burra", cliquei para entender melhor o que estava por trás da manchete.
 
A notícia faz referência a uma pesquisa realizada nos Estados Unidos que diz "60% das interrupções no trabalho envolvem o uso das chamadas ferramentas sociais (Facebook, Twitter, e-mail, Messenger...). Por conta disso, 45% dos empregados não conseguem trabalhar nem 15 minutos sem serem interrompidos. E 53% perdem pelo menos uma hora por dia com esse tipo de distração." E aí os americanos (a pesquisa foi realizada nos Estados Unidos) partem para aquelas projeções estatísticas que tanto gostam (vide beisebol, futebol americano e outros esportes americanos cuja abordagem da mídia gira em torno de estatísticas das mais específicas e malucas - para os padrões brasileiros, claro).O número mágico que eles chegam é de U$ 10 milhões de prejuízo por ano nos EUA.
 
Não há dúvida quanto ao fato de que as as interrupções no meio das tarefas realmente atrapalham a produtividade do
profissional. Mas simplesmente proibir o acesso ao Twitter, Facebook, Orkut e outras plataformas resolve? Vigiar e punir? Com certeza não. Fechar o acesso a estas redes no computador do trabalho é medida inócua, pois é cada vez maior o número de usuários de smartphones que acessam estes aplicativos, passando ao largo de bloqueios e firewalls e afins.
 
Qual a solução? Bem, ainda estamos longe de uma resposta simples e direto. Mas arrisco dizer que uma delas passa pela régua que mede a tal produtividade dos trabalhadores. Sabemos que qualquer empresa tem diferentes níveis de profissionais trabalhando em diferentes tarefas com diferentes graus de criticidade. Se estamos falando de trabalhadores que atuam em grandes linhas de produção, no chamado "chão de fábrica", estes realmente têm sua produtividade medida na capacidade de executar tarefas repetitivas e gerar "produtos" no menor tempo possível (estou sendo simplista, mas acho que deu para entender o conceito). Este perfil de profissional, na sua rotina de trabalho, na maioria das vezes não tem acesso sequer ao
computador. Com certeza não será "distraído" pelo uso das redes sociais.
 
Então estamos falando daquele profissional que tem acesso a um computador e à internet e fica sentado diante dele boa parte do dia, certo? Certo. Mas e se ele estiver usando as redes sociais para buscar informações que, de alguma maneira, possam servir de referência para que ele execute seu trabalho ou tarefa de uma forma mais rápida e eficiente? Consigo imaginar vários casos onde isso é possível, nas mais diferentes funções e atividades que estes "profissionais do conhecimento" executam. E aí vem a minha pergunta-título deste post: qual a régua? Como medir a produtividade deste novo profissional? Quais parâmetros definem o que é distração e o que é pesquisa e busca de informações relevantes, seja na internet ou por meio de pares ou especialistas? Será que dá para continuar medindo todo mundo por estatísticas da época da revolução
industrial?
 
PS: é claro que muitos usam as redes sociais fora do contexto do trabalho, mas para os gestores responsáveis por estes profissionais tenho duas perguntas: o tempo que ele gasta realizando trabalhos fora do horário de expediente é levado em conta também? e não dá para medir a performance do profissional "enrolador" x o "entregador de resultados"?
 
twitter: @cesfranco
 
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