O papel das redes sociais como meio influenciador de compras está se consolidando. O consumidor utiliza cada vez mais as redes, seja para procurar informações sobre um produto, promoções, mas principalmente, ele busca a opinião dos outros clientes antes de clicar no seu carrinho de compras. Esse novo meio de informações está impactando não só as compras on-line, mas todos os canais de distribuição, inclusive o mobile.
Pesquisas apontam que os consumidores seguem as marcas nas redes principalmente em busca de promoções e brindes, e mesmo se a maioria ainda prefere comprar nas lojas físicas, é na internet que eles decidem o que comprar. Nessa dinâmica, as empresas estão vendo que explorar em tempo real as informações do perfil dos clientes requer entender o que se fala sobre a marca nas redes sociais.
E o mobile constitui igualmente uma ferramenta importante nessa dinâmica de compra. Os clientes já utilizam seus celulares durante o ciclo de compras, não apenas para consultas de preços, mas também para efetuá-la. A utilização do m-commerce já explodiu na Inglaterra, onde 91% dos ingleses afirmam já terem utilizado o mobile na hora da compra, seja para verificar preços, opiniões dos outros clientes ou comprar diretamente.
As empresas que souberem aproveitar estas tendências e integrarem suas lojas às redes sociais sairão na frente, criando aplicativos mobile que possibilitem ao consumidor obter informações sobre o produto, dando inclusive descontos para os clientes que fizerem check in e recomendarem no Foursquare, Google Places e similares.
Mesmo se os números pareçam irrisórios, os exemplos de empresas que investem em m-commerce se acumulam. Segundo dados recentes, no Mercado Livre, por exemplo, 2% do acesso já vêm de mobile. A participação é pequena, mas representa 17 milhões de visualizações de página. O serviço de compras coletivas Clube de Desconto contabiliza 15 mil cupons vendidos por meio deste tipo de equipamento desde que lançou seu aplicativo para iPhone, no total, são vendidos em média 200 mil cupons ao mês.
Estamos vendo nascer a união entre m-commerce e as redes sociais, o ciclo de compras baseado não só em marcas, mas em experiências e exigências dos consumidores. E sabemos o que acontece quando um cliente faz uma compra: ele crescentemente conta para amigos, familiares, etc. Enfim, ele divulga. Postar no Facebook ou Twitter é a maneira dele recomendar ou não aos seus amigos um produto.
A pergunta que fica é: as empresas saberão se adaptar rapidamente a essas novas oportunidades? Quem serão os líderes aqui no Brasil?
Jorgea Figueró
@Joqf
Claudio Terra
@claudioterra
Que a internet se tornou – há bastante tempo - um poderoso canal de negócios, de oportunidades e um meio muito efetivo das empresas se promoverem, divulgarem seus serviços e se posicionarem no mercado, isso não deixa dúvidas, mas é acertivo dizer que todas colhem os frutos de cada investimento de tempo ou dinheiro feito na mesma? O site da empresa ou produto amplamente discutido e pensado em um passado recente é fundamental nos dias de hoje? O mesmo é um recurso comprometido frente a algum objetivo ou é apenas envolvido de forma simplista? Ele tem um propósito definido? Ou está alinhando as diretrizes de negócio da empresa?
Alinhar a estratégia de um site com as diretrizes de negócio da empresa é olhar para dentro e pensar em como o site poderia ser uma ferramenta que pode proporcionar benefícios tangíveis e intangíveis frente a diferentes necessidades da empresa, medindo o grau de importância, comprometimento e os resultados esperados.
Sobre essa perspectiva, ao planejar, mais do que excelentes fornecedores de tecnologia ou criatividade, é preciso contar com competências que somadas a essas, tragam uma visão de negócios, que saibam trazer o projeto de um novo site ao encontro das necessidades corporativas, agregando valor ao mesmo, justificando sua importância e investimento.
É claro que diferentes negócios requerem diferentes soluções e amplitude, ainda mais considerando o dinamismo e a velocidade de mudança da internet e das características de consumo, porém, não comprometer o site e os esforços na internet com resultados nos parece algo que ninguém poderia aceitar.
Seu site faz diferença no seu negócio? Tirá-lo do ar hoje, faria alguma diferença? Reflita!
Thiago Macedo @tmacedo05
Claudio Terra
@claudioterra
Desde a explosão do iPhone e a consolidação cada vez mais notória dos smartphones de última geração, os modelos de pagamento mobile começam a virar realidade, seja pelo NFC (Near Field Communication) ou pelo uso do smartphone como cartão. Pouco a pouco novas estratégias de pagamentos estão surgindo e as previsões são de que até 2015 os celulares vão tomar o lugar das carteiras – aos menos em algumas regiões mais avançadas do mundo.
Mas o que é o NFC? É uma tecnologia muito simples de ser utilizada tendo em vista que permite conectividade sem fio de curto alcance. Basta aproximar seu aparelho a outro com a mesma tecnologia, que automaticamente eles já trocam informações de forma segura. Essa tecnologia vem para facilitar a vida de todos os usuários de cartões bancários e de crédito para fazer pagamentos. Por exemplo, você quer fazer uma compra, então se escolhe o produto, passa o seu aparelho com NFC na máquina, e ele automaticamente faz o pagamento. Simples.
Em países como o Japão, essa tecnologia já é realidade em grande escala. O metro lá no Japão já permite a compra de passagens com a mera aproximação do aparelho nos pontos de venda, transformando o celular em um cartão. Assim, em um único aparelho o usuário possui todas as formas de pagamentos do mercado: débito, transferência, pagamento via cartão ou mesmo via internet.
Outro sistema que inicia sua estratégia de pagamento mobile é o PayPal. Mais do que um sistema de pagamento, PayPal quer propor uma solução completa aos comerciantes, oferecendo uma gama de serviços ao consumidor como promoções, ofertas feitas pela geolocalização, informações de produtos, carta de fidelidade, além dos pagamentos. Tudo feito através dos seus aplicativos. Ainda é protótipo, mas que pode virar realidade.
O último lançamento nessa nova onda é o Google Wallet. Lançado semana passada, é um aplicativo do Google que permite aos seus usuários realizar pagamentos multibanco utilizando o sistema NFC. Para aderir a este serviço basta baixar o aplicativo, que neste momento lhe dá a escolha de pagar usando um Master Card do Citibank ou os cartões pré-pagos da Google, que podem ser carregados com qualquer cartão de crédito. O serviço só está disponível nos EUA, mas prevê-se que a disponibilidade venha a crescer nos próximos tempos e até a incluir outras funcionalidades, como o acumular de pontos, cartões de oferta, bilhetes de transportes e até chaves eletrónicas.
E o Brasil nessa tendência? O Brasil é considerado uma promessa, mas o sistema ainda não emplacou. Mesmo se o país apresenta características determinantes para a adesão como um sistema financeiro sólido, moderno e bem distribuído, e a elevada presença de telefonia móvel no Brasil (em torno de 106,9%, o que significa que há mais linhas de celular habilitadas que habitantes), que facilitam a adoção dos serviços oferecidos, o país continua sendo apenas uma promessa devido a dois grandes fatores: a falta consenso entre as empresas que oferecem essas soluções e a ausência de regulação.
Evidentemente está oportunidade está movimentando big players por aqui também. Sabemos de muitas empresas brazucas desenvolvendo e testando soluções, entre as quais operadoras de celular, bancos, redes de varejo e empresas de tecnologia.
O que vocês imaginam que vai acontecer? Quem vai liderar este novo pipeline de transações financeiras online e mobile? Quais parcerias fazem mais sentido? Que oportunidades existem para os players de tecnologia brasileiros?
Difícil responder, mas está interessante assistir o nascimento de mais esta grande novidade de mercado.
Jorgeá Figueró
@ Joqf
Cláudio Terra
@claudioterra
O Brasil é um país que se destaca na utilização da internet, aparecemos no topo da lista de todos os rankings de acesso, tempo de permanência, utilização de redes sociais etc.
Brasileiros estão envolvidos diretamente na criação das principais redes sociais mundiais, facebook e instagram por exemplo. Tornamo-nos fortes influenciadores de grandes iniciativas que passaram a evoluir suas plataformas para nos atender e assim não desaparecerem, caso do Orkut. Somos um mercado emergente a ser explorado por diversas outras redes que começam a buscar profissionais talentosos para alavancar seus negócios no Brasil: LinkedIn, Facebook e Twitter.
Temos pessoas famosas apontadas como os mais influentes da twitosfera. Cantores, apresentadores de TV e jogadores de futebol que mobilizam milhões de pessoas no mundo todo. E inclusive, temos os que criam suas próprias redes sociais, como Ronaldo Fenômeno e Zico. Ouvimos histórias de pessoas próximas que tiveram relações comerciais, profissionais, pessoais e amorosas iniciadas ou terminadas em redes sociais.
Assistimos programas de TV aberta que interagem ao vivo e online com usuários de redes sociais, gerando conteúdo, direcionando entrevistas e lançando desafios para aumentar sua pontuação no ibope. Os anúncios e promoções das grandes marcas, veiculados diariamente, envolvendo redes sociais realmente aproveitam todo esse potencial?
O que é interatividade? O que é comunicação? O que torna uma rede efetivamente social? É social por que confiamos ou porque podemos espalhar rapidamente e gratuitamente informação?
As redes sociais potencializam ainda mais o poder dos que há já são celebridades? E o cidadão, usuário comum? Ele de fato tem voz ou entra de gaiato nas redes? Quem são os publicadores e receptores? Qual a proporção destes na prática? Será que uma pequena minoria domina o pensar e as ideias que circulam nas redes? Ou é ela um efetivo mecanismo de democratização?
Diante de milhões de pessoas, potenciais consumidores, potenciais influenciadores, potenciais parceiros, com interesses tão diversos, como devemos agir? Como podemos nos apropriar de tanta audiência e gerar valor para nossas empresas, nossos projetos?
Já temos todas as respostas? Parece que não... e você, o que acha?
Luciana Braga
@luciana_braga
Claudio Terra
@claudioterra
Tá bom, não sou um garotão, nem um geek, nem o mais antenado, mas tb com certeza não sou um neófito. Afinal mais de 16 anos trabalhando no Brasil, Canadá e USA com Internet, em provedores, portais, prestadores de serviço digitais e nos últimos 8 anos aqui na TerraForum me habilitam, creio, a algumas opiniões que remam contra a maré da euforia cega com as redes sociais. Vejamos algumas remadas contra a maré:
# As redes sociais aumentam a nossa inteligência?
Talvez para alguns sim, mas vejo muita, mas muita gente mesmo que simplesmente absorve e repassa informação ou dá um monte de “curtir” e “likes” sem nem mesmo refletir sobre o que está sendo dito, sobre o que está por trás daquele conteúdo.
Não conheço, ademais, ninguém que eu admire muito que mais do que ficar repassando informação não faz um enorme esforço para fazer sentido das coisas ou criar coisas realmente novas, inovadoras, etc.
# As redes sociais são um jeito fácil de construir uma marca
Que bacana: não tem mais que comprar mídia, basta falar algumas coisas engraçadas, fazer umas promoções legais, dar uns prêmios cobiçados e pronto: a marca está construída. Teremos milhares de seguidores e gente que espalha e defende nossa marca!
Sem dúvida as redes sociais é um meio de propagação eficiente, mas quem esquece sua própria essência, de prover algo de valor para públicos bem específicos cai na armadilha do bom, barato, rápido e sem esforço.
# As redes sociais aumentam a transparência
Quem mais usa as redes sociais é mais transparente? Será? Que tal empresas que contratam defensores da marca, ativadores estranhos para cuidar do “seeding” que não tem nenhuma informação relevante sobre os negócios, sobre a marca e sobre os valores da empresa?
Manipuladores de plantão existem com e sem as redes sociais.
# As redes sociais fortalecem as amizades
Agora me acham com muita facilidade: gente que conheci na escola, na faculdade, no futebol, nas empresas, etc. Quanto mais “amigos” no Facebook, no Orkut ou no Twitter são sinais de minha popularidade e do fato de ter amigos. Mas a pergunta que não quer calar: Quando você realmente precisa de um bom amigo é nas redes sociais que você os encontra e se comunica?
Comunicação, mesmo alto grau de interação nas redes sociais não são sinal de amizade ou mesmo respeito pessoal ou profissional.
Well, well,
Estas são apenas alguns pontos de vista. Outros existem e o debate vai muito mais longe.
Para mim as redes sociais são apenas um meio, não um fim em si. As coisas realmente importante continuam acontecendo, ao meu ver, fora das redes sociais: as relações com as marcas, as relações com o conhecimento e as relações com as pessoas. O rabo não pode abanar o cachorro.
Twitter: @claudioterra
No mês passado (agosto/2011) foi lançado o Yakatag. Não sei com certeza, mas parece ser o primeiro aplicativo de social shopping, ou seja, rede social + m-commerce.
Yakatag utiliza-se de três pontos muito comentados e utilizados nesse momento: o compartilhamento nas redes sociais, a geolocalização e o m-commerce.
Comecei a usar e a experiência é boa: a interface é convidativa, simples, rápida e intuitiva.
Seria apenas mais um aplicativo de compras se não fosse por um grande diferencial, poder encontrar e seguir usuários com os mesmos interesses em comum, acentuando assim a relação de proximidade que os usuários têm com as diferentes redes sociais. E evidentemente com gente que compra coisas semelhantes.
O funcionamento é simples: encontrar um produto, tirar uma foto, classificar por tipo, quais características e o preço. Não precisa digitar endereço ou outras informações. O aplicativo utiliza-se da geolocalização para obter os dados da loja. Após é só compartilhar nas suas redes sociais, permitindo assim, uma difusão viral do gosto do usuário.
Não sei se vai funcionar para qualquer tipo de coisa. Será que vou querer compartilhar que comprei um novo par de meias? Talvez tenha uma grande adesão para coisas e objetos de colecionadores ou aficcionados por artigos bem específicos (ex: "trenzinhos antigos", escudos de times de futebol do mundo, etc). Não sei, algo nesta linha.
Seria esse o novo tipo de rede social mobile? Vocês acham que vai funcionar? Para que tipo de pessoa? Que tipo de produtos?
Sds
@claudioterra
P.S. O aplicativo é gratuito para iPhone e Android.
O sucesso das lojas mobiles e seus aplicativos mostrou que os usuários de smartphones estão cada vez mais inclinados a migrar da web tradicional para o mobile e fazem as empresas pensarem cada vez mais em lançar estratégias para esses terminais.
É importante esclarecer que um site web não é adaptado para os terminais mobiles. A diferença fundamental entre esses dois tipos de sites é a concepção. Nos smartphones, o espaço das telas limita muito a maneira de apresentar o conteúdo, principalmente com imagens e muito texto.
A web mobile ainda está engatinhando, mas já é um espaço que fascina pela capacidade das plataformas de inúmeras possibilidades para as empresas. Sempre que falamos sobre mobile versus web é bom lembrar que um internauta em cinco é um mobinauta e esses números não param de crescer.
Nessa intenção de migrar para o mobile algumas boas práticas para essa estratégia devem ser observadas para o sucesso de um site mobile:
1. Simplificar a interface. Assim como nos aplicativos, uma boa interface é ponto crucial para o sucesso e existe apenas uma regra: fique com o essencial, ou seja, simplifique. Pensar simples, não é preciso várias colunas, apenas uma é suficiente, afinal não tem espaço. Para que tantas imagens? Quanto maiores as imagens, mais carregado ficará o site. Porém simplicidade não é sinônimo de pouco cuidado com a estética, usabilidade e aprazibilidade. Utilize cores de fácil leitura e coordenadas entre si que deixem a experiência usuário agradável e convidativa.
2. Conteúdo adaptado. O conteúdo é o que faz o site mobile e ele também deve ser adaptado para as plataformas, porém nunca corte o texto para reduzi-lo. Os usuários sabem quando os artigos foram cortados e isso transmite desleixo. É melhor ter um resumo de poucas linhas e um link para o texto completo. Outro ponto são as imagens, que assim como interferem na interface, o mesmo ocorre no conteúdo. Diminuir e deixar o mais leve possível é regra e um tamanho máximo de 150 px é o aconselhado. O mesmo é válido para a publicidade que ainda não está totalmente adaptada aos sites mobiles e podem incomodar durante o uso.
Que outras dicas vocês podem dar? Afinal estamos todos aprendendo
Sds @claudioterra O site Technology Review , vinculado ao MIT, publicou recentemente a seguinte matéria: “A influência oculta do Groupon sobre a reputação”. Segundo o texto, uma oferta no site de compras coletivas citado pode alavancar vendas, mas também pode ter efeitos negativos para o comerciante. Bastaria ver o site de resenhas Yelp. A conclusão é baseada em uma análise feita por pesquisadores das universidades de Boston e Harvard. Eles acompanharam mais de 16 mil ofertas do Groupon em 20 cidades norteamericanas e, paralelamente, monitoraram o volume de vendas e a quantidade de “likes” no Facebook.
Não importa o resultado deste estudo específico. Também não devemos ficar presos a um único player ou a um país. Na verdade, o crescimento desenfreado do mercado de compras em grupo com descontos tem causado inúmeros problemas de forma geral e, consequentemente, provoca repercussões negativas para diversas empresas que resolveram apostar no negócio. Não é exclusividade do Groupon nos EUA; acontece aqui também com outros concorrentes.
O consumidor de hoje em dia não leva insatisfação para casa. As mídias sociais deram a ele voz, deram poder. Portanto, um contrato não cumprido, um atendimento mal realizado é rapidamente espalhado para a sua rede de contatos. Basta fazer uma breve pesquisa no Twitter, Facebook, Orkut e até YouTube para encontrar reclamações contra ofertas adquiridas que não corresponderam às expectativas. Há casos em que pessoas se sentiram discriminadas por estarem usando cupons de descontos. Muitos relatam que o atendimento, seja em restaurantes, seja em outros prestadores de serviço, foi bem abaixo do padrão e a causa seria justamente o fato de estarem usando os tais cupons.
Ou seja, é fundamental planejar e definir uma estratégia de negócios não apenas no mundo on-line, mas também as suas eventuais repercussões no mundo “off-line”. A verdade é que alguns sites entraram no mercado por impulso, acreditando que tinham achado uma mina de ouro. Não estavam bem estruturados e ainda fizeram parcerias com quem não estava preparado para a grande demanda que surge com as ofertas (principalmente de serviços, onde o valor é menos tangível). O cliente acaba pagando o pato, mas a imagem das empresas envolvidas pode ficar bastante arranhada. E, assim, por conta de uma ação promocional de compras coletivas mal planejada e mal executada, a reputação de um negócio pode sofrer sérias consequências.
“Tempo é dinheiro” é uma das regras do capitalismo moderno. Hoje, descobrimos que tempo não é só dinheiro, tempo é vida. Vivemos na era da agilidade, da rapidez, não queremos perder tempo, queremos ganhar, produzir mais gastando menos, ou seja, estamos em busca de produtividade e maneiras para aumentá-la. Quanto mais compromissos assumimos menos tempo temos e mais ferramentas procuramos para nos ajudar. As novas tecnologias trouxeram ferramentas e equipamentos para agilizar as tarefas profissionais, tornando os processos mais produtivos, por consequência: ganho de tempo.
Os aplicativos mobiles entraram também nesse pensamento de aumento da produtividade e têm se mostrado grandes aliados dos profissionais nessa equação: muitas tarefas versus pouco tempo.
As tarefas no escritório e fora dele estão ficando cada vez mais mobile, afinal quantas tarefas rotineiras do trabalho você pode realizar no seu celular ou tablet? Ler e responder e-mails é a primeira e mais comum nesse aspecto, mas você sabia que fechar relatórios, compartilhar apresentações, editar documentos, desenhar diagramas, até mesmo copiar cartões de visitas são possíveis com os aplicativos? Tudo feito apenas por poucos toques no seu smartphone.
Os aplicativos estão cada vez mais especializados em otimizar seu trabalho e ajudar a organizá-lo de maneira simples e rápida. São ferramentas que, quando bem utilizadas, melhoram consideravelmente a rotina das suas atividades, e sabemos o quanto isso é importante pela cobrança constante de melhores resultados nas empresas.
Lista de tarefas, planejamento, gerenciamento de projetos, acompanhamento de atividades, brainstorming, pesquisas, tabelas, são atividades que saíram da tela do computador para o alcance dos nossos dedos. Essas são algumas das possibilidades, por exemplo, que o Mind Node oferece. O aplicativo possui uma interface simples e de fácil acesso que permite a criação de vários mapas mentais armazenados no próprio aparelho e após ter concluído pode-se enviar por email em diversos formatos.
Quem nunca perdeu horas tentando fazer um diagrama para alguma apresentação de trabalho? Já imaginou se ao invés do mouse você pudesse voltar aà infância e usar os dedos? O Instaviz cria diagramas com essa proposta, e ainda pode exportá-los para imagem. Você desenha uma forma próxima a um quadrado, e ele monta um quadrado pra você, você dá dois toques neste quadrado e pode editar seu texto, muda a cor, etc. Fazendo um circulo com o dedo o programa automaticamente monta um circulo. Tocando no quadrado e arrastando até o circulo, uma seta será criada.
Outro aplicativo muito útil no trabalho é o WorldCard Mobile que copia seus cartões de visitas. Através dele, o smartphone capta as informações do cartão pela câmera, que funciona como um scanner, os dados são arquivados e integrados à lista de contatos do usuário. Já com o MightyMeeting podemos arquivar apresentações e com o Documents To Go o usuário abre, edita e salva documentos do Pacote Office, como Word e Excel, direto do aparelho.
Apesar de todas estas facilidades dificilmente um profissional que não é produtivo normalmente, irá tornar-se mais produtivo apenas por baixar aplicativos no seu smartphone. O famoso tripé da produtividade requer processos, ferramentas e, principalmente, pessoas organizadas e se esse último pilar não estiver alinhado com os demais, dificilmente a qualidade do trabalho aumentará.
Uma coisa é certa, as empresas já perceberam esse novo caminho da produtividade pelo mobile e estão começando a acompanhar a nova era. Quanto mais a utilização dessas ferramentas de inteligência corporativa se dissemina, mais as empresas procuram novas maneiras de maximizar esses benefícios e incorporar na cultura empresarial.
E você sente que está aumentando sua produtividade com o uso de smartphones? Que apps você indicaria para quem quer aumentar a produtividade?
Twitter: @claudioterra Uma das grandes discussões quando as redes sociais iniciaram era que talvez as pessoas ficassem presas no mundo virtual e as amizades feitas nesse novo círculo não fossem expandidas para o mundo real.
Quando as redes sociais migraram para o mobile um novo tipo de “amizade virtual” surgiu: a dos check-in. Virou febre se "logar" no local onde estamos e compartilhar essa informação nas redes sociais. Quantas vezes no horário de almoço, ou esperando para começar um filme no cinema não observamos diversas pessoas presas nos seus celulares sem pensar em interagir com as outras que estão no mesmo local?
O aplicativo Sonar utiliza-se exatamente desses exemplos de situações. Localiza pessoas que estão no mesmo ambiente que o usuário através do Foursquare e mostra como você está conectado com as pessoas ao seu redor. Ele analisa as suas redes sociais como Foursquare, Twitter, Facebook e LinkedIn e encontra as pessoas em comum que todos possam ter: amigos e amigos dos amigos, contatos de negócios dos seus amigos, etc.
Sonar não é apenas um meio de encontrar pessoas para as horas de lazer, mas amplia consideravelmente as possibilidades de facilitar o networking em conferências, eventos, aeroportos.
Depois de logado no aplicativo ele mostra todas as pessoas que possuem contatos em comum e é dada a opção de enviar uma mensagem para o perfil em questão para ver se ele gostaria de realizar um encontro.
O aplicativo pretende alavancar as conexões que muitas pessoas já fizeram online para o mundo offline e abrir diversas possibilidades nos contatos, não só pessoais mas profissionais também.
Mudanças significativas não ocorrem apenas pelo avanço tecnológico, mas principalmente por mudanças nos modelos mentais, hábitos e comportamentos.
Quais os novos comportamentos emergentes? O que será o novo normal? Que hábitos de hoje serão considerados caretas no futuro? Que tal o uso da palavra "careta" (rs.rs.)?
@claudioterra
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