Ir para Pesquisa

Há sempre novas ideias a serem propostas, basta nos darmos o direito de errar

21
nov
2010

comente (2)

Diante de certa dificuldade em desenvolver novas ideias, não é incomum ouvirmos com tom de constatação a seguinte citação: “Não há nada de novo a ser criado”.
 
Ledo e enorme engano.
 
Por mais que grande parte das novidades que temos identificado, nos últimos anos, como inovadoras tenham se baseado em conceitos e ideias já existentes, sempre há novas abordagens e considerações a serem assumidas e/ou adotadas.
 
Aliás, academicamente isto tem sido constatado de forma crescente em nossos dias.
 
O número de teses de doutorados, que precisam ser relacionadas com o ineditismo, tem crescido de forma exponencial, principalmente em nosso país.
 
Do ponto de vista empresarial então, nem sem fala, quantas novidades e novas orientações têm surgido a cada ano.
 
Creio que a dificuldade não decorre da impossibilidade ou falta de capacidade inovadora das pessoas, mas sim, principalmente, pelo fato de se normalmente querer trazer correlações com conceitos já existentes no passado.
 
Não quero assim desestimular esta interessante busca pelas experiências já desenvolvidas no passado, no entanto precisamos de algo mais, principalmente em nosso país.
 
Busquemos mais a Inovação Radical, a quebra de paradigmas, a desobediência conceitual, ou qualquer outro termo criativo que nos faça sermos formadores de novas ideias, isso é importante e essencial para que o nosso trabalho seja perpetuado e cresça cada vez mais.
 
Usar o passado, sim, mas sem que fiquemos presos a ele.
Cabe a cada um de nós assumir este papel com novas ideias, objetivos, metas, e principalmente total descompromisso com o erro.
 
Aliás, talvez seja este o grande dificultador do desenvolvimento de novas ideias, o medo de errar, de assumir responsabilidades por equívocos feitos ou decisões tomadas.
 
Errar é um grande, talvez o maior, meio de incentivo para criação do novo... que o tempo e o conhecimento nos permitam potencializar novas ideias a partir deste importante mecanismo de aprendizado, o Erro.

Para Compartilhar,  Confiar é o Primeiro Passo

15
nov
2010

comente (1)


Nós já fazemos tanto coisa não?
 
Sim são tantas atividades, tantas questões com as quais devemos, ou ao menos, segundo muitos devemos nos preocupar.
 
Será que não há nenhum momento de calma? De tranquilidade?
 
Será que realmente precisamos estar sempre com o grau de atenção em nível elevado?
 
Pois bem, sim e não...
 
Na verdade normalmente esta necessidade está dentro de nossa própria cabeça.
 
Muitas vezes imaginamos, maximizamos o valor de nossas ações e atos.
 
Como se houvesse sempre a necessidade de estarmos, digamos, ligados no 220 volts.
 
Lógico que não é bem assim.
 
Talvez o nosso temor em confiar nas outras pessoas seja um dos motivos por tal status de tanta preocupação.
 
Quem sabe se projetássemos um pouco mais de nós mesmos nas outras pessoas, isto não poderia ajudar que tivéssemos uma postura mais próxima da realidade.
 
Sim, pois esta situação de eterna vigilância é algo impensável e injustificável, será mesmo?
 
Ao acreditarmos um pouco que seja em nossos colegas, potencializamos, de forma exponencial, na real possibilidade de obtermos e trocarmos experiências, conhecimentos e ideias.
 
Esta crença é algo real, factível e razoável de ser colocado em prática, uma vez que os ganhos que podemos ter são
enormes.
 
O aprendizado adquirido é uma oportunidade única e vale a pena arriscar.
 
O que podemos perder? Nada, realmente nada...que realmente valha a pena.
 
Por outro lado o que podemos ganhar é algo que de tão valoroso chega a ser incomensurável.
 
De uma forma ou de outra, há algo que é sempre obtido, a experiência.
 
Experiência que será tão importante para sabermos como agir em próximas oportunidades com outras pessoas ou colegas.
 
Enfim, a confiança pode ser considerada uma questão muito importante que pode viabilizar um melhor planejamento de nossas atividades e consequentemente o atendimento mais assertivo de nossas metas, objetivos e desejos...
 
Partilhar o conhecimento pode ser o primeiro passo...
lembrando que ao compartilha-lo não deixamos de possui-lo e sim fazemos com que outras pessoas também tenham.
 
Será que podemos realmente confiar nisso?

Não tente ser tão criativo: roube ideias e crie valor!

09
nov
2010

comente (10)

Todos nós precisamso ser criativos nos dias de hoje, tanto como pessoas quanto como empresas. É o que nos diz a mídia e muitos consultores. Mas realmente faz diferença ser criativo? Precisamos de fato gerar ideias inéditas? Para entender isto, vamos olhar a inovaçào mais mencionada da última década: o i-pod!  A pergunta é: o i-pod, da Apple, realmente foi uma grande Inovação? De onde vieram as ideias criativas dele? 
 

• Tecnologia MP3? Eu não acho necessário argumentar que a Tecnologia MP3 existia muito tempo antes do primeiro i-pod ser fabricado (a tecnologia foi mencionada pela primeira vez no século XIX, e o padrão foi publicado em 1993 pela Moving Picture Expert Group);
 
• Design e funcionalidades do i-pod? A Apple confirmou que o design e tecnologia original do i-pod veio do Kane Kramer, um inventor britânico, que o patenteou em 1979 – sua ideia caiu em domínio público a partir de 1988;
 
• O touch screen? A idea original para o touch screen foi inventado pelo Jason Ford, da Elo TouchSystems (antigamente conhecido como EloGraphics), nos anos 70;
 
• O modelo de negócios do I-tunes? MusicNet e Pressplay já tinham desenvolvidos lojas de músicas online bem antes da Apple;
 
Então o que fez este produto da Apple um sucesso tão grande? E por que a Apple é vista como uma empresa tão inovadora, já que as carateristicas individuais do i-pod e i-tunes não são idéias originais? O que a Apple fez foi combinar todas as ideias e invenções mencionadas acima, incorporando-as ao modelo de negócios do i-pod e i-tunes. Juntas, as invenções funcionaram melhor do que as partes separadas. Além disto, a empresa sabia como fazer o marketing e proteger a Inovação. 
 
Steve jobs acredita que grandes artistas roubam ideias (entrevista Setve Jobs, 1994, sobre a criação do Apple Macintosh) e usam-nas para sua vantagem competitiva. Todos nós sabemos o quanto é dificil gerar novas tecnologias, design ou modelos de negócios. Se você pensa em algo aparentemente inédito, é muito provável que já tenha sido pensado por outra pessoa, basta checar na internet. Inovação significa fazer ideias aflorescerem, implementando-as e, mais importante ainda, extraindo valor delas.  Sabendo que hoje em dia você consegue acessar a mente de milhões de pessoas na planeta, poderia ser interessante utilizar algumas destas ideias em vez de tentar inventar a roda novamente. Por favor, não me levam a mal, eu também acho que ser creativo é importante. Mas em vez de ser o inventor do ano, procure algumas ideias lá fora, transforme-as e gere valor!
 
Fontes: Wikipedia

Uma grande contribuição da Gestão do Conhecimento...talvez a maior

06
nov
2010

comente (2)

Ao conversarmos com nossos colegas sobre práticas que poderiam tornar sua vida profissional mais produtiva, é comum observamos certa concentração em determinadas ações.
 
Normalmente vem a figura do chefe, que é considerado, por muitos, como um grande responsável pelas dificuldades de crescimento profissional.
 
Aliás, a palavra chefe já nos remete ao período indígena, quando cada tribo possuía um “chefe”, aquele senhor que normalmente, devido sua idade, tinha experiência o suficiente para tomar as melhores decisões.
 
A mudança da chefia só acontecia com a morte dele.
Também encontramos o termo chefe nos grupos de animais, o de leões é um deles. O chefe do grupo tem prioridade sobre as fêmeas e desta forma perpetua seus genes. O motivo desta liderança? A força.
 
Com o decorrer dos anos, outros leões mais novos poderiam desafiar o chefe e conquistar o seu cargo, a base da força...
Embora haja esta diferença quanto ao fator que justifica o cargo de chefia, existe, dois fatos em comum, nestas situações...
 
Todos os elementos do grupo, que não são chefes, possuem suas atribuições dentro do grupo bem definidas e respeitam as decisões tomadas pelas chefia.
 
Com o passar do tempo, temos visto que muitos de nós passamos a delegar ao chefe não somente as tomadas de decisões, mas principalmente, os motivos por não atingirmos os nossos objetivos...
 
Grande equívoco...
 
Não dependemos de ninguém para que possamos atender nossas metas pessoais, que são realmente aquelas que se perpetuam para sempre.
 
Em nosso trabalho, por exemplo, por mais que tenhamos, ainda mais nos dias de hoje, muitas ações que inibem nossas atividades, somo muito maiores que tudo isso.
 
O conhecimento é uma destas coisas que nos torna maior...
Ao desenvolvermos, de forma deliberada, atividades em prol do resgate, compartilhamento e disseminação de conhecimentos, nos mostramos ainda maiores do que somos, ou que supostamente, qualquer chefe acha que somos.
 
Talvez esta seja uma das maiores contribuições que a gestão do conhecimento pode proporcionar para o atendimento de nossas metas.... a total dependência de nós mesmos.

Value networks, indicadores e café: habilitadores da dinâmica do conhecimento no KM Brasil 2010

04
nov
2010

comente (4)

Anotei várias impressões e ideias durante o KM Brasil 2010, o mais importante evento sobre gestão do conhecimento do país, este ano em Gramado-RS. Segue uma visão macro no formato microblog:

* Décima edição do evento: salas cheias. O tema gestão do conhecimento ainda tem muito o que ser discutido. Por muito tempo.

* A americana Verna Allee falou sobre a evolução da GC passando por temas como capital intelectual, learning organizations e systems thinking.

* Para Verna Allee, comunidades de prática são uma das práticas mais efetivas para GC, mas não devem ser gerenciadas. Concordo parcialmente.

* Sobre o comentário de Allee sobre CoPs: temos q cultivar as comunidades emergentes, mas “build it and they will come” parece ingênuo.

*Allee mostrou aplicações do conceito de “value networks” representando fluxos de ativos tangíveis e intangíveis em redes de negócio.

* Trocas de ideias nos coffee breaks continuam sendo ótimos momentos. Eventos presenciais, café e bolo são ótima ferramenta de GC!

* Casos de GC interessantes, em diversos setores, em diversos níveis de maturidade. Mais organizações fazendo GC na prática.

* Muita gente do setor elétrico participando do KM Brasil 2010. Interessante!

* Mais de 100 pessoas no Tutorial de GC até as 7 da noite. Bom sinal!

* Perguntas da plateia: menos básicas e mais interessantes que outrora.

* Indicadores de ativos intangíveis e métricas de gestão do conhecimento continuam gerando muito interesse.

* Mensagem: GC tem que se preocupar menos com PROVAR seu valor, e se dedicar mais a GERAR valor.

* Todd Revolt: práticas interessantes da Atlassian. 24 h p funcionários fazerem o q quisessem e depois mostrar os resultados. Deu em inovação.

* Novos conceitos aparecendo com força: inovação aberta, design thinking, redes de valor (Verna Allee), sustentabilidade (tema do evento).

* Tema que curiosamente foi pouco discutido até agora: uso de ferramentas web 2.0 e redes sociais em GC.

* Temas emergentes q aparecem como sinais fracos: diálogo (p construção de conhecimentos), abordagem sistêmica, coordenação (ações de GC).

* KM Brasil 2011 será em SP. Promissor!

* Felizmente não precisamos esperar 12 meses pelo próximo #KMBR. Podemos continuar discutindo via blogs e tweets. Comente! RT!

Twitter: @betodovalleTF

 

Recuperando Dados

Seguidores

Erro, não foi possível carregar seguidores. Favor recarregar página.
Não há postagens nesta categoria.