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Redes Sociais | Trocando Ideia | 02 |

24
jan
2012

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Redes Sociais & Mobilizações

Sopa/Pipa: entenda o que aconteceu

SOPA/PIPA. Essa sopa de letrinhas (sem trocadilho) são acrônimos para "Stop Online Piracy Act" e "Protect IP Act" nomes de dois projetos de lei que estavam tramitando no congresso americano e são fortemente apoiados pelas grandes empresas do ramo do entretenimento, como estúdios de cinema e gravadoras. Os dois projetos têm natureza bem semelhante e seu principal alvo é o combate à pirataria. Até aí, a causa é louvável. O grande problema é a forma com que os parlamentares americanos sugerem que esse combate seja feito: segundo eles, o governo americano teria o poder irrestrito de bloquear o acesso a quaisquer sites e redes sociais que fossem acusadas de publicar material pirata ou mesmo que tenham links para sites de conteúdo pirata. Além disso, eles garantem às grandes empresas de mídia e entretenimento o direito de processar qualquer site ou rede social por conteúdo inadequado publicado pelos usuários em suas páginas.

A restrição de acesso a esses sites seria feita através do bloqueio de acesso ao DNS (endereço digital) do servidor onde eles estão hospedados.

Grandes empresas da internet como Google, Yahoo, Facebook e Twitter, entre outras, criticam duramente esses projetos de lei argumentando que eles ferem os princípios básicos da liberdade de expressão e sua sanção poderá ocasionar uma censura sem precedentes na história da internet. Para tentar conter a aprovação dessas medidas, essas empresas organizaram protestos em suas páginas, esclarecendo os usuários sobre os riscos dos projetos de lei e convocando a todos a votarem uma petição online que pressionasse seus representantes no congresso a não aprová-los.

Entenda aqui: Protect IP Act Breaks the Internet [legendado]

Um dos protestos mais criativos foi o do site da revista de tecnologia Wired, que cobriu seu conteúdo com tarjas pretas ocultando os textos até que o usuário passasse o mouse para descobrir o que estava encoberto.

Wired

Os protestos surtiram efeito: no final da semana passada os líderes do congresso americano anunciaram o adiamento da votação de ambos os projetos alegando que eles precisam ser discutidos melhor com a população.

Redes Sociais & Fama

Luiza: a instant celebrity do mês

Você é dono de uma agência de pequeno porte e cria para um cliente relativamente modesto um comercial de televisão que fala sobre o mais novo empreendimento imobiliário da sua cidade. O vídeo deste comercial é postado no youtube e menos de uma semana depois chega a 5M de views. Mais do que isso: uma das frases do seu roteiro vira um meme* da internet e Luiza, uma das participantes citadas no roteiro que nem aparece no comercial vira celebridade instantânea e é obrigada a voltar às pressas da sua viagem de estudos. A adolescente é recebida de volta ao Brasil como estrela, com entrevistas marcadas nos grandes telejornais e vários convites para participar de novas campanhas publicitárias.

O que se vê acima poderia ser o roteiro surreal de um filme de ficção científica, mas não é. O relato mostra uma situação real que aconteceu na última semana e demonstra o enorme poder de alcance das redes sociais nos dias de hoje. Se você tem conta em alguma rede social, você ficou sabendo dessa história. Se não tem, também ficou. Estamos vivenciando um fenômeno que pode ser considerado recente: as pautas que são geradas de forma espontânea nas redes sociais alcançam o mainstream ao invés de o contrário. Até então, o que se viam eram campanhas publicitárias ou temas jornalísticos polêmicos que faziam grande sucesso na mídia "tradicional" (TV, rádio e impressa) e acabavam repercutindo na web por meio das redes sociais.

Se você, por acaso, esteve isolado numa ilha virgem sem acesso à internet nos últimos 15 dias e não faz a menor ideia do que estamos falando, assista aos vídeos abaixo:

Acesse: Luiza Está No Canadá!

Acesse: "Luiza está no Canadá" - Jornal Hoje 19/01/2012

Redes Sociais & Conceitos

Quem nasceu primeiro, o meme ou o viral?

Você nunca ouviu falar em "meme"? Tem que ver isso aí!

Os memes podem ser imagens, vídeos ou mesmo gírias ou bordões que se espalham numa velocidade muito rápida pelas redes sociais.

Memes são muitas vezes confundidos com "virais", mas se diferenciam destes por um aspecto sutil: além de se espalharem muito rapidamente pela internet e pelas redes sociais, podem ser considerados mutantes. A cada nova citação ou utilização, essas imagens, vídeos ou bordões vão sendo adaptados, editados e empregados em diferentes situações e contextos, e isso favorece ainda mais a sua distribuição espontânea e exponencial.

Voltamos ao caso da Luiza para explicar: a peça publicitária deu origem a um meme, a expressão "menos a Luiza, que está no Canadá". Essa expressão, que, a princípio, não fazia muito sentido no contexto do comercial, se espalhou pela internet se adaptando a diferentes situações e contextos. Quando um usuário novo ouvia a expressão e resolvia buscar o motivo pelo qual os outros usuários estavam utilizando a frase no meio das situações mais inusitadas, eles inevitavelmente chegavam ao vídeo original da campanha e o compartilhavam. Isso aumentou incrivelmente a divulgação da peça, transformando-a em um grande viral.

"Viral" é nome pelo qual são conhecidas informalmente as campanhas publicitárias sem grandes pretensões, que viram um sucesso de audiência da noite para o dia. Apesar dessa repercussão ser o sonho de qualquer criativo, esses "hits" não são fáceis de emplacar. Ao contrário do que pensam os clientes, 1 em cada 10 campanhas virais foram criadas com essa intenção. Os "virais" normalmente surgem de onde menos se espera e justamente aí está a mágica.

No entanto, é preciso tomar cuidado: os "virais" não são sempre unanimidade e garantia de sucesso. Exatamente por conta da superexposição alcançada nas redes sociais que faz com que a peça se espalhe com grande velocidade e sem fronteiras, os virais acabam se saturando e podem gerar críticas. Veja,por exemplo, como um grande jornalista comentou sobre o caso da Luiza: http://www.youtube.com/watch?v=Z7W19NBnE30

É muito comum ver as agências criativas se aproveitarem dos fenômenos dos memes e incorporá-los em suas campanhas tentando buscar o mesmo fenômeno viral para as novas peças. É a versão 2.0 do "anúncio de oportunidade".

Vejam o mais recente exemplo criado para o Banco Itaú utilizando um meme clássico que é o vídeo de um bebê se divertindo com o pai rasgando uma folha de papel:

Acesse: Meme Original

Acesse: Campanha Itaú

Até semana que vem!

@guideus

@reneealmeida

Redes Sociais | Trocando Ideia | 01 |

17
jan
2012

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Chegou nosso post semanal sobre os destaques das redes sociais. Sim, a partir de agora, toda terça, vamos compartilhar com vocês os conteúdos que mais nos chamaram a atenção na semana. Comentem. O aprendizado sempre é mais interessante quando vocês participam! :)

Redes Sociais #Inovação

Crowdsourcing

Como juntar pessoas que querem ajudar a sua organização, seja dando ideias ou investindo nelas? Acionando o "crowd" como fonte de inovações (crowdsourcing) ou de dinheiro (crowdfunding). Ainda não se vêem muitas iniciativas baseadas nesse tipo de aglomeração de pessoas, mas as que estão em vigor tem como plataforma base para engajamento as redes sociais. O site http://www.crowdsourcing.org é uma fonte sempre atualizada e confiável de informação sobre esses temas, sendo uma associação neutra de profissionais interessados em discutir, criar e compartlhar conteúdo relevante. Um destaque são os vários infográficos que o site compartilha, em que organiza e mostra como empresas criaram seus modelos de negócios baseados no "crowd" e como transformam esse engajamento em dinheiro. Vale conferir!

Acesse: Crowdsourcing.org

Redes Sociais #Audiovisual

Vídeo é a Linguagem de 2012

Mapear os assuntos mais interessantes da semana quando falamos de vídeo e redes sociais é um dos desafios mais difíceis. Tem muita coisa interessante rolando na web e 2012 sem dúvida é o ano do audiovisual. Fotos e vídeos baseados em interação social sem dúvida vão crescer, principalmente, com a consolidação das soluções 2.0 e o crescente investimento nessas mídias, como alternativas na comunicação de marcas. Há mais possibilidades no Instagram, Viddy e Tout do que imaginamos, sob o ponto de vista da social media não tem nada mais interativo e engajador do que ver o mundo através dos olhos de outra pessoa. Vale linkar alguns exemplos:

- Aqui você pode conferir um infográfico que resume o ano de 2011. A diferença está no charme da execução em vídeo: Visualizing 2011;

- Celebridades começam a usar soluções diversas em vídeo de forma inteligente. O Ryan Seacrest, aquele do American Idol, já está antenado e usando o Tout. Conheça como funciona: Ryan Seacrest Tout;

- Em uma colaboração entre a Unruly e o Mashable, você consegue acompanhar quais são os brand videos mais "virais"ou "sociais". A ferramenta classifica os de todo o mundo com base na quantidade de vezes que o conteúdo foi compartilhada no Facebook, Twitter e na blogosfera: Viral Video Chart;

Redes Sociais #Plataformas

YouTube de Roupa Nova

Para aqueles que ainda não viram mais detalhes das mudanças feitas no YouTube, vale ficar de olho. Cada vez mais o YouTube busca ter foco nas experiências sociais e claro, incentivar as pessoas a ficarem mais tempo navegando na página. A partir de agora os vídeos em destaque são aqueles compartilhados ou favoritados no Google+ e no Facebook. Para aqueles que entram com login, ao invés de mostrar os vídeos mais populares, a posição de destaque fica por conta dos "Subscription Feed" atualizado com conteúdos e updates dos usuários que você segue na ferramenta.

Lembrando que se uma imagem vale por mil palavras, no ambiente das redes sociais o YouTube tem enorme potencial para explorar seu caráter social, viral e mais além, para marcas e empresas criarem histórias concretas recheadas de storytelling. Estamos ansiosos ainda por ver os resultados dessas mudanças e as novidades que estão por vir.

Acesse: 3 New YouTube changes and what they mean for business

Redes Sociais #Leitura Recomendada

Sucesso nas Redes Sociais Não é Sorte

Será que tudo que se torna viral é necessariamente de boa qualidade? Será que o significado de "bom" é comum a toda uma sociedade? É por esses motivos que recomendamos esta semana a leitura do mais recente livro, Hierarchy of Contagiousness, de Dan Zarrella. O autor propõe um modelo para entendermos o princípio de como as ideias se espalham (e isso não dependem de serem boas ou não). A partir de uma metodologia que descreve os "passos de contágio", a consciência, interesse, decisão e ação, o autor nos convida a desmistificar ideias prontas sobre as redes sociais e entender como está em nossas mãos a possibilidade de viralizar bons conteúdos.

Acesse: Hierarchy of Contagiousness

Até semana que vem!

@reneealmeida

@almeicc

@phmaster

Feliz 2022! (parte 2: a agenda futura do seu negócio, passo a passo)

12
jan
2012

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Agora que você já começou a pensar em suas “resoluções de ano novo” para 2022 (veja o post anterior: Feliz 2022!), como vai organizar as atividades para antecipar tendências e definir sua estratégia de posiocionamento futuro? Qual será o “pão quente” do seu negócio na próxima década?

Organizações que assumem o desafio de construir sua liderança pensando em um horizonte de 5 a 20 anos podem se valer de metodologias de prospecção, e com isso antecipar tendências, gerar inovações diferenciadoras e influenciar – ou mesmo definir – o futuro em que pretendem competir.

Qualquer que seja o foco principal de sua organização para a prospecção – identificar futuras necessidades, comportamentos, tecnologias, competências – algumas etapas são fundamentais para que a iniciativa realmente ajude na tomada de decisões para o sucesso do negócio em um futuro que ainda não conhecemos.

#1 Definir o horizonte estratégico – o exercício de prospecção é norteado por balizadores estratégicos, que definem o foco e os limites do processo. Deve-se delimitar o foco temático da prospecção: “tecnologias aplicáveis para captação e distribuição de energia eólica”, por exemplo. É importante também estabelecer um horizonte de tempo apropriado ao setor de atuação e às aspirações da empresa. Pode-se focar, por exemplo, em “tecnologias aplicáveis num horizonte de 10 anos”. Da mesma forma, deve-se delimitar um alcance geográfico e setorial para as fontes e discussões a serem promovidas: “consulta limitada a especialistas e empresas atuantes no setor de geração de energia” ou “consulta a especialistas de vários setores e representantes da sociedade civil”, entre muitas outras possibilidades.

#2 Mapear os atores e selecionar os métodos de prospecção – Existem diversos métodos para levantamento e agregação de informações e opiniões dispersas. O primeiro passo é selecionar as fontes certas para as consultas e discussões desse tipo. Onde está o melhor conhecimento sobre o foco temático definido? Parceiros? Universidades? Concorrentes? Institutos de pesquisa? Contar apenas com fontes internas da empresa é a receita para o continuísmo. Dependendo do foco, pode ser muito efetivo o mapeamento e seleção dos especialistas no tema em questão, seguido de um painel de discussões sobre as tendências tecnológicas (para ficar no mesmo exemplo apresentado); ou ainda aplicar técnicas como crowdsourcing (captação das contribuições de atores externos de forma aberta, com ferramentas típicas da web 2.0) ou Método Delphi (rodadas de discussão anônimas com especialistas buscando respostas a questões específicas).

#3 Promover discussões prospectivas – A criação de uma dinâmica de interação deve permitir a combinação de informações e conhecimentos capazes de gerar conhecimento novo a respeito de possibilidades, cenários e tendências no horizonte de tempo definido. Neste ponto é fundamental a participação de profissionais experimentados na condução deste tipo de discussão (que não é nada trivial). O envolvimento das pessoas certas da organização, além dos especialistas mapeados, também faz toda a diferença não só para construir um entendimento consistente dos cenários identificados, mas também para conectar as discussões ao negócio e aspirações da empresa ou instituição.

#4 Elaborar os mapas e definir rotas estratégicas – Gerar novos conhecimentos sobre os futuros possíveis é importante, mas não suficiente. Uma vez que se tenha massa crítica para embasar discussões estratégicas internas, é importante traduzir o conhecimento produzido em representações visuais que facilitem sua interpretação, ajudem a evidenciar correlações e possibilitem novas camadas de discussão. Nesta etapa também já foi possível identificar oportunidades e ameaças, reduzir incertezas e descortinar possíveis caminhos de atuação. Hora de promover discussões e tomar as decisões estratégicas que definam o caminho a ser trilhado – e representá-lo no mapa. Dependendo do foco definido na 1ª etapa, isso pode envolver iniciativas como: a definição de um portfólio de projetos de P&D, a elaboração de um balanced scorecard (BSC) com horizonte de longo prazo, o desenho de um modelo de competências futuras, entre muitas outras possibilidades. Evidentemente, a conexão com o processo de planejamento estratégico da organização é essencial.

#5 Transformar a prospecção em monitoramento – Os ventos mudam, os fatores influenciadores do mercado são múltiplos e dinâmicos, e o horizonte identificado hoje pode não ser o mesmo amanhã. Revisões periódicas e novas discussões para atualizar o roadmap construído podem contribuir muito ao incorporar novas informações, corrigir rumos ou mesmo confirmar cenários, ajudando a reduzir ainda mais as incertezas e lidar melhor com a complexidade.

Além da riqueza de informações para a tomada de decisões de alta relevância para o futuro do negócio, o exercício de prospecção – seja ela tecnológica, mercadológica, de competências etc. – traz uma série de subprodutos e benefícios para as organizações que se empenham nesse tipo de processo. Identificação de novas e relevantes fontes de informação para o negócio, ampliação e fortalecimento das redes de relacionamento com especialistas, definição de linhas específicas de capacitação interna, criação de oportunidades de contribuição e visibilidade para os melhores talentos internos, melhoria da atratividade da empresa e do “employer branding” para talentos externos, desenvolvimento de novas capacidades organizacionais relacionadas à inteligência competitiva são apenas alguns dos exemplos.

A partir de agora, ao revisar suas resoluções ou metas para 2012, certifique-se de que as prioridades para 2012 fazem parte da lista!

 

Twitter: @BetoDoValleTF

 

Feliz 2022! (Ou como usar a prospecção estratégica para desenhar hoje o seu sucesso no futuro)

04
jan
2012

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Este título não é um erro de digitação. Enquanto todo mundo está fazendo previsões e “resoluções de ano novo” para 2012, algumas organizações olham para o longo prazo e tomam decisões que vão surtir efeito nos próximos 5, 10 ou 20 anos. Apoiadas por metodologias como prospecção tecnológica e foresighting, desenham o caminho para futuros almejados. O que elas ganham com isso? A oportunidade de antecipar tendências, gerar inovações diferenciadoras e influenciar – ou mesmo definir – o futuro em que pretendem competir. Já estão fazendo seus planos para 2022.

O conceito é simples: o que estou fazendo hoje é resultado de decisões do passado. O “business as usual”, o “arroz-com-feijão” de qualquer negócio hoje provavelmente já foi uma decisão ousada ou mesmo uma inovação no passado. O mercado automotivo com seu alcance e variedade? Já foi uma possibilidade remota, com uma só opção de cor de automóveis. O negócio de microcomputadores? Já foi visto como algo sem futuro. Serviços de seguros pessoais, smart phones, vendas on-line, móveis modulares, conteúdos abertos e serviços gratuitos na internet, mercados inteiros e modelos de negócio hoje amplamente difundidos já foram, em algum momento, apenas uma possibilidade futura seguida de uma decisão.

Ou seja: o que estaremos fazendo dentro de dez a quinze anos é resultado direto das decisões que tomarmos hoje – ou que deixarmos de tomar – com foco nesse horizonte estratégico ampliado.

Organizações que querem ser competitivas não apenas em 2012, mas também no longo prazo, buscam responder a perguntas como:

·         Para que futuro estamos nos preparando?

·         Quais serão as prováveis exigências do consumidor, do mercado, da legislação no horizonte de tempo “X”? Que atributos e diferenciais serão valorizados?

·         Que soluções ou tecnologias têm potencial para atender a essas demandas futuras?

·         Que posicionamento buscamos nesse futuro, e que competências, tecnologias ou soluções precisamos desenvolver para isso?

·         Em que projetos, iniciativas e relacionamentos devemos investir para construir esse posicionamento futuro?

Para pensar e construir esse futuro, a análise de cenários não é suficiente. É necessário um processo estruturado de prospecção ativa de demandas e tendências, tecnologias e soluções, com o envolvimento de atores externos à organização. Estamos falando de mobilizar conhecimento e promover reflexões para reduzir incertezas e descortinar oportunidades em um horizonte de tempo mais longo, e assim tomar decisões bem fundamentadas para orientar esforços de aprendizagem e inovação com alcance de longo prazo.

Há diversas formas conduzir esse processo:

·         A Prospecção Tecnológica (ou technology roadmap) é uma das principais metodologias utilizadas pelas organizações para esse fim. Empresas com que trabalhamos têm se valido de roadmaps tecnológicos para, por exemplo, mapear necessidades futuras do mercado e identificar tecnologias promissoras para atendimento a essas demandas, e assim embasar decisões sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e na expansão de seus negócios.

·         O Método Delphi é uma técnica interessante para promover discussões estruturadas entre especialistas, na busca de refinamento de cenários estratégicos já identificados. Qual destas tecnologias deve se tornar padrão de mercado? Quando estas aplicações estarão maduras para lançamento comercial? Qual a probabilidade desta competência específica se se tornar um critério decisivo de contratação de especialistas nos próximos 5 anos? Perguntas como estas são submetidas a sucessivas rodadas de discussão por especialistas previamente selecionados de forma anônima, minimizando influências e distorções indesejáveis.

·         Outras formas de discussão semiestruturada, como o painél de especialistas, ou ainda o crowdsourcing, por exemplo, podem ser aplicados conforme o caso, ajudando nos mais diversos desafios, desde no levantamento de mudanças culturais ou tendências de regulamentação, até na identificação de tecnologias relativamente maduras de outros setores com potencial para novas aplicações no curto prazo.

Esses métodos permitem gerar insumos riquíssimos para a organização, que a partir daí inicia um processo interno de interpretação dos desafios e oportunidades. A elaboração de mapas e rotas estratégicas permite a decidir sobre o posicionamento futuro do negócio, estabelecer os conhecimentos e tecnologias a serem desenvolvidos, e as soluções a serem geradas, para se atingir esse posicionamento.

As possibilidades e combinações são muitas. Mas o mais importante é construir a suas respostas: Quais suas resoluções para 2022?

 

Twitter: @BetodoValleTF

 

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