Ir para Pesquisa

Conhecimento para Serviços de Atendimento ao Cliente (SAC)

26
dez
2011

comente (3)

Presente no dia-a-dia, alvo de leis de regulamentação do setor e mal visto pelos consumidores, o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) e todas denominações possíveis, hoje é parte fundamental da estrutura de funcionamento de uma grande empresa, porém sua ineficiência, por muitas vezes, coloca em questão a importância do consumidor para a mesma.

 

Históricamente o SAC surgiu no momento em que a tecnologia se tornou eficaz na quebra de barreiras quanto a presença física, inicialmente através de um simples telefone, um número e uma secretária, evoluiu para milhares de operadores, sobre a supervisão e monitorias de qualidade, scripts, sistemas, entre outros adventos tecnológicos e processuais, significativos para as empresas e ainda inexpressivos para o consumidor, quando a grande maioria ainda sim tem uma má experiência no uso.

 

Muitas empresas não possuem seu conhecimento mapeado, organizado e explícito, suportado sobre um sistema que agregue valor as suas atividades. Nestes casos não é também arriscado basear-se apenas na desenvoltura de um atendente na linha de frente? O quanto os sistemas, indicadores e recursos estão realmente contribuindo para a performance do atendente? Quanto do conhecimento organizacional está efetivamente à disposição do atendente?

 

Repensar o modelo de atendimento não sugere repensar cada parte de uma estrutura já montada, um bom projeto deve identificar as dificuldades primárias das equipes, porém, essa identificação só será possível se uma parte significativa do conhecimento que visa orientar como tal demanda deverá ser atendida, estiver mapeado, registrado e compreendido, e assim, transparecer as reais falhas e necessidades de melhoria. Como proposição de solução, vejamos como exemplo um sistema de base de conhecimento.

 

Uma base de conhecimento traz inúmeros benefícios para as empresas, uma vez que oferece produtividade, alinhamento quanto a decisão (evitando interpretações humanas), facilidade de treinamento e possibilidade de evolução coletiva entre atendentes e supervisores, se estruturado sobre uma plataforma colaborativa que permita contribuições, comentários e avaliação dos envolvidos, distribuindo a responsabilidade sobre a qualidade do conteúdo.

 

Um projeto de construção da base deve ser estruturado conforme necessidades dos atendentes, visando identificar as informações necessárias para o mesmo, a organização do conhecimento e a governança necessária para que a informação esteja sempre correta e atualizada.

 

Independente do contexto e setor de negócio, podemos afirmar que o universo de informação é limitado, sendo o conteúdo passível de classificação e relacionamento, através de uma arquitetura de informação e taxonomia que possibilite a informação ser encontrada facilmente e sua estrutura seja compreendida pelo atendente, além de recursos inteligentes que diminuam o tempo de procura e antecipe as soluções.

 

Sabemos que são inúmeras as dificuldades das empresas quanto ao atendimento, porém começar pela organização, registro e explicitação de seu conhecimento, contando com a colaboração de todos os envolvidos é o passo inicial e o mais importante para qualquer empresa que visa a qualidade e excelência no relacionamento com seus clientes.

 

É verdade que os serviços de atendimento evoluíram considerando, principalmente, sua estrutura técnica e o volume de atendentes. Observamos frequentemente, no entanto, falta de foco estratégico no conhecimento, sendo assim, os atendentes são treinados, muitas vezes, como autômatos, pouco importando sua capacidade de raciocínio. São vistos, com frequência, como meros replicadores de scripts e de operadores de sistemas. Pouco foco é dado ao desenvolvimento de habilidades básicas de atendimento, ao conhecimento da empresa, seus produtos e seus valores. Neste contexto, tornam-se meros sistemas humanos desprovidos de alma, empatia e totalmente desconectados dos valores organizacionais.

 

Conhecimento mais gente mais valores nos SACs: tá aí uma

combinação que pode dar certo!

 

Thiago Macedo
@tmacedo05

 

Claudio Terra

@claudioterra

Os médicos nunca erram

26
dez
2011

comente (2)

Quem já não ouviu complicações e mesmo morte de pacientes em função de erros médicos? Eu já ouvi muitas vezes. Com que frequência erros são cometidos nas salas de cirurgia no Brasil? Qual o percentual de pacientes que morrem em função disso?
 
Na semana passada li um ótimo livro chamado "Check-list" escrito por Atual Gawande, um médico de Boston, que por muitos anos vem estudando como pequenas ações baseadas em "check-list" podem reduzir fortemente os erros médicos.
 
O autor do livro remonta boa parte da sua tese à indústria aeronáutica que desde meados da dédaca de 30 adotou a prática de check-lists para lidar com a complexidade crescente de se pilotar um avião - tanto em condições normais quanto de emergência.
 
Como sabemos, no entanto, aqui no Brasil, não há erro médico. Ironias a parte, creio que é hora de aplicar práticas muito bem estabelecidas de codificação, transferência e compartilhamento de conhecimento no meio médico brasileiro.
 
O aprendizado baseado no erro - lições aprendidas - não é uma novidade e deveria ser incorporado à prática médica - post mortem. Questões básicas de aprendizado e solução de problemas em grupo e em equipes de trabalho também deveriam ser fortemente discutidas no âmbito da medicina.
 
Estará a classe médica preparada para tudo isso?
 
Que outras práticas de gestão salvariam vidas?
 
Sds
 
@claudioterra
 
 
 
 

BRICs: identificação de oportunidades para inovar

19
dez
2011

comente (2)

Quais as oportunidades de inovação e de negócio propiciadas e surgidas junto a países emergentes como Índia, Brasil, China, Rússia, África do Sul, etc. Em boa parte do mundo, inclusive nos países desenvolvidos, há um consenso acerca da rápida mudança em curso em termos do peso dos países emergentes na economia mundial.

 

As soluções inovadoras impelidas por esta grande transformação que agrega centena de milhões de pessoas ao mercado consumido não pode ser vista apenas uma solução piorada do que é feito nos países desenvolvidos. Trata-se, sobretudo, do desenvolvimento de soluções inovadoras que levam em consideração a fabulosa escala, valores, necessidades e hábitos de pessoas na faixa de renda que acabaram de se tornar consumidores.

 

Multinacionais e grandes empresas nacionais já têm investido consideráveis esforços para que seus executivos expatriados e mesmo locais entendam de forma profunda as necessidades deste público. O Brasil é um dos polos desta nova onda mundial.

 

Contudo, em um contexto global somos relativamente pequenos ainda e com pouca contribuição para modelos de inovação revolucionários direcionados para os públicos emergentes. Isto requer mudanças rápidas para aproveitamos esta nova oportunidade histórica. Algumas mudanças óbvias incluem:

  • Realizar mais visitas exploratórias e benchmarks em outros países emergentes para conhecer inovações e modelos de inovação;
  • Capacitar nossos executivos para realmente olhar a base da pirâmide. A atração de nossos jovens executivos em continuar a mirar os EUA e Europa é por demais evidente;
  • Mais pesquisa original e testes rápidos para validar ideias, conceitos e projetos;
  • Foco na escala: estamos falando de necessidades não atendidas de bilhões de pessoas.

Eu acredito que a oportunidade histórica para o Brasil está aí. Se ficarmos numa posição esquizofrênica nos achando próximos dos países desenvolvidos apesar da grande maioria da nossa população ainda viver em condições muito precárias perderemos novamente outro momento histórico para nos tornarmos um Centro Mundial de Inovação.

 

Claudio Terra

@claudioterra

Recuperando Dados

Seguidores

Erro, não foi possível carregar seguidores. Favor recarregar página.
Não há postagens nesta categoria.