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Fazendo a transição do desenvolvimento web para o mobile

14
set
2011

comente (3)

Começamos a desenvolver aplicativos para mobiles há algum tempo.  Para quem vem depois de muitos anos de projetos web a transição parece fácil, mas não é. O mobile não torna as coisas menores, mas as torna ou deveria torná-las mais simples. É com esse pensamento de simplicidade que as empresas devem procurar formas de entrar no universo mobile.


O sucesso de um aplicativo começa, como quase tudo na vida, por um bom planejamento. É preciso entender o público-alvo, suas expectativas e o que de fato ele valoriza no contexto de uso de um aplicativo mobile. Muitas empresas pecam exatamente nesse ponto, acostumadas com a utilização web elas tendem a apenas migrar o conteúdo de uma plataforma para a outra.

Simples, rápido e prático são as regras para mobile:

- O conteúdo de texto deve ser adaptado, não apenas em tamanho, mas na forma. Na internet os textos são mais longos, usamos a forma da redação com uma introdução, pontos a serem abordados, desenvolvimento e conclusão. Já no mobile usamos a forma de resumo. O usuário procura informações rápidas, mostradas de forma simples. A linguagem utilizada para mobile é sempre mais sucinta, ele busca um texto com poucas linhas que mostre a ideia geral.

- Se o conteúdo é o coração do aplicativo, a interface é o corpo. Projetar e modelar a interface de maneira coerente com o dispositivo a ser utilizado é fundamental. iPhone, iPad, Android, Blackberry, cada uma dessas plataformas possuem características próprias e o que funciona em uma não necessariamente funcionará em outra, isso faz muita diferença no momento que o usuário está interagindo com o aparelho. A interface afeta diretamente a quantidade de tempo e esforço que o usuário irá utilizar para encontrar o que procura e a sua satisfação com o aplicativo.

- Há um número crescente de funcionalidades: GPS, acelerômetro, agenda, câmera, realidade aumentada, etc. Cada smartphone e tablet, no entanto, possui distintas funcionalidades, e muitos aplicativos têm funcionalidades demais, raramente utilizadas, que além de aumentar o custo e o tempo de desenvolvimento, deixam o aplicativo muito pesado para o usuário.

- Para que colocar a realidade aumentada no aplicativo se a rede 3G é baixa em muitos locais do Brasil? Não é melhor usar a função GPS para localizar algum ponto próximo? É fundamental construir aplicativos que terão suas funcionalidades efetivamente utilizadas e concentrar esforços nas que são realmente importantes.

 

Confesso que sei que tenho muito ainda a aprender nesta arena do mobile. Estes foram apenas alguns pontos – talvez óbvios.

E vocês: o que já aprenderam?

@claudioterra

Fazendo a transição do desenvolvimento web para o mobile

Começamos a desenvolver aplicativos para mobiles há algum tempo.  Para quem vem depois de muitos anos de projetos web a transição parece fácil, mas não é. O mobile não torna as coisas menores, mas as torna ou deveria torná-las mais simples. É com esse pensamento de simplicidade que as empresas devem procurar formas de entrar no universo mobile.


O sucesso de um aplicativo começa, como quase tudo na vida, por um bom planejamento. É preciso entender o público-alvo, suas expectativas e o que de fato ele valoriza no contexto de uso de um aplicativo mobile. Muitas empresas pecam exatamente nesse ponto, acostumadas com a utilização web elas tendem a apenas migrar o conteúdo de uma plataforma para a outra.

Simples, rápido e prático são as regras para mobile:

- O conteúdo de texto deve ser adaptado, não apenas em tamanho, mas na forma. Na internet os textos são mais longos, usamos a forma da redação com uma introdução, pontos a serem abordados, desenvolvimento e conclusão. Já no mobile usamos a forma de resumo. O usuário procura informações rápidas, mostradas de forma simples. A linguagem utilizada para mobile é sempre mais sucinta, ele busca um texto com poucas linhas que mostre a ideia geral.

- Se o conteúdo é o coração do aplicativo, a interface é o corpo. Projetar e modelar a interface de maneira coerente com o dispositivo a ser utilizado é fundamental. iPhone, iPad, Android, Blackberry, cada uma dessas plataformas possuem características próprias e o que funciona em uma não necessariamente funcionará em outra, isso faz muita diferença no momento que o usuário está interagindo com o aparelho. A interface afeta diretamente a quantidade de tempo e esforço que o usuário irá utilizar para encontrar o que procura e a sua satisfação com o aplicativo.

- Há um número crescente de funcionalidades: GPS, acelerômetro, agenda, câmera, realidade aumentada, etc. Cada smartphone e tablet, no entanto, possui distintas funcionalidades, e muitos aplicativos têm funcionalidades demais, raramente utilizadas, que além de aumentar o custo e o tempo de desenvolvimento, deixam o aplicativo muito pesado para o usuário.

- Para que colocar a realidade aumentada no aplicativo se a rede 3G é baixa em muitos locais do Brasil? Não é melhor usar a função GPS para localizar algum ponto próximo? É fundamental construir aplicativos que terão suas funcionalidades efetivamente utilizadas e concentrar esforços nas que são realmente importantes.

 

Confesso que sei que tenho muito ainda a aprender nesta arena do mobile. Estes foram apenas alguns pontos – talvez óbvios.

E vocês: o que já aprenderam?

@claudioterra

Comentários


Ricardo Pereira da Silva
15/9/2011 10:25

Ótimo Post

Parabéns pelo artigo. Considero que as questões apontadas são realmente muito interessantes no desenvolvimento mobile. Um ponto que também sempre levo em consideração quanto ao desenvolvimento para a plataforma IOS é o conjunto de regras para adaptação da interface nos dispositivos iPod touch, iPad e iPhone e que é disponibilizado pela própria Apple: iOS Human Interface Guidelines - http://developer.apple.com/library/ios/#documentation/UserExperience/Conceptual/MobileHIG/Introduction/Introduction.html

Jose Claúdio Terra
15/9/2011 12:38

OBrigado por compartilhar!

Valeu Ricardo! Abs, Terra

Gustavo Jota
4/2/2013 9:24

Ponta do Iceberg

Caro, Excelente matéria, apresenta os desafios e problemas comuns ao mundo mobile, porém a abordagem de desenvolvimento em termos tecnológicos se mantém a do mundo PC: onde o desenvolvedor deverá criar para cada plataforma. Pode dar certo, e normalmente dá, mas com custos elevados, baixa velocidade e constante manutenção dos Apps devido à velocidade de atualização dos aparelhos e sistemas operacionais. Diante disto, uma Plataforma Corporativa de Desenvolvimento Mobile, ou MEAP, é a solução mais indicada para empresas que estão iniciando ou expandindo soluções móveis. Trouxemos ao Brasil o CRE8 Mobility visando justamente isso: velocidade, compatibilidade, custos e suporte. Imagino que fugir do desenvolvimento nativo, e buscar uma solução de plataforma seja o ideal atualmente.


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Comentários

Ótimo Post

Parabéns pelo artigo. Considero que as questões apontadas são realmente muito interessantes no desenvolvimento mobile.
Um ponto que também sempre levo em consideração quanto ao desenvolvimento para a plataforma IOS é o conjunto de regras para adaptação da interface nos dispositivos iPod touch, iPad e iPhone e que é disponibilizado pela própria Apple: iOS Human Interface Guidelines - http://developer.apple.com/library/ios/#documentation/UserExperience/Conceptual/MobileHIG/Introduction/Introduction.html
em 15/9/2011 10:25

OBrigado por compartilhar!

Valeu Ricardo!

Abs,
Terra
em 15/9/2011 12:38

Ponta do Iceberg

Caro,

Excelente matéria, apresenta os desafios e problemas comuns ao mundo mobile, porém a abordagem de desenvolvimento em termos tecnológicos se mantém a do mundo PC: onde o desenvolvedor deverá criar para cada plataforma. Pode dar certo, e normalmente dá, mas com custos elevados, baixa velocidade e constante manutenção dos Apps devido à velocidade de atualização dos aparelhos e sistemas operacionais. Diante disto, uma Plataforma Corporativa de Desenvolvimento Mobile, ou MEAP, é a solução mais indicada para empresas que estão iniciando ou expandindo soluções móveis. Trouxemos ao Brasil o CRE8 Mobility visando justamente isso: velocidade, compatibilidade, custos e suporte. Imagino que fugir do desenvolvimento nativo, e buscar uma solução de plataforma seja o ideal atualmente.
em 4/2/2013 09:24

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