Começamos a desenvolver aplicativos para mobiles há algum tempo. Para quem vem depois de muitos anos de projetos web a transição parece fácil, mas não é. O mobile não torna as coisas menores, mas as torna ou deveria torná-las mais simples. É com esse pensamento de simplicidade que as empresas devem procurar formas de entrar no universo mobile.
O sucesso de um aplicativo começa, como quase tudo na vida, por um bom planejamento. É preciso entender o público-alvo, suas expectativas e o que de fato ele valoriza no contexto de uso de um aplicativo mobile. Muitas empresas pecam exatamente nesse ponto, acostumadas com a utilização web elas tendem a apenas migrar o conteúdo de uma plataforma para a outra.
Simples, rápido e prático são as regras para mobile:
- O conteúdo de texto deve ser adaptado, não apenas em tamanho, mas na forma. Na internet os textos são mais longos, usamos a forma da redação com uma introdução, pontos a serem abordados, desenvolvimento e conclusão. Já no mobile usamos a forma de resumo. O usuário procura informações rápidas, mostradas de forma simples. A linguagem utilizada para mobile é sempre mais sucinta, ele busca um texto com poucas linhas que mostre a ideia geral.
- Se o conteúdo é o coração do aplicativo, a interface é o corpo. Projetar e modelar a interface de maneira coerente com o dispositivo a ser utilizado é fundamental. iPhone, iPad, Android, Blackberry, cada uma dessas plataformas possuem características próprias e o que funciona em uma não necessariamente funcionará em outra, isso faz muita diferença no momento que o usuário está interagindo com o aparelho. A interface afeta diretamente a quantidade de tempo e esforço que o usuário irá utilizar para encontrar o que procura e a sua satisfação com o aplicativo.
- Há um número crescente de funcionalidades: GPS, acelerômetro, agenda, câmera, realidade aumentada, etc. Cada smartphone e tablet, no entanto, possui distintas funcionalidades, e muitos aplicativos têm funcionalidades demais, raramente utilizadas, que além de aumentar o custo e o tempo de desenvolvimento, deixam o aplicativo muito pesado para o usuário.
- Para que colocar a realidade aumentada no aplicativo se a rede 3G é baixa em muitos locais do Brasil? Não é melhor usar a função GPS para localizar algum ponto próximo? É fundamental construir aplicativos que terão suas funcionalidades efetivamente utilizadas e concentrar esforços nas que são realmente importantes.
Confesso que sei que tenho muito ainda a aprender nesta arena do mobile. Estes foram apenas alguns pontos – talvez óbvios.
E vocês: o que já aprenderam?
@claudioterra