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Universidades Corporativas: Estamos realmente aprendendo?

04
mar
2011

comente (2)

Esta semana saiu um artigo no Valor Econômico sobre Universidades Corporativas e investimento em capacitação. Sempre olhe esses artigos com suspeita. Falam muito sobre o investimento em reais que é feito na capacitação dos colaboradores e como isso é bom para as empresas e para o país.
Claro, investir em educação, capacitação técnica e gerencial é muito importante e necessário para que as empresas fiquem mais competitivas e preparadas.
 
Mas o que me preocupa não é isso. O que me procupa é a estratégia, o formato, a metodologia e o conteúdo da capacitação (ou treinamento, ou educação, conforme a sua filosofia). Muitas vezes, ainda ficamos presos à antiga maneira de capacitar as pessoas. Olhamos para o treinamento em salas de aula em vez de olhar para o processo de APRENDIZAGEM da pessoa, das equipes e da organização. É necessário fazer a conexão da capacitação com o dia a dia do trabalho das pessoas. E isso não significa somente mostrar exemplos de como o conhecimento é aplicado na prática. Isso significa:
  • Aprender fazendo, fazer com que a pessoa aprenda em situações reais no curso: uso de jogos;
  • Garantir que a pessoa implemente o aprendizado na prática: garantia de comprometimento por meio de metas e posterior cobrança;
  • Apoiar a pessoa na aplicação prática: acompanhamento, oportunidades de feedback, manuais, vídeos e FAQs;
  • Comunicar: comunicação dos resultados obtidos com as aplicações, das pessoas que ganharam com tais aplicações etc;
  • Apoiar a aprendizagem em grupo: conexão das pessoas com os seus pares para trocar experiências e tirar dúvidas;
  • Fazer a empresa aprender e aprimorar o processo de aprendizagem: fóruns de feedback sobre a aplicação da teoria na prática.
A aprendizagem acontece pela incorporação do conhecimento e, por sua vez,  a incorporação funciona melhor quando a pessoa entra em um ciclo contínuo de prática e feedback. Quando pensar em sua Universidade Corporativa leve em conta o ciclo de aprendizagem e a gestão do conhecimento de sua organização.
 
Caspar
Twitter: @casparrijn

Universidades Corporativas: Estamos realmente aprendendo?
Esta semana saiu um artigo no Valor Econômico sobre Universidades Corporativas e investimento em capacitação. Sempre olhe esses artigos com suspeita. Falam muito sobre o investimento em reais que é feito na capacitação dos colaboradores e como isso é bom para as empresas e para o país.
Claro, investir em educação, capacitação técnica e gerencial é muito importante e necessário para que as empresas fiquem mais competitivas e preparadas.
 
Mas o que me preocupa não é isso. O que me procupa é a estratégia, o formato, a metodologia e o conteúdo da capacitação (ou treinamento, ou educação, conforme a sua filosofia). Muitas vezes, ainda ficamos presos à antiga maneira de capacitar as pessoas. Olhamos para o treinamento em salas de aula em vez de olhar para o processo de APRENDIZAGEM da pessoa, das equipes e da organização. É necessário fazer a conexão da capacitação com o dia a dia do trabalho das pessoas. E isso não significa somente mostrar exemplos de como o conhecimento é aplicado na prática. Isso significa:
  • Aprender fazendo, fazer com que a pessoa aprenda em situações reais no curso: uso de jogos;
  • Garantir que a pessoa implemente o aprendizado na prática: garantia de comprometimento por meio de metas e posterior cobrança;
  • Apoiar a pessoa na aplicação prática: acompanhamento, oportunidades de feedback, manuais, vídeos e FAQs;
  • Comunicar: comunicação dos resultados obtidos com as aplicações, das pessoas que ganharam com tais aplicações etc;
  • Apoiar a aprendizagem em grupo: conexão das pessoas com os seus pares para trocar experiências e tirar dúvidas;
  • Fazer a empresa aprender e aprimorar o processo de aprendizagem: fóruns de feedback sobre a aplicação da teoria na prática.
A aprendizagem acontece pela incorporação do conhecimento e, por sua vez,  a incorporação funciona melhor quando a pessoa entra em um ciclo contínuo de prática e feedback. Quando pensar em sua Universidade Corporativa leve em conta o ciclo de aprendizagem e a gestão do conhecimento de sua organização.
 
Caspar
Twitter: @casparrijn

Comentários


Paulo Borges
5/3/2011 13:48

Re: Universidades Corporativas: Estamos realmente aprendendo?

Caspar, vc está corretíssimo. Educação corporativa terá então muito mais a ver com implantar uma cultura de aprendizagem no ambiente produtivo do que dispor de uma centena de salas de aula ou um catálogo imenso de cursos. Sem pretender eliminar a sala de aula, a ênfase passa a ser a formação de líderes-educadores, outra encrenca, já que muito lentamente esses gestores estão aprendendo a lidar com pessoas para atingir suas metas, quanto mais a elevar suas consciência e capacitação para saberem que (e como) devem desenvolver sua equipe para alcançarem aquelas mesmas metas.

Uelinton S. Narciso
4/4/2012 17:45

Universidades Corporativas: Estamos realmente aprendendo?

Caspar, também concordo com você este tema esta crescendo e tomando notoriedade a cada dia, isso porque o capital humano e por consequência o capital intelectual é o verdadeiro diferencial competitivo das empresas. Muito além de implantar a cultura da aprendizagem nas empresas a grande questão que levanto é "Os profissionais envolvidos na capacitação de colaboradores, líderes ou liderados, estão preparados para ensinar?" . Eles conhecem os fundamentos teóricos e práticos da expansão do potencial da inteligência humana e na mediação de ferramentas para o desenvolvimento cognitivo, eles estão preparados para desenvolver em seus mediados as capacidades para pensar e aprender de maneira eficiente e autônoma ou para a implementação de processo de ensino e de aprendizagem eficiente e eficaz para novas habilidades, tanto no individual quanto em equipe?


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Comentários

Re: Universidades Corporativas: Estamos realmente aprendendo?

Caspar,
vc está corretíssimo. Educação corporativa terá então muito mais a ver com implantar uma cultura de aprendizagem no ambiente produtivo do que dispor de uma centena de salas de aula ou um catálogo imenso de cursos. Sem pretender eliminar a sala de aula, a ênfase passa a ser a formação de líderes-educadores, outra encrenca, já que muito lentamente esses gestores estão aprendendo a lidar com pessoas para atingir suas metas, quanto mais a elevar suas consciência e capacitação para saberem que (e como) devem desenvolver sua equipe para alcançarem aquelas mesmas metas.
em 5/3/2011 13:48

Universidades Corporativas: Estamos realmente aprendendo?

Caspar, também concordo com você este tema esta crescendo e tomando notoriedade a cada dia, isso porque o capital humano e por consequência o capital intelectual é o verdadeiro diferencial competitivo das empresas. Muito além de implantar a cultura da aprendizagem nas empresas a grande questão que levanto é "Os profissionais envolvidos na capacitação de colaboradores, líderes ou liderados, estão preparados para ensinar?" . Eles conhecem os fundamentos teóricos e práticos da expansão do potencial da inteligência humana e na mediação de ferramentas para o desenvolvimento cognitivo, eles estão preparados para desenvolver em seus mediados as capacidades para pensar e aprender de maneira eficiente e autônoma ou para a implementação de processo de ensino e de aprendizagem eficiente e eficaz para novas habilidades, tanto no individual quanto em equipe?
em 4/4/2012 17:45

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