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Cultura Inovadora de Alto Impacto

04
mar
2011

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Invariavelmente vemos ou somos demandados para ajudar as empresas a engajar seus funcionários a inovarem mais ou de maneira mais ampla a ajudar a empresa a transformar sua cultura para ela se tornar mais inovadora.

 

Evidentemente quase toda empresa minimamente moderna tem alguns processos de inovação já estabelecidos. Em sua maioria esmagadora, porém, estes processos e o mindset por trás dos mesmos tratam muito mais de mecanismos de melhoria continua do que qualquer outra coisa.

 

Engajar funcionários em uma visão mais ambiciosa de inovação e relevante para os acionistas da empresa, no entanto, não é normalmente uma tarefa fácil. Entender que isto é muito difícil e que demanda alto grau de energia, engajamento visível e genuíno da liderança da empresa deve ser o primeiro passo no processo de mudança rumo a uma cultura inovadora de alto impacto.

 

Gestão de mudança nunca é fácil e as forças para manter o status quo sempre são algo a ser enfrentado. No caso de mudança para uma cultura para inovação de alto impacto, vemos comumente os seguintes desafios:

 

  • Baixa consciência da energia interna e mesmo inteligência emocional necessária de pessoas chave para lidar com ambiguidade, incerteza e risco pessoal;
  • Relutância em abrir mão de controles e “micro management” de projetos e pessoas;
  • Liderança que cobra, mas não inspira;
  • Demora em entender que algumas pessoas jamais conseguirão fazer a transição para uma cultura de alto impacto;
  • Apoio muito limitado ao fomento de conversas internas e externas;
  • Confusão sobre o papel do capital social: homogeneidade excessiva e dificuldade para lidar com pessoas que têm pontos de vista muito distintos.

 

Finalmente, o que muitos confundem é o caráter sistêmico de um ambiente altamente inovador. É necessário se modificar, muitas vezes, o cerne do modelo de gestão da empresa. É aí que as revistas de negócio – quase todas – fazem um desserviço para a inovação corporativa. Uma vez que têm espaços muito limitados, elas fazem pequenos recortes, tipicamente de forma apologética, de programas, iniciativas e ferramentas que fomentam a inovação nas organizações. Esquecem propositalmente ou por não conhecer a fundo o tema, que todos os programas de inovação só vicejam e trazem resultados continuados a partir de modelos de inovação totalmente imbricados no modelo de gestão da empresa. Com isso ajudam a passar a falsa visão que transformar uma organização rumo à inovação de alto impacto é algo relativamente simples e facilmente copiado de outras empresas.

 

Quantas transformações efetivas e com resultados tangíveis e de alto impacto vocês já conseguiram visualizar em organizações que colocaram explicitamente a Inovação em seus valores?

 

Twitter:@claudioterra

Cultura Inovadora de Alto Impacto

Invariavelmente vemos ou somos demandados para ajudar as empresas a engajar seus funcionários a inovarem mais ou de maneira mais ampla a ajudar a empresa a transformar sua cultura para ela se tornar mais inovadora.

 

Evidentemente quase toda empresa minimamente moderna tem alguns processos de inovação já estabelecidos. Em sua maioria esmagadora, porém, estes processos e o mindset por trás dos mesmos tratam muito mais de mecanismos de melhoria continua do que qualquer outra coisa.

 

Engajar funcionários em uma visão mais ambiciosa de inovação e relevante para os acionistas da empresa, no entanto, não é normalmente uma tarefa fácil. Entender que isto é muito difícil e que demanda alto grau de energia, engajamento visível e genuíno da liderança da empresa deve ser o primeiro passo no processo de mudança rumo a uma cultura inovadora de alto impacto.

 

Gestão de mudança nunca é fácil e as forças para manter o status quo sempre são algo a ser enfrentado. No caso de mudança para uma cultura para inovação de alto impacto, vemos comumente os seguintes desafios:

 

  • Baixa consciência da energia interna e mesmo inteligência emocional necessária de pessoas chave para lidar com ambiguidade, incerteza e risco pessoal;
  • Relutância em abrir mão de controles e “micro management” de projetos e pessoas;
  • Liderança que cobra, mas não inspira;
  • Demora em entender que algumas pessoas jamais conseguirão fazer a transição para uma cultura de alto impacto;
  • Apoio muito limitado ao fomento de conversas internas e externas;
  • Confusão sobre o papel do capital social: homogeneidade excessiva e dificuldade para lidar com pessoas que têm pontos de vista muito distintos.

 

Finalmente, o que muitos confundem é o caráter sistêmico de um ambiente altamente inovador. É necessário se modificar, muitas vezes, o cerne do modelo de gestão da empresa. É aí que as revistas de negócio – quase todas – fazem um desserviço para a inovação corporativa. Uma vez que têm espaços muito limitados, elas fazem pequenos recortes, tipicamente de forma apologética, de programas, iniciativas e ferramentas que fomentam a inovação nas organizações. Esquecem propositalmente ou por não conhecer a fundo o tema, que todos os programas de inovação só vicejam e trazem resultados continuados a partir de modelos de inovação totalmente imbricados no modelo de gestão da empresa. Com isso ajudam a passar a falsa visão que transformar uma organização rumo à inovação de alto impacto é algo relativamente simples e facilmente copiado de outras empresas.

 

Quantas transformações efetivas e com resultados tangíveis e de alto impacto vocês já conseguiram visualizar em organizações que colocaram explicitamente a Inovação em seus valores?

 

Twitter:@claudioterra

Comentários


Daniel Nascimento Vivacqua
21/7/2011 15:52

Re: Cultura Inovadora de Alto Impacto

Com certeza é muito difícil implantar uma cultura de inovação de alto impacto. As empresas tem partes sólidas e serviços já consolidados. Mudar, para muitas, é como um tiro no escuro, pode dar certo, mas pode dar muito errado também. É próprio do ser humano ter dificuldades com mudanças, principalmente àquelas que causam alterações drásticas em suas vidas. Isso não pode ser transmitido para empresa. Mudanças essências do tipo “quebra de paradigmas” devem ser rotineiras e incentivadas, em um ambiente de constante exploração. Outro ponto que me parece interessante é a relação da empresa com o funcionário. Mais especificamente, os treinamentos. As empresas deveriam dar treinamentos para que seus funcionários pensem mais criticamente, consigam identificar problemas e elaborar soluções criativas, saindo continuamente da sua “zona de conforto”. A inovação deve ser pensada em algo para as pessoas, com as pessoas e pelas pessoas. Portanto, tudo que melhore, não só para o cliente, mas para o funcionário, deve ser incentivado, o que acaba refletindo no cliente final. Se o funcionário começa a observar mais o mundo (dentro e fora da empresa), tendo uma visão mais crítica e construtiva, esse é o ponto inicial para que o processo inovador comece. Assim esse funcionário conversa com o outro e faz um “mini brainstorming”, deixando o outro funcionário também estimulado e criando uma cadeia. Ter idéias e vê-las sendo implantadas, assim como ver que suas idéias estão sendo ouvidas e estimuladas faz com que o funcionário trabalhe melhor, mais animado, envolvido e motivado, e consequentemente mais produtivo. Isso é refletido para o ambiente familiar, melhorando a vida dele como um todo. A homogeneidade da equipe também pode ser levada em consideração. Para um processo inovador melhor elaborado, uma equipe heterogenia pode ser a solução. Pessoas com especialidades e visões diferentes agregarão muito mais, resultando num conceito pensado de diversas maneiras e em uma idéia inovadora melhor trabalhada. O que as empresas precisam entender é que, para ter inovação de alto impacto, é necessário aceitar o erro. Historicamente as maiores inovações passaram por um longo “período de erros” antes dos acertos. Se as empresas não conseguirem aceitar isso, contornar a situação e transformar o erro em acerto, ou em um aprendizado consistente, essa empresa ainda não está apta para esse tipo de proposta.


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Re: Cultura Inovadora de Alto Impacto

Com certeza é muito difícil implantar uma cultura de inovação de alto impacto. As empresas tem partes sólidas e serviços já consolidados. Mudar, para muitas, é como um tiro no escuro, pode dar certo, mas pode dar muito errado também.

É próprio do ser humano ter dificuldades com mudanças, principalmente àquelas que causam alterações drásticas em suas vidas. Isso não pode ser transmitido para empresa. Mudanças essências do tipo “quebra de paradigmas” devem ser rotineiras e incentivadas, em um ambiente de constante exploração.

Outro ponto que me parece interessante é a relação da empresa com o funcionário. Mais especificamente, os treinamentos. As empresas deveriam dar treinamentos para que seus funcionários pensem mais criticamente, consigam identificar problemas e elaborar soluções criativas, saindo continuamente da sua “zona de conforto”. A inovação deve ser pensada em algo para as pessoas, com as pessoas e pelas pessoas. Portanto, tudo que melhore, não só para o cliente, mas para o funcionário, deve ser incentivado, o que acaba refletindo no cliente final.

Se o funcionário começa a observar mais o mundo (dentro e fora da empresa), tendo uma visão mais crítica e construtiva, esse é o ponto inicial para que o processo inovador comece. Assim esse funcionário conversa com o outro e faz um “mini brainstorming”, deixando o outro funcionário também estimulado e criando uma cadeia. Ter idéias e vê-las sendo implantadas, assim como ver que suas idéias estão sendo ouvidas e estimuladas faz com que o funcionário trabalhe melhor, mais animado, envolvido e motivado, e consequentemente mais produtivo. Isso é refletido para o ambiente familiar, melhorando a vida dele como um todo.

A homogeneidade da equipe também pode ser levada em consideração. Para um processo inovador melhor elaborado, uma equipe heterogenia pode ser a solução. Pessoas com especialidades e visões diferentes agregarão muito mais, resultando num conceito pensado de diversas maneiras e em uma idéia inovadora melhor trabalhada.

O que as empresas precisam entender é que, para ter inovação de alto impacto, é necessário aceitar o erro. Historicamente as maiores inovações passaram por um longo “período de erros” antes dos acertos. Se as empresas não conseguirem aceitar isso, contornar a situação e transformar o erro em acerto, ou em um aprendizado consistente, essa empresa ainda não está apta para esse tipo de proposta.
em 21/7/2011 15:52

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