Uma das (tantas) boas discussões em torno da implementação de sucesso de iniciativas 2.0 dentro das organizações que
tenho acompanhado em blogs, listas, twitters e etc (afinal, estamos em um mundo 2.0) diz respeito ao nível adequado
de controle versus anarquia a ser adotado para apoiar e estimular o uso de tais ferramentas. Devemos encarar como
metodologias de gestão de projeto, com tarefas, prazos e controles muito bem definidos? Ou vale mais uma abordagem
menos controladora e mais aberta, com alguns processos de triagem para "resgatar" boas ideias e insights? Por onde
ir?
Bem, antes de mais nada, esta discussão tem relação bastante próxima com outro ponto importante: a governança, seja
ela de portais ou de iniciativas 2.0. Neste caso, governança pode (e deve) ser entendida como a definição de papéis,
responsabilidades, processos e políticas para a gestão de um ambiente web. É isso mesmo. Mas não é só isso. A
governança também precisa ser vista como algo intimamente ligada a iniciativas de gestão de mudança.
A simples definição de regras, papéis e fluxos não garante a adoção dos mesmos. Pelo contrário, pode inclusive
inibir o uso efetivo do ambiente: são tantas regras e processos e barreiras que muitas vezes é mais fácil deixar de
lado e continuar trabalhando do jeito antigo (seja por email, telefone, pombo correio, etc). Isso acontece em boa
parte das vezes porque a governança não é encarada de forma evolutiva. Precisa haver uma constante revisão da
governança para que ela esteja adequada ao estágio de evolução da cultura digital da organização. Ou seja:
governança conectada a gestão de mudanças. Aí a questão da anarquia versus controle deixa de ser mera questão de
estilo de gestão.