Não sei se concordam, mas para mim as redes sociais têm duas realidades bem distintas no Brasil: a dos usuários, principalmente, da geração Y, e a dos negócios. A dos usuários, como dizem os entusiastas da rede: está “bombando”. Toda semana leio uma estatística nova sobre como os brasileiros estão utilizando cada vez mais as redes sociais, como certos assuntos espalharam viralmente, como indivíduos conseguem ser ouvidos pelas grandes corporações, e assim por diante.
Várias empresas, por sua vez, estão monitorando o que é dito sobre as mesmas nas redes sociais; algumas agindo muito rapidamente para evitar prejuízos a imagem corporativa, enquanto outras até usam as redes sociais para divulgar algumas campanhas desenvolvidas nas mídias tradicionais.
Parece algo enorme, certo? Errado. “Follow the Money”.
Os valores gastos em projetos relacionados às mídias sociais pelas grandes corporações brasileiras são ínfimos. Comparado ao que se observa e se acompanha sobre as redes sociais em outros mercados mais desenvolvidos, praticamente nada de muito relevante tem sido feito em “terras brasilis”. As grandes corporações e as agências “pay lip service” para os serviços relacionados às mídias sociais. Há exceções? Sim, mas podemos contar nos dedos de uma única mão.
Outra perspectiva é o uso e acesso às redes sociais dentro das grandes empresas. Como consultor conheço de perto a realidade de dezenas de grandes empresas. O uso interno, com raríssimas exceções, é altamente limitado. Com exceção de alguns blogs e wikis corporativos, o uso é limitadíssimo. Boa parte das empresas de fato proíbem o acesso a qualquer tipo de rede social externa.
Por que esta realidade corporativa quase nunca aparece na grande mídia? As redes sociais estão mesmo “bombando” no Brasil?
Twitter:@claudioterra