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A computação na nuvem: Cada vez mais próxima

13
out
2011

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Na semana passada aconteceu na Califórnia, EUA, o maior evento sobre a tecnologia SharePoint no mundo. Ao lado do Mickey, Pato Donald e outros personagens Disney, mais de 7500 pessoas estiveram lá para interagir e ouvir as experiências uns dos outros, e também participar nas mais de 240 palestras apresentadas de diversos assuntos. O evento em si foi muito bom, e teve a participação de mais de 60 brasileiros. Não é um número pequeno. Em 2009, na versão anterior do SharePoint Conference, éramos cerca de 20. Isso é reflexo de uma economia crescente e também mostra que o SharePoint está cada vez mais se consolidando como uma ferramenta excepcional para facilitar a colaboração e comunicação nas empresas aqui no Brasil.

Eu, particularmente, estive em busca dos assuntos quentes no mundo, e que nossos clientes no Brasil poderiam adotar, gerando assim valor para suas empresas. Posso dizer que, ao contrário do que se via há alguns anos, nossas inovações tecnológicas são equiparáveis àquelas apresentadas. Temos construído modelos interessantes na TerraForum para facilitar a comunicação corporativa, construir redes sociais, implantar taxonomias corporativas. Em conversas que tive com empresas do mundo inteiro, temos servido de exemplo.
 
Mas pensando em futuro e analisando o que temos a fazer e evoluir, percebi oportunidades que ainda são pouco exploradas no Brasil. Uma destas é a computação na nuvem. Em diversos países, as empresas estão colocando este assunto na agenda executiva, e tomando algumas decisões importantes. Duas ferramentas que estão na agenda da Microsoft para serem utilizadas no Brasil a partir dos próximos dias são Azure e Office 365. São tecnologias bastante conhecidas do mercado. Afinal, quem sabe o que é o SQL Server, SharePoint, Windows Server, agora já pensa em utilizar estas mesmas tecnologias sem a complexidade da instalação e manutenção. Ou seja, na nuvem.
 
É fato que a maior preocupação das empresas não está em utilizar ou não recursos da nuvem, mas sim garantir que estes estejam realmente seguros e disponíveis. Estes foram tópicos bastante abordados durante a Conferência. O que se pode fazer com o SharePoint (Office 365) e com o Azure é realmente impressionante, principalmente com o uso de modelos híbridos, onde se tem serviços que estão publicados na nuvem, mas também serviços (que contém informações críticas) instalados dentro da empresa. Isso é possível com a combinação destas tecnologias.
 
Acredito que a combinação de serviços na nuvem e serviços localizados em ambientes restritos possa dar às empresas um poder maior a um custo mais baixo. O uso da núvem evita a preocupação com aspectos típicos de infraestrutura, como cópias de segurança, monitoramento da disponibilidade de recursos, e outros, o que facilita a vida dos executivos de TI e diminui a necessidade de pessoal técnico. E, o mais importante, entregando às áreas de negócio um serviço de primeira linha, que irá ajuda-las a se tornarem mais produtivas e lucrativas.

Texto redigido por:
Rodrigo Domingues
@rodrigodom

Revolução digital: Can we think really big?

12
out
2011

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Embora trabalhe com a Internet desde o seu início parece que entramos, de fato, em um novo ciclo revolucionário. Em geral sou avesso a promover mais buzz que o que já existe naturalmente quando o assunto é Internet, mas me rendi ao especial da revista “The Economist – Beyond the PC”, da edição 8 de outubro de 2011.

 

A questão são os números extraordinários ali empilhados em vários argumentos sobre a revolução digital em curso. Vejamos os mais importantes:

 

  • 1 bilhão de PCs em uso em 2008
  • 20 bilhões de PCs, smartphones e tablets em uso em 2020
  • 90% das pessoas já tem acesso à banda larga no Japão (no Brasil é menos de 10%)
  • 8 milhões de pessoas compraram no final do ano 2010, em menos de 60 dias, o Kinect, um aparelho que permite controlar o Xbox da Microsoft apenas com o movimento do corpo
  • 1 Gigabyte de memória custava US$ 200.000 em 1980
  • 1.024 Gigabytes (1 Terabyte) custa atualmente apenas US$ 100
  • 400.000 pessoas trabalham em uma única fábrica da Foxconn na China (eles produzem e montam equipamentos para várias marcas, inclusive Apple)
  • 1 bilhão de TVs terão acesso direto à Internet em 2016
  • 1 Gigabit por segundo: é a velocidade que cada casa deverá ter na Coréia nos próximos anos
  • 150 empresas de telefonia, em 60 países, já estão testando ou implementando redes celulares 4G
  • 800 milhões de usuários de facebook
  • 415 mil aplicativos (apps) na Apple Store
  • 240 mil aplicativos no Android Market
  • 49 bilhões de downloads de apps até o momento
  • 170 milhões de usuários ativos de Skype todos os meses

Somem-se a estes números, buzz words, aplicações e tendências tão fascinantes como:

 

  • Consumerização da TI
  • Cloud
  • Wifi
  • Bluetooth
  • 3G, 4G
  • Redes sociais corporativas
  • PC é pessoal; Mobile é íntimo
  • GPS em tudo
  • In-car-systems
  • Product social networks – relacionamento entre coisas e pessoas
  • Ubicomp – ubiquitous computing
  • Wearable computing – roupas com chips conectados
  • e-health; mobile health
  • Augmented reality
  • Mobile payment

Interessante que no meio da crise financeira mundial tanta inovação e revolução estão acontecendo e provavelmente mudando consideravelmente o mundo que conhecemos e os hábitos e perspectivas – principalmente das novas gerações que já nascem com tudo isso.

 

Será que nossa fase de calmaria, sustentada por recursos finitos como minério, petróleo, soja e algumas outras grandes commodities não é o prenúncio de tempos mais difíceis no futuro? Será possível, em um país das dimensões do Brasil, não participarmos ativamente das grandes inovações e mudanças de patamar tecnológico que ocorrem principalmente nos EUA, Europa e alguns países asiáticos?

 

Estamos condenados a sermos meros consumidores e usuários de tecnologias desenvolvidas em outros países? Será que não está na hora de pensar realmente grande?

 

Claudio Terra

@claudioterra

M-commerce: a nova onda de inovação no Brasil?

14
set
2011

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O Brasil estará entre os países onde o m-commerce estará decolando em grande escala nos próximos anos? Com mais de 200 milhões de celulares, isto pode significar um dos maiores mercados mundiais no qual os telefones celulares passam a ser utilizados corriqueiramente para realizar pagamentos de serviços de toda ordem.

 

Quais são as forças para que isso aconteça? Rápido crescimento da penetração dos celulares com tecnologias compatíveis, nova oferta de serviços e melhoria da estrutura de rede móvel 3G. Além disso, temos um sistema financeiro muito sofisticado e interligado.

 

Barreiras tecnológicas? Algumas, mas nada de outro mundo.

 

Qual o desafio? Inovação no modelo de negócio. Esta é a essência de modelos disruptivos de inovação no qual se mudam rapidamente os players, a forma como a receita da venda é distribuída entre os atores (atuais e novos) da cadeia de valor, a forma como este serviço é integrado a outros (ex: junto com a conta de celular – que ninguém entende! Rs, rs!), desenvolvimento de novas marcas, explicação do conceito para segmentos bem específicos da população, etc.

 

É por estas e algumas outras razões que trazemos Steve Wunker ao Brasil. Ele traz forte conceituação e experiência sobre como grandes empresas podem entrar e vencer em negócios e mercados emergentes ou totalmente novos, combinando novas tecnologias, novos serviços e novas propostas de valor.

 

Confira em: http://www.terraforum.com.br/workshop/default.htm

 

Twitter: @claudioterra

 

Dispositivos Móveis: Que tal uma alternativa para as Application Stores?

07
set
2011

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Com a atual onda de crescimento do uso dos dispositivos móveis, dissemina-se também a popularidade das "App Stores". Por um lado, as lojas de aplicativos oferecem literalmente milhares de possibilidades para expansão das funcionalidades originais dos aparelhos móveis. Por outro lado, os smartphones se tornam mais atrativos à medida em que são agregadas novas possibilidades de uso, o que realimenta a tendência de crescimento.

O modelo de Application Stores acopladas aos dispositivos móveis é bem assimilado pelos consumidores: basta localizar e adquirir o aplicativo desejado (a preços razoáveis ou mesmo gratuitamente) e instalá-lo. Há dezenas de lojas de aplicativos atualmente em operação, que são dedicadas às diversas plataformas disponíveis, como iOS (Apple), Android, Blackberry e Windows Phone 7.

Entretanto, mesmo se tratando de um modelo bastante conveniente, considero que as lojas de aplicativos apresentam algumas questões. Primeiramente, os aplicativos desenvolvidos para dispositivos móveis são vinculados a plataformas específicas, o que obriga os criadores dos softwares a manterem equipes dedicadas a cada uma delas, e a conduzirem projetos de forma independente para cada plataforma. Visto pelo lado dos usuários, será que a instalação de um aplicativo completo é realmente necessária, mesmo em casos em que simples acessos e exibições de dados são realizadas, por exemplo?

A situação existente hoje, em que se favorece a instalação de aplicativos diretamente nos dispositivos móveis, se assemelha à situação vivida nos anos 90: naquela época, o surgimento da "web" e dos navegadores fez com que a maioria das aplicações fosse transferida dos computadores pessoais para os servidores. Além da eliminação da necessidade de instalação, outras vantagens, como a facilidade da disseminação de versões atualizadas, foram obtidas. Nos tempos atuais, a transferência dos aplicativos instalados diretamente nos dispositivos móveis pelo acesso direto aos servidores também oferece vantagens. Em particular, permite que uma única versão do aplicativo seja executada em plataformas distintas, como o iOS, Android, e outras.

O uso do HTML5 permite a substituição de aplicativos específicos, que requerem instalação, por aplicativos "genéricos", e está presente em todos os dispositivos móveis. De forma nativa, o HTML5 provê recursos de video, trabalho off-line, gráficos, animações e até geolocalização. Por que não adotar uma plataforma que permita a reutilização de esforços de desenvolvimento, e que seja baseada em técnicas bem conhecidas de programação, como é o caso do HTML, CSS ou javascript?

Assim, se seu novo aplicativo não possuir requisitos sofisticados, como uso de sensores, multiprocessamento, etc, possívelmente ele será um candidato á implantação via HTML5. E portanto terá menores custos de desenvolvimento (para uso universal) e estará pronto em menos tempo.

Faz sentido?

Em tempo, temos a notícia de que a próxima versão do Windows, o Windows 8, deverá incorporar o acesso a uma Application Store própria. Seguindo a tendência já adotada pela Mac App Store, que é dedicada ao Mac OS X. Qual a tendência, afinal?

Tecnologia pela Tecnologia, não... mas sim para Melhorar

02
out
2010

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Difícil imaginar nos dias atuais uma pessoa desenvolver suas atividades sem o qualquer uso das atuais tecnologias disponíveis.

Para citar um simples exemplo, vamos considerar o aparelho de celular...

Alguém consegue imaginar viver sem um celular?

É possível para imaginar que apenas cerca de 10 anos atrás, muitos de nós conseguíamos viver sem ele, e ainda assim fazíamos nossas atividades e assumíamos responsabilidades com sucesso.

Hoje não, qualquer fato é motivo para usarmos o famigerado aparelho...

Criamos dependência...

Em qualquer lugar e ou situação... usamos...

O que é resultado da verdadeira invasão desta tecnologia em nossas vidas.

Invasão aceita e motivada pelos interesses presentes em cada um de nós de se manter atualizado.

Sim, pois abusamos desta pretensa necessidade...

Ou não é verdade que existem muitas pessoas que possuem dois ou mais celulares...?

A inclusão da tecnologia em nossa vida deve estar alinhada necessariamente com os ganhos e perdas que teremos com a adoção da mesma.

Será que o benefício de estarmos sempre "conectáveis" é mais relevante que a invasão de privacidade propiciada pelo uso desenfreado destas tecnologias?

A tecnologia pela tecnologia não faz sentido.

Em nossas atividades profissionais mais ainda... aliás muito mais...

O uso de novas tecnologias em qualquer empresa deve estar alinhado com os resultados que serão proporcionados pelas mesmas.

Associar a necessidade de uso de tecnologias como justificativa para aumentar a qualidade também é um equívoco.

Aliás, a tecnologia é apenas um meio, e deve ser sempre usada como apoio para que os resultados sejam melhorados.

Diante disso, não devemos nos "punir" por não estarmos, supostamente, antenados e sim atentos em identificar o uso de tecnologias que melhorem a forma pela qual desenvolvemos nossas atividades...

A partir desta abordagem, é possível considerar, o óbvio, que o mais importante é alcançar os resultados planejados, da maneira mais eficiente e com o uso dos recursos mais adequados.

Gestão do Conhecimento ajuda a Gestão de Projetos

26
set
2010

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Conduzir uma boa gestão de projetos esbarra em um ponto crucial: estimar a duração das atividades com relativa certeza. Os projetos consistentemente atrasam, não importando se empregam todas as técnicas prescritas no PMBOK e outras fontes.
 
Vamos só recapitular algumas das ferramentas e técnicas recomendadas para estimar a duração das atividades de um projeto:
a) Opinião de especialistas
b) Analogias
c) Parâmetros (p.ex., dados publicados para realizar tarefas)
d) Três pontos (otimista, pessimista e possibilidade)
e) Contingências
 
Talvez o grande problema seja o grau de otimismo e de experiência prévia  que os estimadores embutem nos cronogramas. Além disso, os estimadores quase sempre fazem o cronograma para si mesmos - e não realizam as diferenças de produtividade dos membros da equipe ou levam em consideração os projetos concorrentes pelos recursos.
 
GC permite que a Gestão de Projetos estime melhor os prazos, desde que os gestores dos projetos apliquem os métodos e as ferramentas ao seu alcance. Um exemplo para lá de conhecido, mas pouco empregado no dia a dia, consiste em conduzir uma reunião de planejamento com a equipe e com outros gestores de projetos. Essa reunião ajuda a identificar prazos impossíveis de serem alcançados, recursos que levantam a mão e pedem ajuda para executar certas tarefas, perceber diferenças de prazos de até uma ordem de magnitude conforme o grau de maturidade do executor. A experiência prévia (a tal da "opinião de especialistas") aparece com bastante força nesse ambiente e é normalmente adotada pelo grupo de planejamento.
 
Ao terminar um projeto, poucas vezes uma sessão completa de "lições aprendidas" é conduzida pela equipe por se confundir com a tradicional "caça às bruxas" e "condenação dos acusados". Uma sessão bem mediada de lições aprendidas de um projeto pode salvar todos os projetos subsequentes em termos de prazos e de caminhos alternativos para alcançar os prazos prometidos. Em TI, principalmente, o desenvolvimento e posterior empacotamento de soluções são atitudes contidas no processo de GC que devem ser consistentemente exigidas pelos gestores de projeto. A criação - e inovação - são multiplicadas pelas equipes.
 
Este não é um assunto novo: GC é um grande facilitador para os gestores de projetos, mas pouco empregada ainda. As ferramentas são simples e de rápida implementação, assim como de grande resultado e repercussão. Qual projeto que atrasou recentemente que não passou ao fim por uma sessão séria de lições aprendidas? E as lições, foram documentadas para emprego posterior?
 
@acbrito64

TICs e o Aprendizado Individual e Organizacional

29
ago
2010

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Gestão do Conhecimento como disciplina e prática de gestão estruturada sugiu mais ou menos em paralelo com o uso da Internet no contexto corporativo. Isto não quer dizer o uso intensivo da tecnologia da informação e comunicação sejam sinônimos da Gestão do Conhecimento. Longe disso. Contudo, não há como negar que as organizações são geridas de forma muito distinta hoje do que há 15 anos quando a Internet dava seus primeiros passos no mundo corporativo. É muito mais rápida e eficiente a comunicação corporativa e, principalmente, o trabalho colaborativo síncrono e assíncrono com pessoas separadas geograficamente.

Confiança, no entanto, continua sendo o ingrediente fundamental. Neste sentido e no contexto digital é muito interessante notar as diferenças entre gerações. É muito evidente que as gerações mais jovens tendem a desenvolver relações de confiança com pessoas com as quais pouco ou nenhum contato direto pessoal elas detinham previamente. Esta é uma mudança de comportamente que merece muita atenção no contexto corporativo, porque é muito óbvio e trivial compartilhar conhecimento e experiências de forma genuina com pessoas com as quais interagimos de forma recorrente no nosso dia a dia. Outro caso são pessoas que raramente encontramos. Esta mudança de escala é um dos fatores e desafios fundamentais da produção, colaboração e compartilhamento de conhecimento no contexto organizacional.

Algumas pesquisas da neurociência já mostram, por sua vez, que as crianças que usam muito computadores e jogos eletrônicos desenvolvem partes diferentes do cérebro e forma de aprender intuitiva com os ambientes digitais. Não seria espantoso, ademais, se algumas medidas simples de comparação de velocidade também fossem realizadas. Tenho a impressão que tudo é feito de maneira muito mais rápida hoje. Uma comparação até meio trivial é interessante: no passado, apenas alguns profissionais eram ágeis na datilografia, hoje um grande contigente de pessoas não apenas acessam informação de múltiplos canais ao mesmo tempo, como são capazes de digitar informação e distribui-la em larga escala e tempo real dentro e fora das organizações. Para isso, basta ter acesso e dominar ferramentas muito simples de produção e compartilhamento de informação e conhecimento, como blogs, wikis e vídeos digitais.

Voltando ao início deste post reforçamos que Gestão do Conhecimento (GC) e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são longe de serem sinônimos, mas ignorar os impactos das novas tecnologias na forma como aprendemos como indivíduos e como membros de uma organização caracteriza-se também como uma miopía inaceitável. E estamos apenas no começo desta revolução. Como será o aprendizado individual e organizacional daqui uma geração? É hora de ter coragem e rever profundamento modelos de ensino nas Escolas e modelos de Gestão nas empresas.

 

Twitter: @claudioterra

 

Outlook Social Connector: Cuidado com quem você é na web

12
ago
2010

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Esse jargão já esta velho, eu sei, mas a coisa é séria mesmo.
Agora, ao enviar um e-mail, além de se preocupar com erros gramaticais, postura adotada, ou mesmo próprio conteúdo do e-mail, agora o usuário também precisa se preocupar com um aplicativo chamado Outlook Social Connector da Microsoft. Eu, particularmente, achei a novidade super interessante.
 
Mas afinal, o que é esse Outlook Social Connector?
 
Trata-se de um add-on para o Outlook 2010 , que é uma espécie de integrador de Redes Sociais, localizado no seu leitor de e-mails, em que o usuário recebe um e-mail – seja de um cliente ou fornecedor, por exemplo – e neste mesmo e-mail o usuário já recebe um aviso (tipo RSS) do que esta pessoa anda falando pelo Facebook, MSN, Linkedin, e demais redes sociais e tambem em sua intranet/extranet baseada no SharePoint.
 
E é aí que surge a preocupação de prestar mais atenção com nossa postura na web, para os casos em que seu e-mail de trabalho é o mesmo utilizado para seu login das Redes Sociais. Talvez tenha chegado a hora de pensar melhor nessa questão.
 
Eu mesmo já vi casos em que uma pessoa envia um e-mail, todo formal e profissional, mas que tem essa imagem séria quebrada porque no Facebook sua última mensagem vinculada é : “Tomei todas ontem, estou na maior ressaca.”
 
Evidente que as Redes Sociais são isso mesmo: um espaço para o executivo, o funcionário, o cliente e o fornecedor se socializarem. É um espaço para estes usuários falarem o que pensam e o que sentem. Mas lembre-se sempre que do outro lado pode ter o seu chefe ou ainda, um cliente em potencial.
 
 
Texto por André Paumgartten,Carol Merten e Gabriella Nobre (que utilizam o Outlook Social Connector)
;)

SharePoint e e-Learning - Você sabe o que é AVA?  

02
ago
2010

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AVA, ou Ambiente Virtual de Aprendizagem, são softwares que possibilitam a montagem de cursos que sejam acessíveis pela internet.  O e-learning – propriamente dito - é um formato de educação a distancia, com suporte na internet, mais usado pelas empresas para treinamentos de suas equipes e seleção de funcionários. Seu diferencial em relação aos diversos AVA’s  é que seu foco consiste em organizar e disponibilizar materiais didáticos, ou seja, não deixa de ser um repositório de documentos.

 

O SharePoint, por ser uma plataforma pensada para colaboração, é uma excelente opção para disponibilizar um material de qualidade de forma leve e de fácil acesso. O SharePoint permite que o material seja discutido de forma organizada, e que os documentos de estudo sejam editados por cada um dos envolvidos. O SharePoint permite, portanto, total interação, participação e colaboração.

 

Veja abaixo os benefícios do SharePoint para os processos de e-learning:

Acesso controlado e Organização

O SharePoint permite que os alunos personalizem seus ambientes de aprendizagem e organizem seus materiais da maneira mais adequada as suas necessidades. Em sua forma mais básica, permite estruturar cursos e módulos de aprendizagem para que estes possam, fácil e eficientemente, ser entregues e acessados pelas equipes.

Disseminação de Informação

 

Possibilita compartilhar materiais de aprendizagem, que pode ser em forma de materiais didáticos, incluindo notas, apostilas e leituras de fundo. Permite a integração de mídia rica, como vídeos e podcasts, assim como a capacidade de criar e inserir o conteúdo totalmente interativo.

 

Ferramentas de Comunicação

O SharePoint facilita a comunicação entre equipes, instrutor e aluno, etc. Essa comunicação é o apoio a realização dos cursos e organização na elaboração de material didático. Este é o lugar onde calendários e calendários online mostram as principais etapas e eventos no âmbito do curso (prazos para apresentação, por exemplo).

Ferramentas de colaboração

A grande vantagem do SharePoint são as diversas ferramentas disponíveis para colaboração, controle de documentos, e etc. Os instrutores e alunos podem compartilhar e mover os documentos dentro dos módulos de aprendizagem. Na última versão do SharePoint 2010, melhorou ainda mais seus recursos de colaboração em documentos armazenados na web, porque permitem aos alunos trabalharem simultaneamente em qualquer lugar que estejam, sem necessidade de software Office em seus computadores, abrindo e editando esses documentos diretamente no navegador.

Instrumentos de avaliação

Este recurso é o que mais se associa com um AVA. Instrutores devem ser capazes de criar pacotes que são compatíveis com SCORM usando as ferramentas de autoria e enviá-los automaticamente para os alunos, individualmente ou em grupos. O recurso de aprendizagem, muitas vezes contêm unidades de aprendizagem que podem incluir questionários e testes.

Analítica

Formas de análise completa as características comuns de um AVA , pois permitem que os instrutores e administradores analisem informações sobre os alunos, os acessos aos cursos, a frequência e ainda de que forma utilizaram os recursos disponíveis. Em alguns casos, também é possível uma análise granular sobre quais as partes do curso foram mais e menos utilizados, que podem apoiar a reflexão sobre a eficácia de diferentes recursos de aprendizagem.

 

André Paumgartten e Gabriella Nobre

Web 2.0, mobile e o plano de dominação do mundo. De novo.

30
jul
2010

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Nesta semana lançamos o estudo elaborado pela TerraForum enfocando o uso da Web 2.0 pelas Instituições Financeiras para a geração de valor. O estudo foi a base de um artigo para a revista Exame e está repercutindo favoravelmente em vários dos protagonistas do setor financeiro.
 
Por uma questão seletividade natural, as conversas e os assuntos que atraíram minha atenção nesta semana tinham alguma relação com plataformas de TI para bancos, mobilidade e os famigerados business cases utópicos dos primórdios da internet.
 
O hebdomadário The Economist publicou excelente reportagem em sua seção de negócios sobre a dificuldade dos bancos comerciais de padronizarem suas plataformas e sistemas de missão crítica . Existe um pavor dos sistemas pararem de funcionar e deixar os milhões de clientes sem informação ou sem poderem executar suas transações. Comenta que um banco na Inglaterra lançará na próxima semana uma plataforma integrada que permitirá a abertura da conta, a emissão do talonário e dos cartões de débito e crédito em 15 minutos - pela simples concentração em um único lugar de todos os dados do correntista. Talvez aqui encontremos um valor para o correntista e para a estrutura de cadastro do banco: chega de duplicações e replicações de cadastros, documentos físicos e riscos.
 
Essa matéria liga, por sua vez, com os comentários que obtive ao lançar o estudo sobre Finanças 2.0 nos grupos do LinkedIn sobre o artigo em si e uma hipótese sobre o potencial do mercado móvel (telefonia 3G, iPhones, BlackBerrys, e SMS em um caso geral). Do meu ponto de vista, as aplicações para os telefones móveis pouco diferem em termos de negócios daquelas feitas para computadores ou notebooks ligados à internet. Tem um aspecto de conveniência, mas não um novo modelo de negócios em Finanças 2.0.
 
Por último, toda a conversa de mobile lembrou-me, em conversa com um grande amigo, dos planos de negócios mirabolantes que surgiram em 1997-1999: as floriculturas que valeriam R$ 1 bilhão, os organizadores de casamentos que valeriam R$ 2 bilhões e os nomes de sites que valeriam R$ 500 milhões. Há que se separar o canal do valor intrínseco - o "underlying value" - dos negócios. Afinal, qual é a margem esperada para uma floricultura, para um organizador de casamento e para um nome? Tanto faz ser uma loja de flores como um arranjador de ikebana online com mobile. O valor intrínseco pouco muda se não houver uma inovação em seu modelo de negócios.
 
Provavelmente voltarei a escrever sobre esses assuntos - aparentemente dispersos, mas ligados pelas plataformas tecnológicas, a ambição , o desejo de colaboração e a ansiedade do imediato. As respostas podem estar em consolidação de bancos de dados, ubiquidade e inovação em modelos de negócios: novos modelos mentais adaptados para a cultura que se instala gradualmente no mundo e que mudará inexoravelmente como e QUANDO (e não somente como) faremos negócios.
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