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Engasgando com nossas histórias de inovação !!!

09
nov
2011

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Passei esta semana no MIT e Harvard, fazendo alguns cursos e conversando com alguns amigos destas universidades e consultores sobre inovação com base aqui em Boston. Quem já foi para Cambridge, onde ficam estas duas universidades, sabe que estou falando de uma pequena cidade dentro da grande Boston. É do tamanho digamos de um grande bairro da cidade de São Paulo ou Rio de Janeiro.

 

Abaixo algumas reflexões avassaladoras:

 

Poder das instituições de excelência: é incrível como apenas 2 universidades americanas Harvard e MIT têm uma produção científica de alto nível superior a todas as universidades brasileiras somadas! As duas sozinhas têm entre seus quadros dezenas de pessoas que ganharam prêmio Nobel e milhares de patentes.

 

Longo prazo e paciência: como verdadeiras potências de pesquisa vemos que nada é construído para ter resultado amanhã ou no próximo ano. Encontrei e conversei com pesquisadores que estão há 30 anos no mesmo campo de pesquisa.

 

Campus: diferentemente do Brasil, estas universidades não são delimitados por cercas, grades, etc. ficam inseridas na cidade, em um conjunto de prédios e alguns espaços de esporte. Interessantemente também é o fato de algumas empresas intensivas em pesquisa, como Novartis, construírem seus prédios ao lado, do outro lado da rua, da universidade.

 

Homenagem: interessante ver nestas universidades várias placas de homenagem a pessoas que saíram dali ou mesmo nem complementaram seus cursos para criar grandes empresas como Microsoft, Apple e Facebook. Não há nenhum preconceito, que eu vejo muitas vezes em universidades brasileiras, a pessoas que abandonam a vida acadêmica para gerar valor para a sociedade criando empresas espetaculares

 

Contribuição: A visão institucional e de contribuição para a ciência, humanidade e para o desenvolvimento econômico são motivadores de alto nível. É como se aqui eu visse o último estágio da pirâmide de Maslow na prática.

 

Bom, tem isso e muito mais...

 

Evidentemente também me perguntam sobre o Brasil e daí faço um enorme esforço para destacar nossos progressos nos últimos 20 anos, citar nossas universidades e empresas inovadoras em nível mundial.

 

Diferentemente do ufanismo ridículo de políticos que não sabem diferenciar o fato da nossa relativa bonança econômica e financeira dos últimos anos fortemente influenciada pelas compras chinesas de nossas commodities e dos investimentos em petróleo, sei da situação trágica de nossa educação, do pouco incentivo à meritocracia em nossas universidades, das teses de mestrado e doutorado que são aprovadas, mas não passariam em exames de graduação em universidade de primeira linha no mundo.

 

A quantidade até que evoluiu muito nos últimos anos, mas e a qualidade?

 

São Paulo é legal, tem bons restaurantes, excelentes shoppings, até uma universidade razoável, etc...mas temos algo no Brasil minimamente próximo a centros de excelência mundial em pesquisa e inovação?

 

Isto é aceitável para uma das maiores cidades do mundo?

 

Claudio Terra

@claudioterra

Aprendendo com as redes sociais - E ainda tem gente que questiona..

12
set
2011

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Este final de semana tive algumas experiências que me fizeram refletir sobre como esta nova geração vai chegar muito, mas muito mais longe que a minha (para quem quer saber...fiquei feliz quando meu pai comprou nosso primeira TV colorida!).
 
Primeiro caso: fazendo lição de casa com meu filho. Pesquisar do que é feito e origem de coisas tão simples como azeite, chocolate, hot-dog, etc.
 
Querem saber? Aprendi e me diverti muito com ele navegando pela wikipedia, yahoo Answers, youtube e outros sites afins.
 
Segundo caso: amigo em casa vendo que meus filhos gostam de lego falou que o filho dele - mais velho - também adorava lego e mais ainda fazia - filmes & animação com legos - tipo "stop and motion".
 
E daí puxou um iphone para mostrar animações do filho dele. Daí eu perguntei. Aprendeu na escola? Não. Foi no youtube. Assistiu a um filme sobre como fazer animações. Daí pegou uma câmera e fez.
 
Eu não sei quanto a vocês, mas quando me lembro da minha infância me lembro que lição de casa era algo muito mais chato. Também me lembro que era muito mais difícil aprender qualquer coisa além do que meus professores, pais ou familiares mais diretos pudessem me ensinar.
 
Antes que alguém diga qq coisa: sim, também fomos andar de bicicleta e na piscina, e no parque, etc.
 
Esta moçada vem com tudo! Nossa sociedade, nossas empresas, nosso governo está preparado?
 
Sds
Terra
P.S. Espero que as manifestações anti-corrupção do 7 de setembro sejam um prenúncio dos novos caras pintadas!
 

A variável TEMPO na gestão empresarial

17
mai
2011

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Qualquer um que tem filhos sabe do que estou falando: não é fácil explicar porque é melhor fazer lição de casa do que ir brincar, jogar bola ou algum jogo eletrônico. A recompensa pela lição de casa parece algo muito distante enquanto os prazeres e as recompensas das alternativas são muito imediatos. Tornar a própria lição de casa algo que seja gostoso, que mexa com o orgulho e a vontade de fazer algo bem feito são caminhos a serem seguidos. Nem sempre, é verdade, com sucesso absoluto.

 

Esta pequena história e desafio do dia a dia de qualquer família que preza pelo futuro dos filhos também se aplicam rotineiramente no contexto das empresas. A variável “tempo” e a relação das pessoas com a mesma estão no ceio de muito importantes desafios do processo de gestão. Vejamos:

 

  • Por que investir no aprendizado e capacitação dos funcionários?
  • Por que investir em atividades de pesquisa e desenvolvimento?
  • Por que investir tempo com temas e oportunidades emergentes?
  • Por que investir na marca, na imagem e reputação da empresa?
  • Por que investir no relacionamento junto às comunidades do entorno?
  • Por que investir em um processo de gestão de stakeholders?
  • Por que investir na infraestrutura física e digital da organização?
  • Por que investir em um processo estruturado de inteligência competitiva?
  • Por que se envolver em coisas como redes sociais?
  • Por que evitar entrar em guerra de descontos?
  • Por que investir no processo de comunicação da organização?
  • Por que investir em ações que reforçam a cultura e valores da organização?
  • Por que fazer esforços tão grandes para documentar processos e boas práticas?
  • Por que se preocupar tanto com o meio-ambiente?
  • Por que evitar riscos financeiros se o ganho imediato parece tão atraente?
  • Por que investir tempo na carreira na empresa atual quando ofertas pipocam a todo instante?
  • Por que desenvolver competência profunda quando podemos aprender um pouco de cada coisa?
  • Por que investir tempo em entender relações sistêmicas quando posso simplesmente otimizar minha área?
  • Por que se preocupar com minha cadeia produtiva quando minha empresa está tão bem?
  • Por que investir em relacionamentos profundos quando posso ter centenas de “amigos” nas redes sociais?

 

A resposta a quase todas as perguntas acima envolve, em boa medida, expectativas ou apostas sobre retornos futuros incertos.

 

Há alguns anos li alguns textos sobre a relação de diversas culturas mundiais com a variável tempo e, em quase todos, o brasileiro aparecia entre aqueles mais imediatistas. A meu ver, as consequências desta nossa característica cultural podem ser nefastas para a criação de valor. Somem-se a isto taxas de juros elevadas e modelos de gestão, recompensa e gratificação ditados por ritmos cada vez mais intensos e períodos muito curtos e temos uma situação bem estabelecida.

 

Podemos dizer que as pessoas estão mais aceleradas, que tudo é muito mais rápido e acessível, que as oportunidades são maiores e com muito menos restrições geográficas do que em passado recente. Sem dúvida, novos comportamentos e usos da tecnologia de informação que oferecem um dinamismo muitíssimo interessante. Os efeitos “borboleta” das Teorias do Caos são muito mais evidentes também. Está tudo hyperconectado. Estamos hyperconectados. As decisões e os resultados precisam ser rápidos, etc. Ufa! Será?

 

Parece-me um novo mal do século: no afã de não ficar para trás no presente esquecem-se do futuro. Indivíduos, gestores e organizações se influenciam de forma sistêmica, em um círculo vicioso, como crianças que preferem a recompensa imediata versus as recompensas incertas do futuro.

 

E você que apostas está fazendo para o seu futuro? Qual seu horizonte de planejamento e investimento pessoal? Quais os trade-offs conscientes entre presente e futuro que está realizando neste momento? E as organizações que você conhece ou trabalha?

 

Twitter: @claudioterra

Aprendizado Acelerado?

14
jan
2011

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É interessantíssimo observar como há uma nova geração de profissionais plugados, funcionando num RPM muito mais acelerado do que quando comecei a trabalhar em meados da década de 80. Realmente os jovens profissionais estão melhor informados, mais preparados, mais ágeis e mais plugados no mundo.

 

É evidente também como uma parte significativa destes profissionais é impaciente, agitada, sempre procurando o próximo desafio. Isto também é bom. O que talvez não seja bom é o fato que noto em vários contextos organizacionais – principalmente o de serviços profissionais – como há uma visão muito superficial do que significa conhecer algo, dominar um assunto, uma metodologia.

 

Aprende-se, sem dúvida, muito mais rapidamente nos dias de hoje do que no passado. Jovens podem galgar posições muito altas em alguns mercados e setores econômicos em idades cada vez menores.

 

Contudo, há uma síndrome no Brasil, do aprendizado indolor. Dos jovens bem jovens aos jovens dos MBAs. Dá impressão que aprender e desenvolver know-how de ponta possa ser feito baixando apresentações do slideshare, navegando-se em alguns sites, vendo alguns vídeos no youtube ou assistando uma palestra/aula gostosa no cursinho, na faculdade ou na pós. É a cultura do prazer total. O conhecimento vem fácil. A mídia está aí. Basta absorver.

 

Ter informação é commodity. Ter conhecimento é o diferencial. Ter experiência profunda capaz de propiciar insight e evolução do próprio conhecimento é para poucos.

 

O que vocês acham?

 

Twitter: @claudioterra

 

Aprendizagem informal não é bagunça

27
set
2010

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Aprender na escola, na faculdade, na pós-graduação e também nos cursos e treinamentos oferecidos pela Universidade Corporativa isto eu entendo. É bem organizado, tem avaliação e eu consigo mostrar os resultados inclusive em forma de gráficos. Pois bem, meu salário está justificado.

 

Racionalidade pura. Certo? Não. Errado.

 

Talvez certo do ponto de justificativa da manutenção de empregos, de enquadramento dentro de uma lógica baseada na eficência, no operacional. Mas com certeza errado quando falamos de aprendizado individual e, principalmente, organizacional regenerativo, voltado para o conhecimento coletivo e para a criação de conhecimento voltados para inovação.

 

O aprendizado formal não vai desaparecer. Longe disso. Mas o informal será cada vez mais prevalente à medida que caminhamos para uma ubiquidade cada vez maior no acesso à informação, uso de redes sociais e foco em dinâmicas de trabalho e organicionais nas quais o conhecimento, e mais ainda, a capacidade de contribuição e aprendizado individual fica menos bloqueada em função de barreiras de status, hierárquicas e geográficas.

 

Que bom então! Isto significa que basta deixar a bagunça rolar solta que o aprendizado vai acontecer organicamente? A empresa ficará discutindo e debatendo de maneira infindável todos os assuntos por todos e assim o aprendizado vai acontecer?

 

Também não: parece contraditório, mas para o aprendizado extra-classe, extra-curso acontecer é preciso também muita organização e direcionamento. É preciso, entre outras coisas:

 

·         Organizar fluxos de informação e produção de conteúdos

·         Estimular e facilitar o uso de ferramentas colaborativas.

·      Intervir estrategicamente para colocar de forma regular em contato pessoas que não se conhecem ou raramente se encontram.

·         Prover um bom grau de liberdade para as pessoas aprenderem fora da organização

·      Criar um ambiente saudável e da alta confiança entre as pessoas e entre as pessoas e a organização

·      Formar e promover líderes aderentes a uma cultura onde são valorizadas à iniciativa, o aprendizado coletivo e colaboração contínua.

 

Ufa! Aprendizado informal eficaz é mais difícil que parece.

 

 

Twitter:@claudioterra

TICs e o Aprendizado Individual e Organizacional

29
ago
2010

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Gestão do Conhecimento como disciplina e prática de gestão estruturada sugiu mais ou menos em paralelo com o uso da Internet no contexto corporativo. Isto não quer dizer o uso intensivo da tecnologia da informação e comunicação sejam sinônimos da Gestão do Conhecimento. Longe disso. Contudo, não há como negar que as organizações são geridas de forma muito distinta hoje do que há 15 anos quando a Internet dava seus primeiros passos no mundo corporativo. É muito mais rápida e eficiente a comunicação corporativa e, principalmente, o trabalho colaborativo síncrono e assíncrono com pessoas separadas geograficamente.

Confiança, no entanto, continua sendo o ingrediente fundamental. Neste sentido e no contexto digital é muito interessante notar as diferenças entre gerações. É muito evidente que as gerações mais jovens tendem a desenvolver relações de confiança com pessoas com as quais pouco ou nenhum contato direto pessoal elas detinham previamente. Esta é uma mudança de comportamente que merece muita atenção no contexto corporativo, porque é muito óbvio e trivial compartilhar conhecimento e experiências de forma genuina com pessoas com as quais interagimos de forma recorrente no nosso dia a dia. Outro caso são pessoas que raramente encontramos. Esta mudança de escala é um dos fatores e desafios fundamentais da produção, colaboração e compartilhamento de conhecimento no contexto organizacional.

Algumas pesquisas da neurociência já mostram, por sua vez, que as crianças que usam muito computadores e jogos eletrônicos desenvolvem partes diferentes do cérebro e forma de aprender intuitiva com os ambientes digitais. Não seria espantoso, ademais, se algumas medidas simples de comparação de velocidade também fossem realizadas. Tenho a impressão que tudo é feito de maneira muito mais rápida hoje. Uma comparação até meio trivial é interessante: no passado, apenas alguns profissionais eram ágeis na datilografia, hoje um grande contigente de pessoas não apenas acessam informação de múltiplos canais ao mesmo tempo, como são capazes de digitar informação e distribui-la em larga escala e tempo real dentro e fora das organizações. Para isso, basta ter acesso e dominar ferramentas muito simples de produção e compartilhamento de informação e conhecimento, como blogs, wikis e vídeos digitais.

Voltando ao início deste post reforçamos que Gestão do Conhecimento (GC) e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são longe de serem sinônimos, mas ignorar os impactos das novas tecnologias na forma como aprendemos como indivíduos e como membros de uma organização caracteriza-se também como uma miopía inaceitável. E estamos apenas no começo desta revolução. Como será o aprendizado individual e organizacional daqui uma geração? É hora de ter coragem e rever profundamento modelos de ensino nas Escolas e modelos de Gestão nas empresas.

 

Twitter: @claudioterra

 

SharePoint e e-Learning - Você sabe o que é AVA?  

02
ago
2010

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AVA, ou Ambiente Virtual de Aprendizagem, são softwares que possibilitam a montagem de cursos que sejam acessíveis pela internet.  O e-learning – propriamente dito - é um formato de educação a distancia, com suporte na internet, mais usado pelas empresas para treinamentos de suas equipes e seleção de funcionários. Seu diferencial em relação aos diversos AVA’s  é que seu foco consiste em organizar e disponibilizar materiais didáticos, ou seja, não deixa de ser um repositório de documentos.

 

O SharePoint, por ser uma plataforma pensada para colaboração, é uma excelente opção para disponibilizar um material de qualidade de forma leve e de fácil acesso. O SharePoint permite que o material seja discutido de forma organizada, e que os documentos de estudo sejam editados por cada um dos envolvidos. O SharePoint permite, portanto, total interação, participação e colaboração.

 

Veja abaixo os benefícios do SharePoint para os processos de e-learning:

Acesso controlado e Organização

O SharePoint permite que os alunos personalizem seus ambientes de aprendizagem e organizem seus materiais da maneira mais adequada as suas necessidades. Em sua forma mais básica, permite estruturar cursos e módulos de aprendizagem para que estes possam, fácil e eficientemente, ser entregues e acessados pelas equipes.

Disseminação de Informação

 

Possibilita compartilhar materiais de aprendizagem, que pode ser em forma de materiais didáticos, incluindo notas, apostilas e leituras de fundo. Permite a integração de mídia rica, como vídeos e podcasts, assim como a capacidade de criar e inserir o conteúdo totalmente interativo.

 

Ferramentas de Comunicação

O SharePoint facilita a comunicação entre equipes, instrutor e aluno, etc. Essa comunicação é o apoio a realização dos cursos e organização na elaboração de material didático. Este é o lugar onde calendários e calendários online mostram as principais etapas e eventos no âmbito do curso (prazos para apresentação, por exemplo).

Ferramentas de colaboração

A grande vantagem do SharePoint são as diversas ferramentas disponíveis para colaboração, controle de documentos, e etc. Os instrutores e alunos podem compartilhar e mover os documentos dentro dos módulos de aprendizagem. Na última versão do SharePoint 2010, melhorou ainda mais seus recursos de colaboração em documentos armazenados na web, porque permitem aos alunos trabalharem simultaneamente em qualquer lugar que estejam, sem necessidade de software Office em seus computadores, abrindo e editando esses documentos diretamente no navegador.

Instrumentos de avaliação

Este recurso é o que mais se associa com um AVA. Instrutores devem ser capazes de criar pacotes que são compatíveis com SCORM usando as ferramentas de autoria e enviá-los automaticamente para os alunos, individualmente ou em grupos. O recurso de aprendizagem, muitas vezes contêm unidades de aprendizagem que podem incluir questionários e testes.

Analítica

Formas de análise completa as características comuns de um AVA , pois permitem que os instrutores e administradores analisem informações sobre os alunos, os acessos aos cursos, a frequência e ainda de que forma utilizaram os recursos disponíveis. Em alguns casos, também é possível uma análise granular sobre quais as partes do curso foram mais e menos utilizados, que podem apoiar a reflexão sobre a eficácia de diferentes recursos de aprendizagem.

 

André Paumgartten e Gabriella Nobre

Educação à Distância: novas ferramentas, velhos conceitos.

26
jul
2010

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O assunto educação à distância (EAD) não é algo tão novo assim. Há alguns anos, educadores, administradores de instituições de ensino, pesquisadores, alunos, entre outras pessoas vem discutindo o assunto. Uma das frentes deste tema que mais me chama a atenção é o desenvolvimento e utilização de ferramentas computacionais para fornecer o suporte necessário a EAD.

Ao longo dos últimos anos muita coisa foi proposta, desenvolvida e implantada. No entanto, todas as experiências que eu tive até hoje (sem citar o nome das ferramentas utilizadas) me deixaram um tanto decepcionado. Parece que todas as propostas de ferramentas desejam replicar o ambiente presencial usando os mesmos conceitos usados em "sala de aula", tais como: quadro negro, templates para aplicação de exercícios e provas. Isto parece um tanto quanto estranho para mim. Eu não sou nenhum especialista sobre o assunto, mas qual é a justificativa para replicar conceitos utilizados em salas de aula presenciais nas aulas à distância?

Isto fica mais estranho ainda quando percebemos que a governança dos ambientes de EAD seguem regras bem parecidas com a governança de salas de aula presenciais. Um exemplo é a manutenção do ambiente de EAD aos finais de semana. O que faz alguém pensar que aos finais de semana os alunos e professores não irão utilizar o ambiente de EAD? Outro exemplo é o fechamento da disciplina no final do semestre. Terminamos o semestre, o conteúdo foi ministrado e a turma finalizada: clássica abordagem presencial. Por que não deixar disponível o material utilizado, a rede de contatos e as referências para que os envolvidos em uma disciplina possam, na medida do possível, dar continuidade ao trabalho desenvolvido na disciplina?

Ao meu ver, novas ferramentas e velhos conceitos não são uma boa combinação e, infelizmente, é isso o que tem acontecido com a maioria das iniciativas de EAD que eu tenho visto.

"Apagão de engenheiros", a sequência

07
jun
2010

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Há poucas semanas, meu sócio Brito, escreveu aqui sobre o pouco número de engenheiros formados no Brasil. Neste final de semana eu li um artigo excelente na Folha de SP: "Um documentarista se dirige a cientistas", escrito por João Moreira Salles" (Ilustríssima, pag 4-5, 6 de junho de 2010).
 
O artigo é excelente pois além de destacar novamente os números pífios de engenheiros formados (Brasil = 47 mil, Rússia = 190 mil, Índia = 220 mil, China = 650 mil), ainda lança luz sobre uma discussão ainda mais profunda: a pouca valorização dos "intelectuais" das ciências exatas do Brasil. Cool no Brasil é trabalhar com moda, design, sociologia, literatura, etc.
 
Este texto me fez lembrar aquela propaganda da Intel que vangloria os engenheiros da empresa comparando-os ao rock stars. 
 
Trazendo também para a discussão a questão do conflito de gerações é fundamental lembrar que para ser engenheiro e um bom engenheiro é necessário estudar entre 50 a 60 horas por semana, no mínimo. E isto por muitos anos. Qual o percentual da nova geraçao Y brasileira realmente está disposta a tal nível de compromisso?
 
Outro ponto importante a ser adicionado a esta discussão é a síndrome do adminstrador polivalente. Aqui no Brasil todo mundo quer ser gerente. Gerente é sinônimo de status: tenho subordinados! É a tal da cultura hierárquica, funcional e com profunda tradição na história do Brasil. Há os que mandam (com grande status) e os que fazem. No Brasil, "sujar as mãos" trabalhando parece às vezes demeritório. Mais legal é mandar fazer.
 
Daí a gente vê recém-formados querendo ser o quê? Ora bolas, gerentes! Aliás, uma outra distorção importante no Brasil é que 20% dos universitários no Brasil estudam administração. Isto não existe em nenhum país sério. Muitos países, como os EUA, são raros os cursos de graduação em administração. E por que? Porque as pessoas precisam aprender "fazer" algo muito bem antes de começarem a querer "gerenciar" outros.
 
E aquele que resolver inicialmente seguir uma carreira técnica: o que acontece com eles? Em poucos anos acabam seguindo uma carreira gerencial -não porque têm vocação ou interesse particular - mas porque parece ser o caminho para o reconhecimento financeiro, mas também da família, da sociedade, etc.
 
Gente: algo está muito errado !!! Vejam aliás, o estado da infra-estrutura deste país: estradas, pontes, portos, aeroportos, hidrovias, etc. Estamos ficando muito atrasados.
 
Sds
Terra (Nota: sou formado, apenas formado em engenharia)

Portais Educacionais: Realidade distante?

04
jun
2010

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Afinal de contas, como as escolas podem alavancar a internet para se executar uma filosofia pedagógica diferenciada?

Antes de tudo, é preciso entender todo o potencial da web no contexto educacional:

1. Ela é uma plataforma de colaboração que alavanca o diálogo entre os diferentes atores envolvidos no processo de aprendizagem;

2. Ela permite modelar, criar e gerir processos de gestão educacional efetivos, garantindo melhor utilização dos recursos;

3. Ela amplia a abrangência do atendimento escolar, já que o custo de replicação dos conteúdos publicados é quase 0;

4. Ela permite a transparência dos fatos das escolas para os alunos, pais, professores e comunidade;

Colaboração, gestão, abrangência e transparência são pontos cruciais para que as escolas consigam executar uma filosofia pedagógica diferenciada, onde a TIC deve fazer parte da rotina de uma nova forma de aprender, dialogar e gerir as escolas.

Então, se a web é uma ferramenta tão revolucionária, por que os portais educacionais ainda não buscam aproveitar todo este potencial?

Em grande medida, portais educacionais acabam tendo uma visão centrada na tecnologia e não nos atores envolvidos no processo educacional.

Cada rede de ensino tem desafios e realidades distintos, demandando uma abordagem diferenciada na forma de adotar a web.

É preciso construir os portais educacionais onde todos os atores participam da sua concepção e evolução.

A tecnologia deve estar no bastidor, viabilizando o desejo das pessoas!

Ainda estamos longe desta realidade, como faremos para chegar lá?

@davidkato

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