Nos dias de hoje, com mercados cada vez mais competitivos, a inovação é pauta obrigatória em empresas de todo o tamanho. Há ainda o ambiente da colaboração e web 2.0 em constante crescimento com cada vez mais pessoas participando. Nesse contexto, estratégias de inovação aberta se encaixam perfeitamente, proporcionando para as empresas novas oportunidades para solução de problemas, captação de novas ideias e contato com redes de especialistas de todo o mundo. Por que descobrir e desenvolver tudo internamente se existe um mundo cheio de ideias e oportunidades a ser explorado?
O Battle of Concepts é uma iniciativa que promove a interação de jovens universitários e empresas e governos. Através de uma plataforma virtual, as empresas podem lançar desafios que são solucionados pelos jovens através de conceitos inovadores e criativos.
2011 foi um ano de consolidação da plataforma Battle of Concepts. Mais de R$ 300 mil já foram distribuídos em prêmios nas 26 batalhas. Atualmente temos milhares de jovens participando de todos os cantos do Brasil. São jovens prontos para trabalharem em desafios e oferecerem soluções “fora da caixa”. Neste último ano, tivemos a participação da Samarco, Tecumseh, Grupo Ultra, com Ipiranga e Ultracargo, Editora Abril, com a Revista Exame, Maxhaus, Promon Engenharia, Vopak, Natura e Danone.
O valor da inovação aberta foi percebido por estas empresas ao receberem as várias centenas de conceitos enviados neste ano. Desafios dos mais variados temas, como logística, marketing, engenharia, aplicativos para celular, novos mercados, relacionamento B2B, arquitetura, design e novos produtos foram trabalhados de maneira criativa e inovadora. A inovação aberta pode levar as empresas a direções nunca antes pensadas, estimulando-as com novas ideias, inspirações e tendências.
Aproveite para conhecer o Battle of Concepts e seus desafios: www.battleofconcepts.com.br
O canal do youtube também é ótimo com muitos cases e depoimentos: www.youtube.com/battleofconceptsbr
Fabiana Tarabal
@fabianatarabal
Claudio Terra
@claudioterra A revista The Economist desta semana disseca os prêmios para inovação que existem há pelo menos 4 séculos: o prêmio da Longitude, que o governo britânico ofereceu em 1714 para determinar melhores métodos para apoiar os navegadores no cálculo da longitude. Em 1795 Napoleão instituiu prêmio para descobrir maneiras de preservar os alimentos para os soldados em guerra - que culminaram nas técnicas de conservação de alimentos que existem hoje.
Os governos e seus órgãos incentivaram e continuam a incentivar a inovação por meio de prêmios e trazem mais recursos em inovação que o prêmio em si. Por exemplo, o Ansari X, que distribuiu US$ 10 milhões em prêmios, atraiu US$ 100 milhões em pesquisas para voos suborbitais - um negócio ainda inexistente.
Outra vantagem em oferecer os prêmios para interessados externos à empresa - ou ao Governo - é a diversidade e quantidade de novas ideias. Em um caso da iniciativa privada, a "locadora online de vídeos" Netflix recebeu ideias de 55 mil pessoas de 186 países para a melhoria de seus algoritmos de recomendação de vídeos que usa - e os 7 ganhadores se conheceram presencialmente no dia em que foram buscar o prêmio.
Notamos um aumento do número de empresas que lançam seus desafios de inovação para fora de seus muros. Esses desafios ainda concentram sua atenção em etapas de geração de ideias ou aprofundamento de conceitos. Haverá uma transição gradual para que os desafios incorporem componentes do processo completo de inovação: da ideia à comercialização. O papel das empresas continuará sendo monitorar o ambiente e perceber os desafios, assim como configurá-los para que um público maior e com vontade (e tempo e muita criatividade!) se dedique a resolvê-los.
Nessa configuração, parece que o comportamento de venture capitalists, o capital de risco, terá grandes chances de ser incorporado pelos gestores de empresas e poderá protagonizar alguns dos capítulos mais interessantes da história da inovação nos próximos 20-30 anos.
Dentro desse modelo, quais seriam os novos comportamentos, competências e necessidades? Que deveremos fazer nos próximos anos para capacitar os gestores a fazer boas apostas? E ... Quais serão os desafios que queremos mostrar e quais são aqueles que queremos deixar aos nossos colaboradores?
@acbrito64
Quem não gosta de dizer que sua empresa tem os melhores talentos de sua indústria? Mas será que isto é verdade? Como saber de fato?
Estas questões são de importância vital para a competitividade em vários setores econômicos. Em particular, em setores no qual a capacidade de inovação, as mudanças tecnológicas e a mudança de hábitos dos consumidores são constantes.
Este tipo de benchmarking na prática é impossível de ser feito, pois é muito difícil imaginar maneiras efetivas de realizar emparelhamentos pessoa a pessoa, cargo a cargo.
Contudo, há uma postura muito mais interessante: assumir, humildemente, que boa parte dos talentos e conhecimentos relevantes para sua empresa encontram-se fora da mesma. A partir desta importante mudança de modelo mental a empresa pode construir não competição cega com talentos externos, mas pontes de colaboração e sinergia. Reduz-se o foco na origem das ideias, conhecimentos e soluções para aumentar-se o foco na competitividade com base em novos modelos colaborativos, flexíveis e sustentáveis.
Modelos de negócios, propriedade intelectual, processos e recompensas, sites e web 2.0: todas estas coisas são importantes para a Inovação Aberta, contudo, percebo que a discussão do modelo mental não ganha o devido destaque. Talvez fosse hora de começar a esquentar a discussão sobre o fator gente e seus modelos mentais como base requerida para implementar a Inovação Aberta.
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@claudioterra
Se pensar que a Gestão 2.0 é vagabundear, então agradecemos aos mais de 70 vagabundos profissionais, engajados e atuantes na temática das redes sociais na sociedade e em suas organizações, que dedicaram o último dia 29 para aprender e compartilhar suas experiências.
Romeo Busarello (@Busarello), da Tecnisa, foi quem nos apresentou, na sua palestra em Marketing 2.0, o termo “Vagabundo Corporativo”, o profissional que se dedica às estratégias de redes sociais nas empresas, e que nos inspirou a desenhar este post de reflexões sobre o evento. Segundo Busarello, esse profissional tem atuação recente nas organizações e função ainda difusa, por isso a ironia em chamá-lo de “vagabundo”. No entanto, está mais do que provado que o tal “vagabundo” é um profissional coringa no cenário atual, apesar da resistência e até medo das empresas em enxergar o potencial da sua inserção nas redes sociais como estratégia de negócio.
Aproveitando a “deixa” de Busarello e a temática Marketing 2.0, Antônio Mafra (@amafra) inicia sua apresentação com um: “Boa tarde! Sou o vagabundo da Porto Seguro”. E prosseguiu com casos reais de como o relacionamento por meio das redes sociais diminuiu ruídos, gerou “buzz” para campanhas, estreitou relações e até gerou negócios.
Sem dúvida alguma, um dos muitos pontos altos do evento foi a enérgica Cindy Gordon (@helixcommerce), que trouxe importantes reflexões sobre inovação, colaboração, portais corporativos, gestão de mudanças e Web 2.0, fruto da sua vasta experiência no Canadá (Sim. Há vagabundos no Canadá!). Ela foi enfática: “O Brasil pode não ter os resultados em inovação que deseja, mas está no caminho certo e possui os profissionais, a energia e o potencial para alcançá-los”.
Nos casos apresentados sobre Sustentabilidade 2.0 - Carrefour Espanha, Natura e Fundação Bradesco – ficou claro como as ferramentas colaborativas estão deixando de ser apenas veículos de comunicação informativos para se tornarem canais que atuam na construção de relacionamentos estratégicos para as organizações, devido à intensa colaboração e interação que proporcionam; além do alto volume de informações e conhecimento que é compartilhado a todo momento.
Fernando Consenza (@fcosenza), da Serasa Experian, e Hans Hellemondt, do Battle of Concepts, bateram um bolão no Inovação 2.0. Da Holanda para o Brasil, Hans apresentou seu “filho” de nove meses, o Battle of Concepts, conceito de inovação aberta já consolidado no exterior, que envolve empresas, universidades e jovens talentos. “Os estudantes ganham experiência e prêmios em dinheiro, resolvendo problemas reais das empresas”, reforçou Hans. A apresentação foi encerrada com um golaço de Consenza, de tabela com o seu Mercado de Ideias. “A iniciativa integra as pessoas, reconhece e incentiva a colaboração”.
Já em Trabalho 2.0, os casos da Sadia (Observatório de Tecnologia) e da Atento mostraram como as empresas estão adaptando o seu modo de trabalhar ao novo perfil do profissional. Levando para dentro das organizações a nova forma de se relacionar, colaborativa, com construção conjunta, com desafios constantes e transparência na comunicação. Como bem disse René de Paula (@renedepaula), da Microsoft e moderador da mesa: “Fica evidente que essa nova realidade pode sim ser posta em prática dentro das organizações”.
Convidamos todos a anotar, refletir e trabalhar na preciosa colocação do René: “pensem nos milhões de brasileiros que acessam a Internet nas lan houses. Como podemos trabalhar esse público?”
Carolina Almeida
@almeicc
João Valsecchi
@jvalsecchi
Renata Santiago
@tinhasantiago
Acabo de chegar do evento Gestão 2.0, organizado por nós da TerraForum em São Paulo durante todo o dia de hoje. Um seleto e abrangente grupo de especialistas em inovação, gestão do conhecimento, portais, sustentabilidade, marketing e tecnologia apresentaram e discutiram o impacto do uso de ferramentas Web 2.0 dentro das organizações. As apresentações, vídeos, resumos e comentários do que aconteceu poderão ser acompanhados logo mais no site criado especialmente para o evento: www.gestao20.com.br.
O que quero aqui, neste breve post, é comentar (no frescor dos acontecimentos) os principais destaques e pontos em comum apontados por praticamente todos os especialistas. Foi consenso geral que iniciativas Web 2.0, dentro ou fora das organizações, têm desafios muito mais ligados a pessoas do que a tecnologias e/ou ferramentas. Durante todo o dia,termos como mudança de cultura, engajamento da liderança, gestão de mudança, modelo mental, geração X, Y ou Z e planejamento estratégico, invariavelmente surgiram nas diversas apresentações.
Mas um ponto me chamou bastante atenção: o destaque para a necessidade de se entender o modelo mental e comportamental da geração que já nasceu totalmente inserida nos meios digitais. Esta geração não será apenas a geração de consumidores, mas também será a geração de trabalhadores e futuros executivos das empresas.
E quando isso acontecer, com certeza as empresas que já estiverem experimentando novas maneiras de se relacionar com estes consumidores (Web 2.0) e trabalhadores (Gestão 2.0) sairão na frente, estarão mais preparadas para crescer de forma consistente e sustentável. Por isso não adianta querer encarar e justificar os projetos de hoje a partir de fórmulas de retorno de investimento (ROI) padrões. Mesmo porque, está provado que é barato investir nestas tecnologias e iniciativas hoje, mesmo que os resultados sejam incipientes e mais apontem tendências e oportunidades do que gerem lucros (principalmente para empresas cujo negócio fim não seja algum produto "virtual").
E para fechar este rápido post, destaco uma provocaçao feita por Romeo Busarello, diretor de internet da Tecnisa, que aponta como um dos principais profissionais de sua área hoje o vagabundo. Isso mesmo, ele contratou uma pessoa para ficar o dia todo navegando em facebooks, twitters, orkuts, blogs, myspace, etc e etc. Ou seja, um vagabundo. Que tem como missão monitorar e descobrir possibilidades de uso para as estratégias de marketing da empresa. Uma aposta aparentemente ousada, mas que se mostra absolutamente imprescindível se pensarmos um pouco mais adiante.
Quando se trata de inovação, uma questão sempre abordada é como alimentar o seu funil de inovação com ideias consistentes e efetivas, e que principalmente estejam alinhadas aos objetivos organizacionais.
Vejo que alguns caminhos são fundamentais para isto:
- Defina bem a abordagem: A captação de ideias e inovações deve ter um objetivo claro e atrelado à estratégia da organização. Além disso, precisa estar estruturado, com gestão, governança e processos definidos.
- Defina o público a ser envolvido: O envolvimento de pessoas com diferentes culturas, valores, visões e experiências trará ideias não esperadas e potenciais inovações. Por isso, é importante considerar a participação de pessoas externas à organização, como fornecedores, clientes e estudantes.
- Incentive a participação: Ações que motivem a participação podem ir além do reconhecimento monetário. Muitas vezes, a simples clareza dos resultados organizacionais atingidos pode ser um dos melhores incentivos.
Certamente há outros pontos de atenção, mas soluções que já seguem estes itens atingem resultados surpreendentes. É o caso das empresas que lançaram seus desafios por meio do Battle of Concepts ( www.battleofconcetps.com.br), que em pouco tempo já conquistou resultados animadores, entre os quais distribuição de R$59 mil e obtenção de mais de 160 conceitos.
Empresas que já participam de iniciativas como essa já vislumbram à inovação aberta com interface transparente e efetiva entre colaboradores, fornecedores, clientes e estudantes. Seguramente um processo deste alimentando um fluxo de inovação é algo poderoso e com potencial de transformar empresas e até setores.
Conheça mais sobre inovação e programa de ideias no Innovation Center.
Para quem vê ou lê, o famoso "eureka" de Arquimedes, a lousa cheia de fórmulas do Einstein, um cartum engraçado ou um romance parecem um milagre, um toque divino, um momento em que a química cerebral combinou os íons corretamente. Pode ser isso tudo, mas o processo criativo - e inovador - depende também de um processo claro e disciplinado de definir qual é o problema, pensar, estabelecer hipóteses, coletar dados, combinar informações e muito, muito suor.
Às vezes, pensar criativamente sem um problema claro pode ser um bloqueio, não uma liberdade. Quem não passou pelo pânico do "bloqueio criativo" ao confrontar-se com uma redação de um tema livre ou uma sessão no trabalho de ideias para o crescimento futuro da empresa?
Nessas horas percebo os benefícios de processos induzidos de ideias ou de resolução de problemas. Afinal de contas, a liderança determinou que o assunto é estratégico e que precisa de um apoio além daquele tradicional, marcado pela organização interna e pela hierarquia. Essas mensagens dão o tom, a urgência do assunto. Ao definir o assunto, de maneira clara, metade do problema está resolvido: basta agora definir o "como" e não mais o "quê".
O processo criativo, neste momento, invade a zona de conforto de muitos dos técnicos, já que definir o "como" é ensinado nas escolas e documentado em milhões de páginas de livros, amparados por milhares de horas de pesquisa. Nesta etapa os processos tradicionais de brainstorming, de trabalho com analogias e metáforas, de prototipagem, de QFD e engenharia de valor podem gerar várias alternativas adequadas para resolver o problema induzido. A definição de escopo ajuda a focar os esforços criativos ao redor do tema, do desafio proposto pela liderança.
No final das contas, talvez o escopo inicial do assunto seja ampliado ou estreitado, mas a expressão "eureka" poderá ser ouvida mais vezes.
E você, na sua empresa, emprega a técnica de desafios induzidos, com um problema claramente definido, ou entrega uma folha em branco para ser preenchida com sugestões?
A TerraForum realizou um estudo no ano passado no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos sobre as práticas de Inovação Aberta em empresas inovadoras de grande porte (ex.: Philips, Kodak, Xerox, Nokia, Dupont e Petrobras). Embora tenhamos visto muitas práticas comuns, entendemos que a Inovação Aberta é feita de maneira bem diferente entre as organizações.
Por exemplo, há empresas que desenvolvem convênios para pesquisa em universidades; algumas trabalham junto com os seus concorrentes em pesquisas pré-competitivas; e outras implementaram programas de ideias junto a fornecedores, clientes ou o público em geral.
Há formas bem diferentes de implementação da Inovação Aberta, que dependem de fatores como:
• Estratégia da organização;
• Tipo de inovação que a empresa está buscando (tecnologia, produtos ou modelos de negócio);
• Em qual parte de processo ela procura colaboração (pesquisa, desenvolvimento, comercialização).
O que fica mais evidente é que as empresas que têm sucesso com a Inovação Aberta são pragmáticas e buscam envolver os parceiros na inovação aberta nos objetivos e desafios da organização. A partir de agora, a TerraForum passa a oferecer exatamente isso para as empresas. A companhia se tornou sócia do Battle of Concepts, uma empresa de origem holandesa, agora no Brasil, que busca juntar os jovens talentos para resolver desafios das organizações de forma bem pragmática e inovador!
Conheça mais sobre o Battle of Concepts: TerraForum sócia Battle of Concepts
Há alguns meses conhecemos a Battle of Concepts – www.battleofconcepts.com.br – empresa com a qual pudemos rapidamente nos identificar e estabelecer uma parceria de trabalho. Esta empresa, que foi fundada há pouco mais de três anos na Holanda, é uma febre entre os melhores estudantes daquele país. Aqui no Brasil também já vem apresentando resultados interessantíssimos para empresas nacionais e multinacionais aqui instaladas. Milhares de estudantes das melhores universidades brasileiras também já estão participando e resolvendo desafios reais das organizações brasileiras conforme modelo de competição gerenciado pela Battle of Concepts.
Aproximar as universidades brasileiras das empresas é um dos objetivos permanentes de várias instâncias do poder público, das universidades mais progressistas e também de empresas melhor sintonizadas com os desafios da competição baseada em inovação. A Battle of Concepts é uma contribuição efetiva neste sentido.
Mas esta não é a única contribuição!
Qual a melhor forma de aprender algo novo? Que tal mobilizando a inteligência, experiência e motivação de jovens talentosos a partir de batalhas de conhecimento e criativas? E se isto ainda ajudasse as organizações público e privadas a resolver desafios reais da sociedade, tecnológicos e dos negócios?
Estamos muito contentes na TerraForum com a contribuição que a Battle of Concepts começa a fazer para o aprendizado de alto nível e cultura de inovação no Brasil. Assim como na Holanda, esta é uma iniciativa empresarial que valoriza o conhecimento, a criatividade e a mobilização para a inovação.
Segundo estudo do Institute for the Future, Engagement Economy: the future of massively scaled collaboration and participation, se cada americando deixasse de assistir 2 horas de televisão por semana e participasse de iniciativas tipo Wikipedia, os EUA sozinho poderia produzir 20 projetos equivalentes ao Wikipedia por ano!
Aqui no Brasil tem um velho ditado: "se você precisa da ajuda para algo realmente importante peça para alguém que está bem ocupado. Ele vai encontrar tempo." Exageros a parte, é evidente que na nossa sociedade atual, gerenciar o próprio tempo, ser produtivo de forma independente é um dos grandes desafios para todos aqueles que trabalham na Economia do Conhecimento e na Economia Criativa.
E se cada brasileiro deixasse de assistir 2 horas de TV por semana e se dedicasse para adquirir conhecimento, produzir conhecimento, compartilhar o que sabe e contribuir com ideias para projetos de amplo impacto econômico e social?
Numa conta rápida, isto significa cerca de 2 x 52 x 100 milhões (descontando crianças muito pequenas, pessoas sem TV e outras exclusões óbvias) = ou seja, algo como 10,4 bilhões de horas produtivas adicionais por ano. Quanto vale isto?
Já nos demos conta do que isto significa? E o estrago que alguns programas de TV causam para nosso país? Lemos apenas 2 livros por ano em média por habitante. Em alguns países europeus, a média é de 40 livros por ano por habitante.
Que bom que passamos mais e mais tempo na Internet e menos e menos tempo assistindo Televisão! Aumentar a penetração da Internet e diminuir o tempo na frente da TV é questão séria e de enorme impacto econômico e social para nosso país.
O estudo do Instituto for the Future destaca ainda o papel fundamental da motivação e fun como elementos críticos para o sucesso de qualquer iniciativa de crowdsourcing. Difícil não concordar com isso. Já sabemos há muito tempo que incentivos financeiros, em geral, não dão certo no contexto da Gestão do Conhecimento e, pelo que tudo indica, esta é a realidade também em esforços de crowdsourcing de grande escala .
Neste sentido, fica aqui um último pensamento: será que nossas organizações e sistema educacional não seriam muito mais efetivos se soubessem como engajar mentes e corações? Por que trabalhar e aprender precisam ser vistos como algo duro e desagradável? Por que não podem ser vistos e organizados para serem desafiadores e divertidos? Na Economia do Conhecimento e Criativa, estas não são questões periféricas. São questões centrais e estratégicas.
Vamos mudar esta realidade? |
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